Resenha: 1ª Noite Fora do Eixo em Taguatinga

A 1ª Noite Fora do Eixo de Taguatinga foi realizada pelo Coletivo Cultcha no último sábado de março (27). Além da apresentação das bandas Vitalógica, Besouro do Rabo Branco e Terno Elétrico, a Noite contou com exibicação do documentário Rock Ceilândia: Periférico e Coletivo, de Gil Macedo. Enquanto as fotos não saem, confira a resenha que o Coletivo Esquina fez do evento!

Besouro do Rabo Branco (Taguatinga)

Coletivo Cultcha faz sua 1º Noite Fora do Eixo
Texto por Marcus Vinicius Leite

O espaço foi pequeno para a 1º Noita Fora do Eixo de Taguatinga. As pessoas chegavam de forma tímida até o às 22:30 no Bar Água de Beber para o começo do Documentário Rock Ceilândia: Periférico e Coletivo do jornalista e cineasta Gil Macedo.

Com uma temática peculiar, Macedo aborda a cena cultural da Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal formada por retirantes nordestinos com fortes traços de suas terras de origem.  “O rock é uma corrente social muito forte, capaz de integrar varias forças na busca de um objetivo comum” afirmou Macedo em entrevista ao Coletivo Esquina.  Com imagens de artistas locais a proposta é  fazer um paralelo entre a cena e as dificuldades enfrentadas, bem como tirar a falsa idéia reproduzida por demais brasilienses de que Ceilandia seja taxada como cidade do Rap. “As bandas daqui são boas e tem muito que mostrar. E temos Rock sim!” afirma. A próxima aventura do jornalista é fazer o documentário do Ferock, que completa 25 anos em 2010.

Apresentações

Já com certo reconhecimento na cena independente do DF (principalmente em Ceilândia) e repertório baseado nos anos 80, coube a gurizada do Vitalógica abertura das apresentações da noite. Logo após veio o Terno Elétrico, que traz  influências de Mutantes e Led Zeppelin em seu rock and roll. Tocando desde 1992, se tornando um verdadeiro patrimônio da cena rockeira Candanga. Ao fim da noite, Filosofia, Literatura, Matemática, Magia, Física e Religião se misturam ao repertório da Besouro do Rabo Branco.

Diego Mendes, um dos representantes do Coletivo Cultcha, disse que rolou uma certa ansiedade de fazer o evento. “Os locais aqui são escassos mas a gente tá afim de repetir a dose todo mês” afirmou. A idéia é criar novos pontos dos coletivos para que as idéias possam fluir e assim células mantidas na conexão fora do Eixo. Organizados em som, comunicação, sustentabilidade, circulação/distribuição, o já estabelecido Coletivo mostrou a que veio. E passo a passo, mantém viva a corrente Fora do Eixo.

Confira:
www.coletivocultcha.blogspot.com
www.myspace.com/besourodorabobranco
www.myspace.com/bandavitalogica
www.myspace.com/ternoeletrico

www.myspace.com/bandavitalogica

Inscrições abertas em três festivais de música

Fonte: Portal Fora do Eixo

Quem curte música de qualidade no Brasil sabe que o país está recheado de festivais com novidades e velharias que valem a pena curtir. Mas como um festival não aparece do nada, estão abertas inscrições para alguns deles.

Pra quem tem banda e tá tentando aparecer lá fora, essa é uma grande oportunidade de circulação. Você confere aqui, o que fazer pra concorrer a uma vaga em três festivais importantes da cena.

Chimpanzé Clube Trio no Festival PIB | foto: Paulo Paulada

Festival PIB

O Festival PIB – Produto Instrumental Bruto, já na sua terceira edição em 2010, é um festival que se destaca por ser de música instrumental. É um projeto que vem ganhando força a cada edição. As inscrições acontecem até o dia 31 de março, e pra concorrer a uma vaga, a banda deve reunir o seguinte material:

– CD (se for demo, deve constar o nome da banda na mídia, e encarte com nome das músicas, e-mail e telefone)

– Release e fotos (podem ser impressos ou digitalizados)

