Korina + Brown-Há no Velvet Pub: é HOJE!

As bandas Korina e Brown-Há vão participar da primeira Noite Fora do Eixo HOJE (29)! O show será no Velvet Pub, a partir das 21h. As Noites, promovidas pelos coletivos vinculados ao Circuito Fora do Eixo, acontecerão mensalmente em Brasília através do Coletivo Esquina. Os eventos sempre apresentarão duas bandas: uma nova, independente e outra do coletivo Esquina ou do Circuito Fora do Eixo.

Com 4 anos na estrada e 1 EP lançado, a banda Brown-Há se define como um “Rock’n roll energético e empolgante”.  Já o Korina garante que vai surpreender o público com um show diferente do esperado, mostrando outras influências da banda, como o Blues e o Rock sessentista.

Confira as duas bandas!

www.myspace.com/brownha
www.myspace.com/korinakorina

O Korina também participou do nosso primeiro Podcast com uma entrevista. Confira aqui.

Sobre as bandas

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Hoje começa o 3º Observatório Fora do Eixo!

Texto por Coletivo Megafônica

3° OBSERVATÓRIO FORA DO EIXO

Formalização dos coletivos e ações para unificar e coletar dados dos trabalhos no centro da discussão

Criado a partir da necessidade de um núcleo voltado para pesquisas sobre os temas ligados à cultura independente, o Observatório Fora do Eixo chega a sua terceira edição com o tema Formalização de Coletivos.

Usando a internet como base de seus trabalhos e na conexão com outros coletivos, esse observatório tem como objetivo orientar a estruturação dos coletivos, implementando uma moeda social, coletando trabalhos desenvolvidos pelo Circuito, estimulando a troca de tecnologias sociais e promovendo mais uma frente gestora na rede.

A 3° edição do Observatório acontece entre os dias 27, 28 e 29 de janeiro na sala do Observatório Fora do Eixo a partir das 20h e será dividida em dois grupos: grupos de discussão (GD) e grupos de trabalho (GT).

Os grupos de discussão tratarão dos temas de cunho jurídico, conceitos e teorias que envolvam a formalização e estruturação dos coletivos e modelos de organização.

Já os grupos de trabalho abordarão soluções e sugestões para a Sustentabilidade, com base na coleta dos dados das ações dos coletivos, tanto para a rede como suas próprias.

Mediados por membros do Circuito, os grupos de discussão receberão 3 convidados, com duração de uma hora de exposição mais uma hora de discussão via MSN do Fora do Eixo, além da transmissão via Web Rádio Fora do Eixo. Os temas dos painéis são: As diferentes naturezas jurídicas, Modelos de organizações coletivas e Mecanismos de captação de recursos. Os mediadores recebem as perguntas via freenode e repassam aos convidados. Os grupos de trabalho tem início depois dos grupos de discussão, com duração de duas horas, segmentado em Apresentação do mapeamento dos CNPJ’s do Circuito Fora do Eixo, Implementação da moeda complementar e Fundo Fora do Eixo.

27/01 – quarta-feira – 20h
GD – Mecanismos de captação de recursos (Editais Nacionais e Internacionais, Convênios, Leis de Incentivo)

Palestrante: Chico Maia / Bauru (SP) – diretor do Departamento de Comunicação Externa do gabinete do Prefeito de Bauru. Lecionou o mini-curso “Política dos Editais: elaboração e captação de recursos”.
GT – Fundo FDE
Mediador: Lenissa Lenza

28/01 – quinta-feira – 20h
GD – As diferentes naturezas jurídicas (Cooperativas, Associações, Fundações, Oscip’s, Micro empresas, etc)
Palestrante: Emerson Costa Gomes – consultor do SEBRAE – AC
GT – Apresentação do Mapeamentdo dos CNPJ’s do FDE

Mediador: Lumo

29/01 – sexta-feira – 20h
GD – Modelos de organizações coletivas (conselhos municipais e movimentos sociais)
Painelista: Zen Santana e Karla Martins – Secretaria de Cultura do Acre
Mediador: Massa Coletiva

GT – Implementação da moeda complementar (CARD)
Mediador: Massa Coletiva
Participação: Celso Sekiguchi – Representante da Eletrocooperativa

O 3° Observatório Fora do Eixo acontece entre os dias 27 e 29 de janeiro, a partir das 20h (horário de Brasilía).

Veja a programação completa e saiba como participar em www.observatorioforadoeixo.wordpress.com/

Sobre o Circuito Fora do Eixo:

É uma rede de trabalhos on line criada no fim de 2005 a fim de estimular a circulação de bandas, tecnologia de produção e produtos, com um esquema de trabalho colaborativo composto por mais de 40 coletivos, espalhados pelo país. Saiba mais em www.foradoeixo.org.br. Acompanhe também pela Web rádio no portal Fora do Eixo.

Mais informações:

Massa Coletiva – Núcleo Cooperativo de Comunicação e Cultura

telefone 16 3412-7124
massacoletiva@gmail.com

www.massacoletiva.blogspot.com

Lumo Coletivo

Laura Morgado
telefone: 81 3361-8171

lauralumo@gmail.com
www.lumocoletivo.org.br

Coletivo Catraia

telefone: 68 9984-2692/ 9974-3616

catraiacard@gmail.com
coletivocatraia@hotmail.com

www.coletivocatraia.blogspot.com

Entrevista com Korina no 1º Podcast da Rádio Esquina!