– Ficha de inscrição preenchida

Enviar para: Festival PIB / Erativa Cultural e Comunicação
Rua Martim Francisco 70 CJ 12
São Paulo – AP
CEP 01226-000

http://www.festivalpib.com.br

IX Feira da Música de Fortaleza

A já tradicional Feira da Música de Fortaleza, na verdade já abriu inscrições a algum tempo para banda interessadas em tocar por lá, e inicialmente se encerariam em março. Mas a organização resolveu estender esse prazo até 9 de abril. Quem for selecionado ganha hospedagem durante os 4 dias de feira, transporte local, infra-estrutura para realização dos shows e apoio de equipe técnica profissional. Então corre e manda teu material que ainda dá tempo. O material exigido é o seguinte:

– Ficha de inscrição,
– Mapa de palco e uma ficha técnica com o nome dos integrantes e respectivas funções, incluindo produtor, se houver;
– CD de áudio – contendo mínimo de três faixas autorais;
– CD-R com breve release do grupo (ou artista solo) e fotos de divulgação (em alta resolução) ambos em formato digital;

Enviar para: Associação dos Produtores de Discos do Ceará (ProDisc),

No endereço Rua Engenheiro Plácido Coelho Júnior, 180A, Vicente Pinzón,

Fortaleza (CE) – Cep 60181-055.

http://www.feirademusica.com.br

FMI2010 – Festival de Música Independente

O modesto festival, promove sua segunda edição em Tocantins, visando criar uma alternativa para quem quer tocar e para quem quer assistir shows bacanas no estado. Sem apoio, sem patrocínio e sem grana pra investir, o lance rola na raça mesmo, na vontade fazer acontecer. É sempre bacana a iniciativa de quem trabalha em cima disso. Para se inscrever é super fácil, basta enviar material até 10 de abril para o e-mail tonounderground@gmail.com.

Infelizmente a produção não cobre despesas de nenhuma espécie. Mas o organizador do evento garante que estão de palcos abertos pra quem estiver interessado.

Essas são grandes oportunidades pra bandas que querem crescer, conquistar seu público por aí e mostrar seu trabalho.
http://ow.ly/1rniG

Festival leva Circuito Fora do Eixo a São Paulo

Espalhados pelos quatro cantos do país, uma rede de produtores, artistas e divulgadores possibilita a circulação de shows e discos de bandas independentes durante todo o ano, da Amazônia aos pampas gaúchos. A troca de informações e serviços entre os membros dessa teia fez com que o Circuito Fora do Eixo se tornasse referência na nova produção musical brasileira ao amparar-se em conceitos de empreendedorismo e economia solidária.

Os tentáculos do Fora do Eixo – criado no final de 2005 e que hoje inclui 59 festivais, 46 veículos de comunicação independentes, além de moedas complementares como Cubo Card e Goma Card agora se estendem a capital paulista na forma de festival que pretende mostrar a força de expressões artísticas produzidas longe das metrópoles – e que têm ganhado projeção e reconhecimento nacional. O Festival é uma ação da Agência Fora do Eixo (agenciaforadoeixo.wordpress.com) que, com um escritório em São Paulo, irá auxiliar as bandas na gestão de suas carreiras.

Durante cinco dias, o público paulistano poderá conferir apresentações de nomes celebrados como Macaco Bong (Mato Grosso), Burro Morto (Paraíba) e Porcas Borboletas (Minas Gerais), ao lado de novas promessas – entre elas, Nevilton (Paraná), Mini Box Lunar (Amapá), Caldo de Piaba (Acre), Calistoga (Rio Grande do Norte) e Facas Voadoras (Mato Grosso do Sul). Reforçam a escalação do Festival Fora do Eixo (festival.foradoeixo.org.br) convidados ilustres, como Jards Macalé, Cabruêra (Paraíba) e Canastra (Rio de Janeiro).

As apresentações acontecem de 6 a 11 de abril, nas principais casas de show da cidade. Também integram a programação workshops, espetáculos de teatro e intervenções artísticas realizadas nas ruas e em locais que vão sediar o Festival.

Mãos à obra

Com mais de 120 shows realizados pelo Brasil só no ano passado, o trio instrumental Macaco Bong é a banda símbolo da movimentação Fora do Eixo. Desde o lançamento de seu álbum de estreia, Artista Igual Pedreiro, um dos mais celebrados de 2008, os cuiabanos passaram por concorridos palcos das capitais e desbravaram estradas pelo interior do Brasil, de pequenos bares aos mais prestigiados festivais do país (e não só – foram também à Argentina e ao Canadá), sem medir esforços para levar seu potente show à variadas plateias.