Entrevistamos a banda Korina para o primeiro podcast da Rádio Esquina. Confira no link abaixo!

Podcast 001 – Entrevista com banda Korina

Como a rádio ainda está em fase de teste, aceitamos sugestões. A idéia é fazer uma matéria por semana com as bandas da cidade.  Até fevereiro, a programação estará voltada para o festival Grito Rock.

Equipe Rádio Esquina

Marcelo Melo
João Dias
Lamin

“Korina, Korina, aonde esteve por tanto tempo?”

O nome da banda e de uma das músicas – “Dylanesca” – já dão a dica. Bem mais do que outro cliché no cenário indie de brasília, a banda Korina puxa suas influências mais ao fundo e se firma como um “rock folclórico cosmopolita”, ou “música popular brasiliense”, na definição dos próprios integrantes.

A banda lançou seu primeiro EP no final de 2009, Todo Mundo Vive Reclamando da Minha Falta de Assunto, uma compilação de cinco músicas; algumas gravadas em estúdios de brasília, outras em casa. Já para 2010, O Korina garante pelo menos mais um EP e afirma que tem muito material inédito pra lançar.

O Korina se apresentará ao lado do Brown-Há na estréia da 1ª noite Fora do Eixo que o Coletivo Esquina realizará este ano.  O evento será uma prévia do festival Grito Rock e acontece nesta sexta-feira (29), no Velvet Pub, à partir das 21h.

O grupo garante que o show de sexta-feira será “impactante” e  mostrará outro lado do grupo, com referências ao Blues e ao rock brasileiro (mutante) dos anos 60.

www.myspace.com/korinakorina

Rádio Esquina –  Entrevista

Prévia Grito Rock é nessa sexta!

Nessa sexta-feira o Esquina promove o primeiro dos eventos intitulados Noites Esquina. A estréia será marcada pelo show das bandas Brown-Há e Korina.

As Noites serão realizadas com frequência mensal, no Velvet Pub (102 norte), contando sempre com dois shows (uma banda brasiliense convidada, uma banda do Coletivo Esquina ou vinculada ao Circuito Fora do Eixo).

O evento de sexta-feira também será uma prévia ao Grito Rock,  festival que o Esquina realizará em fevereiro.

Confira o myspace das bandas:

www.myspace.com/brownha
www.myspace.com/korinakorina

Pablo Capilé é entrevistado a respeito do Circuito Fora do Eixo

Sala de Tortura

Mercado (mutante) independente

Por Hugo Morais – 11/01/2010

Pablo Capilé tentou tirar férias no Nordeste, não sem esquecer os compromissos com os coletivos, e, vá lá, conseguiu. Porque reunião a beira-mar comendo camarão não é para qualquer um. Pablo está entre os cabeças do Circuito Fora do Eixo, ABRAFIN, Cubo e outras iniciativas que tentam pôr a música independente cada vez mais em evidência.  Promovendo festivais, palestras, criação de coletivos municipais, estaduais, regionais e nacionais. Grupos organizados em prol da produção e circulação da música e, porque não, outras artes pelo país a fora. Ações que reverberam até fora do Brasil. Entre meio cigarro e outro, O Inimigo bateu um papo com Pablo na casa de Anderson Foca e Ana Morena, onde ele esteve hospedado, sobre coletivos, feiras de música, festivais e outros assuntos que interessam quem gosta de música e, principalmente, quem quer se inserir no mercado mutante-independente.

O Inimigo – Com suas constantes viagens e contato com os coletivos, como está  a interligação entre eles?

Pablo Capilé – Tem estado cada vez melhor. A gente está indo agora para o quarto ano do Circuito Fora do Eixo. Os primeiros dois anos e meio foram de estímulo para entenderem que hoje o ambiente associativo é muito favorável a construção de novos modelos de negócio. E também para um novo negócio de distribuição de renda, distribuição dos bens culturais e etc.  Até 2008 todo mundo que era entusiasta da Rede era do Circuito Fora do Eixo. A partir de 2009 nós começamos a delimitar pontos em cada cidade, construir as regionais, os Fora do Eixo estaduais, estabelecer regimento interno, carta de princípios. Então isso vem fazendo com que os debates se nivelem. Tanto os coletivos mais antigos, quanto os mais novos, participam da mesma inteligência que conseguem fazer com que as pessoas troquem tecnologia. Então essa troca tem ficado cada vez mais interessante porque os coletivos estão mais antenados, mais preparados e maduros para enfrentar esse desafio.  A gente está muito entusiasmado porque hoje conseguimos ser a rede de maior musculatura nacional. A gente está em praticamente 90% dos estados do Brasil e estamos agora em 44 cidades.

A grande dificuldade de colocar os coletivos pra frente é que muitos dos envolvidos tem a música como atividade secundária?

Com certeza. A gente trabalha na perspectiva de estimular as pessoas a entenderem que quanto mais força de trabalho elas destinarem ao trabalho alternativo, aos coletivos, mais rápido elas vão conseguir ter um retorno. Então a grande maioria dos coletivos começa como um trampo complementar. Com o tempo elas vão conseguindo entender mais o processo e se dedicar mais aquilo. Começa o coletivo com 8, 10 pessoas, aí percebem que podem diminuir para 4, 5. Dessas 4, 5, uma começa a se dedicar integralmente, aí já estimula a outra e eles começam a ver que é possível, começam a fazer eventos mais bacanas. Começa a entrar uma graninha, aí monta um estúdio de ensaio, um estudiozinho de gravação, começam a dialogar com o poder público, com a iniciativa privada. Vão percebendo que quanto mais eles se dedicarem aquilo, mais eles vão sobreviver da história. Apesar que 90% da movimentação da música independente é proveniente da classe média. Ela conseguiu nos primeiros 16, 17 anos da vida, uma estrutura que possibilitou uma escola mais bacana, comida na hora que voltava pra casa da mãe, ler mais, um jornal, mais tempo para resolver possíveis conflitos existenciais. Tudo isso já prepara mais o cara para enfrentar um desafio como esse. Porque geralmente a classe média desenvolve aquele trabalho assistencialista. Ela acaba achando que indo lá dar uma sopa, um workshop, fazer uma oficina na escola, já é um trabalho que ela está desenvolvendo na periferia. Ao invés dela entender que é muito mais bacana você compor com os grupos que já desenvolvem ações na periferia para você entrar com o que você tem de mais expertise e eles entrarem com o que tem de mais expertise, mas sabendo que eles já são dali e vão ser mais aceitos.

E está acontecendo bem pelo Brasil?

Muito bem. Tem uma outra entidade, a CUFA (Central Única das Favelas), que também trabalha nesse sentido da musculatura nacional. E a gente tem estabelecido composições muito interessantes com o movimento Hip Hop. Entendendo que eles tem o protagonismo deles dentro da comunidade e a gente pode incluí-los dentro do que a gente está fazendo. Então, por exemplo, a gente tem colocado vários grupos de Rap para circular nos festivais que a gente desenvolve. A relação construida com o poder público, a gente traz os grupos periféricos para também debater isso. A relação com os pólos de cultura, trazendo o pessoal da periferia para ocupar um espaço que a gente já ocupava, mas que eles podem ocupar até com mais eficiência. Até a própria construção das planilhas, dos sistemas, coisa que dificilmente eles tem, a gente começa a democratizar. E ao mesmo tempo eles trazem aquele sangue no olho de mudar os ambientes com a galera que está acomodada com aquilo que já está acontecendo.

Existe uma orientação para incluir determinados grupos, como os de Rap, nos festivais? Há uma conversa com os produtores?

Na verdade, a gente sempre debate o circuito de festivais. Nós temos os nossos festivais e quanto mais conseguirmos estabelecer autonomia para cada produtor de festival, sem interferência da rede, na curadoria, melhor. Porque aí você não reproduz uma lógica que a gente contesta. Então a gente tenta incluir novas linguagens. Por exemplo, eu coloco os grupos de Hip Hop no Festival Calango. E levo os jornalistas e produtores pro Calango para perceberem que está rolando uma estética diferenciada dentro da produção de Hip Hop brasileiro, para que isso aconteça de uma forma natural. Por exemplo, a gente colocou o Mamelo Sound System e Linha Dura para tocar ano passado no Calango (2008). Esse ano (2009) o Nobre já colocou o Mamelo Sound System. O Linha Dura conseguiu tocar em outros lugares, porque nós os pomos numa reunião da ABRAFIN e estavam todos os produtores lá. O cara conseguiu ver e entender que é bacana. O Contra Fluxo também tocou em alguns festivais. Aí o Gog também está conseguindo se inserir pelo movimento Música Para Baixar. E a galera do Hip Hop começa a ver também que existe um mercado diferenciado e que podem investir. Então o que a gente faz é estimular que os coletivos locais ligados ao Hip Hop busquem os festivais locais e mandem mais material. E aí isso vai espirrando, porque o produtor vê, o jornalista vê e se aquilo que foi apresentado é bacana, o cara vai acabar querendo levar pro festival dele.

Quando os coletivos em suas cidades vão desenvolver algum projeto, eles tem autonomia ou tem que passar pela direção nacional?