Graças ao ímpeto de aproximar-se do público, as bandas do Circuito têm despertado novos fãs e a atenção da imprensa cultural. Jovens, articulados e talentosos, encaram rotas improváveis país afora. O caminho que levou a promissora banda Nevilton, de Umuarama (PR), à edição deste ano do festival Abril Pro Rock, em Recife, por exemplo, inclui incontáveis apresentações por remotas cidades paranaenses, como Alto Piquiri e Toledo – muitas vezes, à bordo de um velho Fiat Uno.

É também pela internet que esses grupos se fazem ouvir, seja por meio de mídias sociais (notadamente, Facebook e Twitter) e parcerias com blogs, ou do bom e velho boca a boca. Articulados em rede, fazem da arte força motriz para fomentar cenas locais. Artista Igual Pedreiro, título do álbum da Macaco Bong, é como um manifesto dessa geração que, além de compor e tocar com esmero, se envolve na produção e promoção de shows e eventos em suas cidades – como é o caso da trupe do Mini Box Lunar, que realiza, desde 2008, o Festival Quebra-Mar, em Macapá, e mantém o selo Poliphonic Records (ottotakk.blogspot.com).

A integração da música com outras expressões artísticas é outra face importante da atuação dos coletivos espalhados pelo país. Bastante evidente nas apresentações dramatizadas do combo Porcas Borboletas, no Festival o teatro e as artes visuais ganham espaço em programação paralela. Na Oficina Cultural Oswald Andrade, sexta (9) e sábado (10), os coletivos Macondo (RS), Colméia Cultura (SP) e Enxame (SP), e os grupos parceiros GUTE (Grupo Urucum de Teatro Experimental), Núcleo de Pesquisa Teatral Santa Víscera, TRIO e UHUU, promovem workshops e peças teatrais.

Na Casa de Cultura Digital (Rua Vitorino Carmilo, 459 – Barra Funda), em três dias consecutivos (entre 9 e 11 de abril), sempre das 14h às 17h, o público tem acesso (com entrada franca) às mostras de artes visuais organizadas por artistas e produtores culturais da Sala Dobradiça (saladobradica.blogspot.com), de Santa Maria (RS). São duas instalações: “Sala D”, plataforma de exposição virtual de trabalhos artísticos, do Circuito Fora do Eixo, e aberta a cadastro de novos artistas interessados em mostrar seu talento; e “Ações dos Coletivos de Arte”, encontro de grupos artísticos ligados à cena independente, como o Pakerenháquenhá Musical, que apresenta espetáculo de música livre, com ênfase na música indígena, e o Coletivo Esquizotrans (esquizotrans.wordpress.com), cujo trabalho pauta-se na discussão da sexualidade.

Domingo (11), a partir das 21h, agentes culturais, bandas e produtores se reúnem na festa de encerramento do Festival, que acontece no Neu Club (Rua Dona Germaine Burchard, 421 – Água Branca). O público também pode participar – a entrada custa R$ 10.

Após a etapa paulistana, o Festival segue com alguns shows no interior do estado e, em maio, aporta no Rio de Janeiro. As datas, locais e atrações serão anunciadas no site www.festival.foradoeixo.org.br.

REALIZAÇÃO: Agência Fora do Eixo, Circuito Fora do Eixo

APOIO: MTV, Ministrério da Cultura, Abrafin (Associação Brasileira dos Festivais Independentes), Itaú Cultural, Toque no Brasil, Filmes para Bailar, OC (Oficinas Culturais do Estado de São Paulo), ASSAOC (Associação Amigos das Oficinas Culturais do Estado de São Paulo), Jr Malabares e Punk Sarava.