Tem autonomia total. O primeiro princípio da nossa carta de princípios é o de autonomia. No seu coletivo ninguém dá pitaco. No estadual só quem é do estado, na regional só quem é da região e na nacional todo mundo dá pitaco. Na regional Nordeste, por exemplo, nós temos como ponto de referência o Lumo Coletivo. Se a regional Sudeste não curtiu o encaminhamento, ela entra no debate com a regional Nordeste. É aberto, mas ela não pode interferir na decisão, não tem poder de voto. Mas aí nós temos os pactos nacionais. Por exemplo, todo mundo tem que fazer o Grito Rock. Todo mundo tem que ser um ponto de mídia e ponto de circulação. Todo mundo tem que ser um ponto de distribuição, isso os coletivos não podem subverter. Se a gente não tiver pelo menos esses pactos nacionais, a gente não tem o que nos transforme numa rede. Mas até esses pactos nacionais são encarados como ações sistêmicas dos coletivos. Hoje é muito bacana para um coletivo fazer o Grito Rock, lançar um CD do coletivo e distribuir em 45 cidades na banquinha que faz o evento. É muito bacana ter um blog que tem outros 45 blogs lendo e divulgando em outras cidades. Todos os pactos nacionais são extremamente interessantes para os coletivos, não tem nenhum que seja sacrifício. A gente costuma dizer que se for para ser sacrifício não faça. Se não pode assumir esse desafio é melhor ser ponto parceiro, porque nós temos também os pontos parceiros. Cada cidade tem o Ponto Fora do Eixo e tem os parceiros que são aqueles pontos que estão em processo de maturação, que ainda não conseguem assumir todas as demandas, mas que estão caminhando para que isso aconteça. Então a cada dia o sistema está mais inteligente, o tempo vai passando e estamos percebendo que dá para corrigir algumas distorções que existiam antes e é um processo mutante. Um processo numa rede como essa não pode se estagnar. Constantemente ela está se reavaliando, se repensando. A gente coloca um monte de jornalista, um monte de produtores que não acreditavam nesse modelo, então a gente coloca uma galera que também nos alfineta, que não concorda, para além da nossa autocrítica, ter mais gente falando, questionando, tentando entender para onde estamos indo.

Os coletivos começam como trabalho voluntário, mas cada um tem seus gastos. Os coletivos gerem seus lucros ou tem uma verba para destinar nacionalmente que depois é repassada para os grupos locais?

Isso é muito bacana, vou pegar o exemplo de Minas Gerais. O Goma aprovou um projeto, então esse projeto é específico do Goma. Só que o Fora do Eixo de Minas aprovou R$ 1.500.000,00 na Lei de Incentivo de Minas para vários festivais, para uma circulação só entre eles. Então essa grana vai especificamente para o Fora do Eixo Minas. Então o projeto aprovado no municipal é o coletivo que gere, se em determinado momento ele achar que deve investir em coletivos ao lado, é da autonomia dele. No estadual, o estado debate como vai ser a gestão do recurso. No regional, a região debate e no nacional, o nacional debate. Por exemplo, acabamos de aprovar um projeto de observatório Fora do Eixo que é para debater, traçar um paralelo entre o Tropicalismo e essa nova estética que tem sido produzida nos anos 2000. O que tem de similaridade, como esses movimentos vem crescendo, o movimento que é filho de outro movimento, antagônico, se está numa linha seqüencial ou não. Então como é um projeto nacional o debate é nacional.

Tudo isso está servindo para as críticas diminuírem e a palavra que ninguém gosta de ouvir, panelinha, diminuir também?

Tudo tem contribuído muito. A crítica contribui muito, o circuito contribui muito, o amadurecimento dos produtores de festivais tem contribuído muito. O amadurecimento dos artistas tem contribuído muito. O maior engajamento dos jornalistas de entender a parte da produção, de emitir opinião pesquisando outros elos da cadeia produtiva para ter mais clareza. Eu acho que o jornalista é muito importante nessa história. Eu acho que está sendo um processo de amadurecimento conjunto de um sistema nacional da música independente que envolve jornalistas, as casas, o público, os festivais, os coletivos, os selos, as produtoras, que tem mostrado com mais clareza onde nós estamos nos metendo. Então os festivais estão se abrindo cada dia mais para novas linguagens, os que não se abrem tem claro que é aquilo que eles querem. Tem uma tríade aí que delimita essa coisa da banda e do festival: o público, o jornalista e o produtor. O público satisfeito com aquilo que está vendo, o jornalista que é o juiz dessa história, e o produtor é o que tem menos poder no fim da história. Se o cara tentar emplacar uma banda dele durante um ano e ela for ruim, no outro ano não anda para lugar nenhum.

Está havendo uma reformulação em alguns festivais do número de dias, de fórmula. É uma tendência?

O contra-ataque que a gente estabeleceu para a grande indústria foi um novo modelo de negócio que é extremamente mutante. É um modelo de negócio que não se engessa nas suas convicções. Está sempre aberto a se transmutar. É um processo que entende que para se manter inteligente, entende que tem que se transmutar. Então a gente vai trabalhando pouco a pouco para entender para onde a coisa toda está indo e se transmutando para atender melhor a banda, atender melhor o público, o jornalista, até os próprios anseios. Muito mais gente está conseguindo circular, produzir eventos, gente está circulando para cobrir. Então os festivais estão entendendo isso, estão abrindo novos espaços, invadindo bares da cidade, estão fazendo mostras de música contemporânea, estão indo as praças, as escolas. Estabelecem pagamentos com vídeos, gravações, trocas de serviço com moeda complementar, tudo sempre buscando um equilíbrio entre artista, público e produtor.

Já que estamos falando de negócios, vamos falar da Feira da Música. Teve a de Fortaleza e a nacional que foi em Recife. Bruno Nogueira até comentou que o pessoal estava mais para encontrar os amigos, uma espécie de oba-oba. Foi isso mesmo? Porque entende-se que uma feira é para mostrar produtos, fechar negócios.