Veja programação completa:

Terça, 6 de abril, às 20h

MINI BOX LUNAR + JARDS MACALÉ

Apontados como um dos nomes mais frescos do pop brasileiro, os amapaenses da Mini Box Lunar conquistam pela psicodelia agridoce, inspirada em ícones da contracultura brasileira, como Mutantes, Secos & Molhados e outros “malucos geniais” de nosso cancioneiro. Em setembro, em sua primeira vinda a São Paulo, o sexteto dividiu palco com Jorge Mautner em elogiada apresentação no Fórum de Cultura Digital. Agora, convidam outro “marginal” da mpb para acompanhá-los em show que abre a programação do Festival Fora do Eixo. Ao lado de Jards Macalé, a banda amazônica mostrará canções de seu repertório e releituras para músicas como “Farrapo Humano” e “Let’s Play That”, compostas pelo carioca na década de setenta.

Ouça: http://www.myspace.com/miniboxlunar

Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149, Bela Vista
Quanto: Grátis
Duração: 50 min.
Censura: 14 anos
Capacidade: 247 lugares
Estacionamento: Manobrista (R$ 8)
Telefone: (11) 2168-1777

Site: http://www.itaucultural.org.br

Quarta, 7 de abril, a partir das 23h

MACACO BONG + CALDO DE PIABA

Macaco Bong (MT)

Macaco Bong (MT)

No Studio SP, a festa será dedicada à música instrumental. Presença frequente no line-up de festivais e em artigos empolgados da crítica especializada, a Macaco Bong mostra porque é considerada uma das melhores do gênero. O trio retorna a São Paulo com seu poderoso show que desconstrói arranjos e insere elementos de jazz, fusion, metal e pop em harmonias tradicionais da música brasileira – e devem apresentar, além das já conhecidas “Fuck You Lady” e “Vamodahmaisuma”, músicas novas. A vibrante mistura de lambada, guitarrada parense, funk, ska e rock, com pitadas de brega e improvisos de jazz, da revelação acreana Caldo de Piaba, completa a balada prometendo colocar todo mundo para dançar, com músicas de seu repertório e versões dançantes para velhas canções populares como “Moliendo Café”, eternizada na voz de Julio Iglesias, e subvertida no segundo EP da banda, Volume Dois.

Ouça: http://www.myspace.com/macacobong; http://www.myspace.com/caldodepiaba

Onde: Studio SP – Rua Augusta, 591
Quanto:
R$ 20 (porta) e R$ 15 (lista)
Duração: 90 min.
Censura: 18 anos
Capacidade: 450 lugares
Estacionamento: Conveniado (R$ 15)
Telefone: (11) 3129-7040

Site: http://www.studiosp.org

Quinta, 8 de abril, às 21h

CARDÁPIO CÉNICO: “Vendem-se Cenas”

Projeto é realizado pelo Núcleo de Pesquisa Teatral Santa Víscera (formado pelos atores gaúchos Marco Antonio Barreto, Graciane Pires e Lara de Bittencourt) que exibe a versatilidade de seu trabalho pela apresentação de cenas pertencentes a estilos e linguagens diversas, extraídos de quatro espetáculos do seu cardápio de pesquisas: “O Urso”, de Anton Tchéckov, “Sempre Aquela Velha História…”, de Dario Fo, “Macabéa”, adaptado de Clarice Lispector, e “Casa Tomada”, de Júlio Cortázar. As encenações acontecem em frente ao Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149, Bela Vista).

CORTEJO DITIRAMBOS – Misturando malabares, pernas de pau, pirofagia, literatura e ações que transitam entre o alegre e o sombrio, atores, performers e malabaristas seguem pela Avenida Paulista até a Rua Augusta (Tapas Club) anunciando o Festival.

Quinta, 8 de abril, a partir das 23h

Burro Morto (PB)

Burro Morto (PB

BURRO MORTO + CABRUÊRA

A terceira noite do Festival Fora do Eixo traz, da Paraíba, dois dos principais nomes da psicodelia nordestina. Da capital João Pessoa vem o Burro Morto, fundindo grooves felakutianos a texturas lisérgicas para construir melodias livres por caminhos pontuados por jazz, funk, rock e cores tropicalistas. O quinteto instrumental traz preciosidades de seu EP de estreia, Varadouro, e mostra músicas que estarão no próximo disco, a ser lançado neste ano. Tradição e vanguarda se confundem harmonicamente nos 10 anos de estrada da Cabruêra. O grupo de Campina Grande, que já correu o mundo divulgando seu caldeirão sonoro, mescla ingredientes semelhantes aos de seus conterrâneos (jazz, funk, rock, eletrônica) a ritmos tipicamente nordestinos (forró, ciranda, coco, repente) e apresenta ao público novas aventuras musicas registradas no recém-lançado CD Visagem.

Ouça: http://www.myspace.com/burromorto
http://www.myspace.com/cabrueramusic

Onde: Tapas Club – Rua Augusta, 1.246, Consolação
Quanto: R$ 15 (porta) e R$ 10 (lista)

Duração: 90 min.
Censura: 18 anos
Capacidade: 350 lugares
Estacionamento: Não tem
Telefone: (11) 2574-1444

Site: http://www.tapasclub.com.br

Sexta, 9 de abril, a partir das 23h

NEVILTON

Com seu pop de aceitação imediata e presença de palco arrebatadora, o trio paranaense Nevilton atravessou o último ano colhendo elogios por suas apresentações pelo país – chegou a garantir segundo lugar na categoria Melhor Show Nacional em votação do site Scream & Yell (só ficou atrás do grupo Móveis Coloniais de Acaju). Ainda sem um álbum lançado, leva aos palcos singles como “Bolo Espacial” e “Balé da Vida Irônica”, além das canções do prestigiado EP de estreia, Pressuposto, lançado no início deste ano pela internet. De Olinda, o quarteto Circo Vivant abre a noite com os grooves do EP Bipolar.

Ouça

http://www.myspace.com/nevilton
http://www.myspace.com/circovivant

INTERVENÇÃO TEATRAL: “Cena Num Bar”

Antes das apresentações musicais, o grupo TRIO encena a peça “Cena Num Bar”, contando a história de Waldemar e Amélia que, ao contrário da maioria dos casais, está em crise por causa da fidelidade. Ele ama e se dedica à esposa, mas ela deseja que o marido se comporte como na época de solteiro, quando era conhecido como “Wal, o Animal”.

Onde: Livraria da Esquina “A” – Rua do Bosque, 1.254, Barra Funda
Quanto: R$ 10
Duração: 90 min. (shows)
Censura: 18 anos
Capacidade: 180 lugares
Estacionamento: Conveniado (R$ 10)
Telefone: (11) 3392-3089

Site: http://www.livrariadaesquina.com.br

Sábado, 10 de abril, a partir das 19h

FACAS VOADORAS + CANASTRA

Facas Voadoras (MS)

De uma cena ainda isolada do circuito nacional de festivais, apesar da proximidade com Cuiabá, o jovem power trio Facas Voadoras, de Campo Grande, merece atenção. Às influências do cancioneiro pop/rock americano da última década soma-se ímpeto desbravador temático, que confere qualidade autoral surpreendente em instrumentais e letras. Do Rio de Janeiro, o veterano grupo Canastra incentiva o resgate do swingjazz estadunidense (Squirrel Nutz Zippers é a inspiração mais notória, como revelam canções como “Miss Simpatia” e “Birinight”) e chega com melodias irresistíveis, executadas em show de tirar o fôlego.


Ouça

http://www.myspace.com/facasvoadoras
http://www.myspace.com/canastra

Onde: CB – Rua Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda

Quando: R$ 10
Duração: 90 min.
Censura: 18 anos
Capacidade: 350 lugares
Estacionamento: Manobrista (R$ 12)
Telefone: (11) 3666-8971

Site: http://www.cbbar.com.br

CORTEJO DITIRAMBOS Resgatando nas raízes do teatro grego a peregrinação festiva, o grupo percorre as ruas da Barra Funda cantando e dançando em homenagem aos deuses das artes e conduzindo o público do CB até a Livraria da Esquina.

Sábado, 10 de abril, a partir das 23h

CALISTOGA

Vem de Natal o hardcore experimental do quinteto Calistoga, que bebe na fonte de At The Drive-In, The Mars Volta e Fugazi, inclusive para compor suas letras – todas em inglês. Prestigiado em palcos de festivais da região norte-nordeste brasileira, o grupo lançou no ano passado o álbum, Still Normal, em que também revela influências de jazz e soul. A noite conta ainda com a mistura de foxtrot circence, samba e pop-rock do Sweet Flavour.