Eu concordo em parte com o Bruno, mas discordo na essência. Eu entendo que para você conseguir realmente estabelecer um modelo gerencial de negócios, contínuo e estruturado, a gente precisa primeiro construir alicerces poderosos. Criar um suporte que consiga dar conta desse sistema mutante por muito tempo. Nos últimos dez anos a gente saiu do processo analógico e entrou no processo digital. A gente saiu duma perspectiva de trabalho no varejo, manual. Não existia uma rede. Então o que estamos vivendo nessas feiras é a estruturação desse suporte. Como a gente vai pensar num processo continuo se a gente não tem essa rede conectada, os coletivos falando a mesma língua, se não tem os festivais pensando junto com as casas de shows, com pensando junto com as organizações dos direitos autorais, pensando junto com a Associação Brasileira de Educação Musical, pensando junto com a Associação Brasileira das Rádios Públicas, pensando junto com a Associação Brasileira das TVs Públicas? Então está se construindo um sistema estruturado para que todas essas frentes consigam dialogar. Então o negócio que está sendo feito hoje é a criação de um ambiente associativo que cria um ambiente mais favorável para se estabelecer modelos de negócio. Então não adianta fechar uma turnê se eu só vou conseguir tocar em um lugar e não vou conseguir operacionalizar mais dez shows. 2009 foi o ano que a gente criou a Rede de Música Brasil e entidades que nunca tinham sentado juntas, sentaram para discutir. Por exemplo, a Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD) que tem a Sony, a EMI, tem as majors, nunca tinha sentado com a CUFA. O Fora do Eixo nunca tinha sentado com a ABArte (Associação Brasileira de Empresários Artísticos). Mesmo sabendo de que lado cada uma das entidades sentam, pelo menos elas estão sentando. O movimento musical priorizou nesse ano a articulação política. Então em 2010 e 2011, a gente vai viabilizar nas feiras uma série de negócios pensando principalmente no mercado.

E como fluiu esse diálogo com as majors?

Foi um diálogo muito mais interessante do que eu imaginava. Eu esperava mais resistência de ambos os lados, mas a gente viu que todo mundo está disposto a entender que não adianta tensionar apenas para um lado, senão a gente não arranja pactos comuns. É óbvio que em questões específicas, determinados movimentos acreditam naquilo e ponto. Enquanto o Fora do Eixo e o Música Para Baixar são intransigentes em relação ao jabá, outras entidades entendem que eles precisam legalizar a iniciativa. Então precisa achar um meio disso, uma revisão do direito autoral, uma repactuação com as emissoras de rádio comerciais e as públicas. Então a gente tenta escoar em outros debates que estão acontecendo no país algumas situações que não vão chegar a consenso. Eu respeito muito quem é intransigente com seus princípios, mas com as propostas e construções conjuntas, o processo de coalizão é sempre muito mais bacana.

Como você avalia o coletivo local, o Noize, em relação aos outros da região e do Brasil?

Eu acho a região Nordeste a com mais potencial do Brasil em todos os sentidos. No Nordeste estão os artistas mais bacanas do Brasil; a rota mais viável; o poder público que mais investe em cultura proporcionalmente; muitos dos jornalistas da mídia independente mais interessantes, que mais convivem no dia a dia com o cenário local, estão no Nordeste; algumas das casas mais bacanas. Então é uma tendência que alguns dos coletivos mais interessantes também estejam na região. Eu acho que o Nordeste demorou muito para analisar o próprio potencial e o tanto que poderia se conectar mais em rede. Tem iniciativas que acontecem há algum tempo como o DoSol e o Ponto CE que sempre tentaram operacionalizar em conjunto, sempre tentaram construir uma rota. Mas todo mundo sempre teve dificuldade de fazer uma integração de Alagoas. É difícil os artistas de lá circularem, é difícil ter um ponto lá sempre recebendo shows. A mesma coisa em Sergipe. O Plástico Lunar, uma banda que tem dez anos só tocou em dois festivais na vida. Mas cada vez mais o Nordeste descobre seu potencial e quanto mais os produtores dialogam, mais eles vem conseguindo mostrar para o resto do país que existem uma região onde a música é bem viável. Em 2010 Circuito Fora do Eixo terá o Nordeste como região prioritária e estratégica.

A gente sempre questiona muito porque as bandas daqui não vão mais ao Centro Oeste, ao Sudeste. Há uma pressão de vocês, do Circuito Fora do Eixo, para as bandas daqui “descerem” mais?

É um caminho conjunto. Não adianta ter a plataforma se a banda não tem força de vontade. Vamos pegar os exemplos locais, de Natal. Você pega o Camarones e o Sinks, um tempo atrás. O tempo todo tocando, articulando shows, rotas para se apresentar, chegando até aos produtores e não esperando que a coisa caísse do céu. Só que a grande parte das bandas do Nordeste ou só tocam na região ou no máximo vão até São Paulo. A dificuldade está muito mais no hábito de achar que é muito difícil, que não vai dar. Eu sempre faço essa crítica as bandas do Recife. Agora que a gente percebe o AMP circulando mais. O Sweet Fanny Adams tentando circular um pouco mais. Tem banda de Recife muito bacana, com mais tempo de estrada que o Macaco Bong, e o Macaco Bong já tocou em 23 estados. Nessa mesma perspectiva, Cuiabá também é tão longe quanto é Natal. Só que o Macaco Bong se preocupa em fazer um planejamento. Comprar passagens aéreas em promoção, acrescentar outros trabalhos além do show para sensibilizar o contratante. Muita banda ainda não saiu do sistema analógico. Se alguma banda falar que não tem condição de ser do tamanho do Macaco Bong, se mata. É uma banda muito bacana do cenário independente, mas que aqui em Natal tem público de 80 pessoas. É um público conquistado no laço. Em pegar e-mail após o show, em participar da comunidade e conversar com o público, em avisar quando vai voltar a cidade, em sempre cavar matérias bacanas, se bancar para ir a shows legais. E entender os festivais mais como mostra do que como plano de sustentabilidade financeira. Eu sou dentro da ABRAFIN um defensor de que não se deveria pagar cachê as bandas. Festival é uma mostra. É entender que uma banda só vai ter um público de 6000, 7000 pessoas em Cuiabá no Festival Calango. Se a banda não entender que o principal lastro dela é público, se mata também. Tem um exemplo forte disso que é o Cidadão Instigado. O Cidadão Instigado vai numa revista e fala que a ABRAFIN é uma máfia. Só que o Cidadão está acostumado com o padrão SESC de cachê. Aí acredita que aquilo que o SESC banca para ele, é o que ele tem que receber. Só que lá em Cuiabá o Cidadão Instigado não leva 30 pessoas. Essas 30 pessoas pagando R$ 20.0 dá R$ 600.00. E o meu festival é praticamente gratuito. Mas se pagassem R$ 20.00, dava R$ 600.00. Aí a gente triplica isso pelo valor agregado, a banda esteticamente é bacana. Então além da bilheteria, vamos dar uma triplicada nisso aí. Dá R$ 1.800,00. Só de cachê o cara me pede R$ 4.000,00. Então só de cachê saímos em um déficit de R$ 2.200,00, sem contar as passagens. Então se ele não consegue equilibrar isso, entender que o festival forma público e que para ele voltar e ter público teve que construir esse lastro, fica difícil estabelecer uma negociação.

Foi lançada a Billboard Brasil e já nas duas primeiras edições foram enfocadas algumas bandas e o mercado independente. Como vocês da ABRAFIN, do Circuito Fora do Eixo vêem isso?

A matéria-prima da música brasileira é proveniente do movimento independente. Então seria um contra-senso, até uma burrice por parte das editorias se elas não visualizassem a importância de se abrir espaço. Muitos dos jornalistas que estão nessas revistas são provenientes desses movimentos. É diferente de uma topeira, por exemplo, que nem o Sérgio Martins que é um cara que não consegue visualizar a história, que não freqüenta os festivais e ainda se acha de do alto da Veja, ficar destilando verdade. Mas, por exemplo, o José Flávio Junior que é da Bravo!, que teoricamente seria uma revista conservadora, é um dos que mais rodam o país. Um Pablo Miyazawa, Alex Antunes, Ricardo Cruz, a galera da Rolling Stone, está super antenada com o que está acontecendo. O Pedro Só, que mesmo sendo editor do Globo Esporte, escreve sobre música e na Feira Música Brasil estava empolgadíssimo com o que está acontecendo. Então estamos muito satisfeitos. E o que a gente tem a perder? A gente só tem a ganhar, assim como eles. Eu, particularmente, acho que hoje ter uma revista é ir pela contramão. O melhor modelo é transformar a revista em blog. É sair do analógico e entrar no digital. Pode até baixar o preço, mas o ideal seria a revista acabar e se transformar em blog.

Você pensa assim também sobre o disco? Acabar o meio físico, caixa, capinha, CD e ficar só virtual?

Eu acho que o CD vai continuar existindo, como as revistas, o vinil está voltando, o público vai continuar existindo. Mas é aquela história, hoje vender 3.000, 4.000 CDs é sucesso total. Então as bandas vão continuar circulando com seus EPs, seus CDs, CDs luxo. Mas cada vez mais o virtual vai tomar conta. Eu acho também que a gente ainda não entende muito bem e ainda não tem no cyber espaço que a gente tem no operacional. A gente não sabe lidar com o cyber espaço como poderia lidar. Então em um futuro próximo a internet vai ter 1 giga. Então mudará totalmente o parâmetro de tudo. Então vai ter um show do Macaco Bong sendo transmitido para 30 casas sem perda de áudio como se o cara estivesse praticamente ao vivo.  É o que o Miranda muitas vezes fala, tudo vai ser streaming, não vai ter mais download porque tudo estará ali para você escutar. A televisão vai entrar no Youtube. Então qualquer previsão agora é pretensiosa.