Ouça: http://www.myspace.com/bandacalistoga; http://www.myspace.com/sweetflavourband

Onde: Livraria da Esquina “B” – Rua do Bosque, 1.236 – Barra Funda
Quanto: R$ 10
Duração: 90 min.
Censura: 18 anosCapacidade: 150 lugares
Estacionamento: Conveniado (R$ 10)
Telefone: (11) 3392-3089

Site: http://www.livrariadaesquina.com.br

Domingo, 11 de abril, às 16h

PORCAS BORBOLETAS

Performances intensas, cinismo inteligente e arranjos virtuosos renderam ao Porcas Borboletas elogios de público e crítica – que incluiu a canção “Menos” entre as melhores de 2009 em eleição promovida pela revista Rolling Stone. Comparações com a turma de Arrigo e Paulo Barnabé (que participam do segundo disco da banda, A Passeio) e com os Titãs de início de carreira são frequentes e deixam clara a vocação vanguardista do grupo mineiro. Dissonâncias inquietantes, poesia instantânea, andamentos tensos, rock, mpb e pop deslavado num berreiro surrealista são o que o público irá encontrar neste show que encerra o Festival Fora do Eixo.

Ouça: http://www.myspace.com/porcasborboletas

14h – ESPETÁCULO TEATRAL: “Marias de Deus”

Antes do show do Porcas Borboletas, a Colméia Cultural e o GUTE encenam o espetáculo “Marias de Deus”, que tratam do universo feminino sob a ótica de três personagens: Maria da Terra, Maria Mãe e Maria Apaixonada. Por meio da representação de vidas, sonhos, companheiros e inimigos distintos, a peça revela forças, fraquezas e desafios da mulher no novo milênio.

Onde: Centro Cultural Rio Verde: Rua Belmiro Braga, 119 – Vila Madalena
Quando: R$ 10
Duração: 45 min. (show)
Censura: Livre
Capacidade: 150 lugares
Estacionamento: Não tem
Telefone: (11) 3459-5321

Site: http://www.centroculturalrioverde.com.br

PALCO FORA DO EIXO

Oficina Cultural Oswald Andrade – Rua Três Rios, 363, Bom Retiro

Entrada: Grátis
Telefone: (11) 3221-5558

Mais informações: www.palcoforadoeixo.blogspot.com

Sexta, 9 de abril

9h às 13hWorkshop: “Teatro em Espaços Alternativos” (Colméia Cultural e GUTE)

Comandada pelo ator Dado Marcondes, a oficina irá trabalhar a ocupação e transformação de espaços alternativos – como prédios abandonados, sala de estar de um simples apartamento, praças e viadutos – em novos palcos para encenações teatrais. A proposta é a de tornar a vivência de um espetáculo menos fria e mais confortável, através de maior troca entre artistas e público, compartilhando sensações novas. (20 vagas)

16h: Espetáculo Teatral “O Urso” – Núcleo de Pesquisa Teatral Santa Víscera

Escrita pelo russo Anton Tchékov no século XIX, “O Urso” fala sobre o encontro de um homem desiludido com as mulheres e desesperado em busca de dinheiro para pagar uma hipoteca com uma bela mulher fechada em seu luto. Satirizando o cotidiano de pessoas comuns, de forma simples e direta, o texto de Tchékov continua atual na montagem do Núcleo de Pesquisa Teatral Santa Víscera (nptsantaviscera.blogspot.com).

Sábado, 10 de abril

9h às 13h – Workshop de “Performance” (Enxame e Núcleo UHUU de Pesquisa em Performance)

Ministrado pelo Núcleo UHUU de pesquisas da UNESP (responsável pela realização do I Fórum Estadual da Performance, em 2007), o workshop pretende iniciar os participantes nos conceitos e práticas das artes performáticas, através de atividades envolvendo a dilatação do tempo, consciência corporal e percepção de si mesmo e do outro. (20 vagas)

16h – Espetáculo Teatral “Coquitail Espoleta” – Cia. Teatro de Bolso e Macondo Coletivo

Coquitail Espolet é um pocket-show estrelado pelos clowns Julieta (Cláudia Schulz) e Pandoira (Vanessa Giovanella) que, na tentativa de invadir o palco armado para a apresentação de uma banda, distraem o público com esquetes musicais explorando o universo de Amy Winehouse, Duffy, Beirut, Cat Power entre outros. É a primeira peça teatral concebido pela Cia. Teatro de Bolso, núcleo de pesquisas teatrais do Macondo Coletivo – em setembro de 2009 foi apresentado no Festival No Ar Coquetel Molotov, em Recife.