O que você destaca de 2009 em bandas, discos, festivais…

Disco eu gostei muito do Porcas Borboletas, do EP do Rinoceronte, do Black Drawing Chalks, do material que o Calistoga tem gravado, do Plástico Lunar, do Ronei Jorge (e Os Ladrões de Bicicleta). Bandas novas que surgiram, o Mini Box Lunar, do Amapá; Caldo de Piaba, do Acre; Camarones (Orquestra Guitarrística), aqui de Natal; o Sincera, de Belém do Pará; stereovitrola, do Amapá também; Hey Hey Hey, de Rondônia; Linha Dura, de Cuiabá; Ophelia and The Tree, de Uberlândia. Entre os festivais eu acho que o Jambolada foi excelente. Não vim ao DoSol, mas a repercussão, os vídeos que eu vi e o que as bandas falaram foi muito legal. O Noise, o Calango eu sou suspeito, mas pelo segundo ano foi muito bacana. O Varadouro foi muito legal. O Porão do Rock voltou para a rua, gratuito. O Porto Musical e a Feira da Música de Fortaleza foram muito interessantes. O Burro Morto que é uma banda muito legal e que apareceu mais em 2009. O surgimento cada vez mais de coletivos é muito interessante. A criação da Rede Música Brasil. O fortalecimento das Casas Associadas e a aproximação maior das casas do Rio e de São Paulo que eram mais reticentes em relação ao movimento. 2009 foi um ano extremamente positivo para o cenário independente, para a região Nordeste foi muito positivo. Falando aqui de Natal, eu acho que é uma das cenas mais potenciais do Brasil, com mais bandas legais, que tem uma casa que funciona todos os fins de semana. E eu não vejo mais tanto antogonismo. Até 2008 quando ainda não estava claro o que era a ABRAFIN, as Casas Associadas, o Circuito Fora do Eixo, tinha mais pressão divergente. Hoje tem 80% de pontos em comum e 20% de convicções que cada um acredita, mas que não destoa muito. A gente conseguiu sair de 2009 com um grande pacto nacional em torno da música.

Fotos: Rebeca Correia “

Retirado daqui.

Prévia Grito Rock: 1º Noite Fora do Eixo

O aquecimento pro Grito Rock já começou. Enquanto fevereiro não chega, o Coletivo Esquina preparou um evento prévio para o dia 29/01. Será um show com as bandas Brown-Há e Korina no Velvet Pub (102 Norte), a partir das 21h.

O show será o primeiro das chamadas Noites Fora do Eixo, em Brasília. Mensalmente, o Coletivo fará um evento no Velvet Pub com as bandas da cidade e bandas interestaduais, vinculadas ao Circuito Fora do Eixo.

E lembrando que as seis bandas selecionadas pelo Coletivo Esquina serão votadas em público, em um show no dia 05/02 no Teatro dos Bancários (mais informações em breve). As três mais votadas participarão do festival Grito Rock, que acontece no final de fevereiro, aos dias 26, 27 e 28.

Lembrando também que as bandas não selecionadas estão sendo catalogadas e futuramente poderão participar de eventos do Coletivo.

Resultado da seletiva Eu Quero Tocar no Grito Rock 2010

É com grande prazer que divulgamos o resultado da seletiva Eu Quero Tocar no Grito Rock 2010. Mas antes de anunciar os nomes, gostaríamos de deixar claros os critérios que nos fizeram chegar às escolhas de hoje.

Em primeiro lugar, apesar de termos escutado o som de todas as bandas inscritas, só concorreram às vagas aquelas que seguiram tudo que foi pedido no regulamento (foto promocional, release, mp3 ou link onde fosse possível ouvir a banda, contato e cadastro no portal Toque No Brasil). Entre essas, foram escolhidas bandas novas, sem muito tempo de estrada, e preferencialmente sem material físico lançado. A proposta da seletiva é incentivar as novas bandas autorais da cidade. As bandas que não se encaixam tão bem nesse último critério podem vir a tocar no Grito Rock 2010, mas como “bandas brasilienses convidadas”. A programação completa do festival sai essa semana aqui no blog.

No final das avaliações, chegamos a 6 (seis) nomes. A concorrência fica, portanto, de 2 (duas) bandas por vaga. No show da seletiva (dia 05 de fevereiro no Teatro dos Bancários), as 6 (seis) bandas se apresentarão, e, ao final do evento, serão classificadas as 3 (três) mais votadas pelo público. As outras 3 (três) não classificadas se apresentarão em Noites Fora do Eixo do Coletivo Esquina, que acontecem 1 vez por mês no Velvet Pub, sempre com uma banda nova e uma vinculada ao Circuito Fora do Eixo, em datas a definir.

As bandas classificadas pela seletiva Eu Quero Tocar no Grito Rock 2010 são:

14

Biônicos

Electro Domesticks

– Janeiro (A banda Janeiro mandou material por e-mail e não tem myspace)

Quintas de Fevereiro

Scalene

Gostaríamos de agradecer a todos que participaram do processo seletivo ou ajudaram a torná-lo possível de alguma maneira. Todas as bandas que se inscreveram, estando ou não dentro dos critérios de seleção, estão arquivadas e fazem parte do mapeamento de bandas que o Coletivo Esquina está estimulando, e podem vir a tocar em eventos realizados futuramente.

Fiquem de olho no nosso twitter e aqui no blog, para novas oportunidades como essa e para conferir a programação completa e demais detalhes do Grito Rock 2010 Brasília.

ÚLTIMO DIA PARA INSCRIÇÕES!

Atenção!

HOJE acabam as inscrições para quem quer concorrer a vagas no festival Grito Rock Brasília 2010! O Festival, que esse ano é organizado pelo Coletivo Esquina, está disponibilizando 3 vagas pra bandas independentes de brasília. Outras 10 vagas serão preenchidas com bandas do Coletivo, bandas convidadas de Brasília e atrações interestaduais.

A data do evento é 26, 27 e 28, além de conter eventos e oficinas de trabalho prévios durante todo o mês de fevereiro.

As bandas interessadas deverão seguir o regulamento e mandar e-mail para euquerotocar@gmail.com contendo foto de divulgação, release da banda, link para ouvir material (myspace, tramavirtual, youtube, etc.) e informações de contato (telefone e e-mail).

IMPORTANTE: Só serão validadas as bandas cadastradas no portal Toque no Brasil, conforme regulamento.

Dos e-mails enviados, cinco bandas serão escolhidas pelo Coletivo Esquina e participarão de um evento seletivo, dia 05/02.  Dessas, 3 receberão voto popular e participarão do festival no fim do mês.

Bandas interessadas em participar do Grito Rock Taguatinga podem buscar informações com o Coletivo Cultcha, responsável pelo evento na região.

O Grito Rock acontece todos os anos no período do carnaval em várias regiões do país. O evento é uma iniciativa do Fora do Eixo, representada em Brasília pelo Coletivo Esquina e pelo Coletivo Cultcha.

Workshop para roadies com Frango Kaos

O vocalista do Galinha Preta e diretor de palco do Porão do Rock, Frango Kaos, está realizando uma oficina para roadies nesta sexta-feira (15), à partir das 20h no Estúdio Original 69 (CLN 114, Bloco A, Loja 25, Asa Norte).

O custo é de 50$ e inclui um Video-DVD, além do evento sortear um kit para roadies.

Compacto.Rec lança “Discos Zebra” de Johnny Suxxx

Banda goiana é o primeiro lançamento deste ano do projeto mensal do Circuito Fora do Eixo

O Compacto.Rec anuncia seu primeiro lançamento de 2010: Johnny Suxxx n’ the Fucking Boys, uma das bandas mais ativas de Goiás. O seu primeiro CD (Make Up and Dream) abriu portas para apresentações em várias festivais expressivos do circuito independente, tais como Jambolada (MG), Grito Rock (MT), Calango (MT), Demosul (PR), Tendencies (TO) e Goiania Noise (GO).

Desta vez, junto ao Compacto.Rec eles lançam virtualmente o “Discos Zebra“, com um som que, nas palavras da banda consiste em “pilhagem de clichês, riffs manjados e muita cara de pau“. A banda faz parte do coletivo Fósforo Cultural é composta por Léo Rockefeller (bateria), Douglas Ramirez (guitarra), Itty (Baixo) e Johnny Suxxx nos vocais.

FÓSFORO CULTURAL

Surgindo da divisão de uma antiga produtora de Goiânia (GO), a Fósforo Cultural se iniciou no ano de 2006 e, desde então, fomenta diversos projetos culturais em sua cidade e no Goiás. A produtora é participante ativa do Circuito Fora do Eixo e vem ganhando forte presença no cenário nacional do rock independente, além de produzir uma série de eventos anuais como o Vaca Amarela e o Release Alternativo.


COMPACTO.REC

O Compacto REC é  um projeto que, através dos veículos de comunicação integrados ao Circuito Fora do Eixo, lança singles virtuais em rede desde 2007. A primeira banda lançada foi Madame Saatan (PA), seguida de artistas de todas as regiões do país como as elogiadas Bang Bang Babies (GO) e  Filomedusa (AC). Em 2009 a iniciativa também lançou os grupos Porcas Borboletas (MG), Boddah Diciro (TO), Rinoceronte (RS)e o rapper Linha Dura (MT). Com a liberação dos fonogramas para downloads, o projeto alinha uma iniciativa de trocas para remunerar o autor do trabalho em um sistema de economia solidária, pautado na oferta de serviços e produtos integrados ao Circuito Fora do Eixo.


O DISCO

Johnny Suxxx and the Fucking Boys - Fundo para Twitter por Compacto.REC.

Disco Zebra transita entre o descompromisso de um álbum de glam e a coesão de um hard rock com riffs grudantes. Em sequência ao primeiro trabalho do grupo (Make Up and Dream, de 2007), a pegada oitentista cede espaço a influências de um rock 70’ mais maduro e trabalhado, atestado na presença de teclados, orgãos e vocais de fundo femininos. Ainda assim, o disco tem o pé no chão do começo ao fim e não descansa. A sonoridade vintage predomina e dá uniformidade ao Zebra, que foi gravado por Gustavo Vazquez (da também goiana, MQN) no Rocklab, estúdio de gravação e quartel general do garage rock goiano. Além de Vazquez, o álbum também coleta participações de Daniel Belleza (dos Corações em Fúria), Saulo e Carol Freitas (do Filomedusa) e Claudão (O Melda).

www.compactorec.wordpress.com

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