Fósforo e Monstro pelo Centro Cultural Oscar Niemeyer

Centro Cultural Oscar Niemeyer em Goiânia (GO)

Texto por Pablo Kossa

Sei que já escrevi sobre o Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON) anteriormente e talvez o assunto cause enfado no leitor. Compreendo. Mas sei também que descaso com o dinheiro público e espaços que deveriam ser de todos causa revolta. Por isso, me arrisco a palpitar novamente sobre esse assunto. Além disso, não posso perder a oportunidade de que o CCON está na pauta do dia e temos ainda o protesto que nós da Fósforo Cultural e nossos amigos da Monstro Discos estamos encabeçando nesse sábado, o chamado Rock pelo Niemeyer.Já  trabalhei algumas vezes no CCON, durante os espasmos de funcionamento nesses últimos quatro anos. Outras vezes, fui só para me divertir mesmo. Mas uma coisa bateu em meu peito todas as vezes que pisei no local: no meio daquela imensidão de cimento, seja debaixo do sol implacável das 14 horas, seja sob linda noite de lua cheia, senti vontade de chorar. O descaso com as instalações do centro cultural é de comover até mesmo um coração concretado. Qualquer pessoa que tenha a mínima dimensão do que significa ser cidadão se indigna com o deterioramento e a subutilização do espaço. Qualquer um que fique puto ao olhar seu contracheque e vê a fortuna descontada de imposto de renda, qualquer um que fique puto quando compra um produto qualquer e sabe que parcela significativa dele está indo para o cofre público por meio do ICMS, qualquer um que fique puto com o peso da carga tributária em nosso País sentiria o mesmo que senti. É um absurdo que tamanho volume de dinheiro público tenha sido investido ali (cerca de R$ 65 milhões!!!) e a comunidade não veja esse recurso voltando à mesma por meio de atividades culturais.

Com esse sentimento, chamamos todos agentes culturais da cidade, cidadãos conscientes e doidos afins para entrarem juntos conosco nessa luta que é o Rock pelo Niemeyer. A história vai funcionar mais ou menos assim: às 14 horas do sábado, dia 27, vamos nos concentrar na Praça Cívica. Depois, sairemos em direção ao Centro Cultural Oscar Niemeyer. Durante essa concentração, percurso e quando chegarmos no local, algumas das melhores bandas do rock independente de Goiânia estarão tocando e mostrando o quanto o rock de Goiânia é relevante esteticamente e preocupado com as questões sociais. As bandas Johnny Suxxx and the Fucking Boys, Bang Bang Babies, Mugo, Black Drawing Chalks, Gloom, MQN, Mechanics, Hellbenders e Violins se apresentarão com esse espírito. Tudo pela arte, tudo pelo espaço e nada de politicagem.

Desde que a história dessa manifestação que estamos organizando veio para a mídia, conversamos com todas as força políticas organizadas que nos procuraram. Estivemos com pessoas do PMDB, PT, PSDB, PPS, PCdoB e PP. Todos manifestaram seu irrestrito apoio à causa. E aceitamos todos apoios. Mas nunca colocamos em debate a liderança e condução desse processo. Só para deixar claro de uma vez por todas, se é que ainda existe dúvida: o movimento é conduzido pela Fósforo Cultural e Monstro Discos, certo?

Então, nesse sábado, esperamos você lá na Praça Cívica para se juntar a esse evento em prol do CCON, em prol da Cultural, em prol da participação cidadã. Pode ir a pé, de bicicleta, carro, skate ou patinete. O importante é estar presente. Não vamos dar voz a nenhum grupo político partidário. Todos apoios são mais que bem-vindos, mas o microfone será só das bandas e dos agentes culturais. Já temos o compromisso do secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, de que até julho o CCON está aberto. Isso é ótimo! E você já pode colocar aí na agenda: dia 31 de julho, último sábado do sétimo mês do ano, estaremos novamente no Oscar Niemeyer. Se o espaço estiver aberto conforme o que nos foi dito, vamos comemorar. Caso não esteja, será para outro protesto!

pablokossa@bol.com.br

Pablo é jornalista e produtor cultural

Rock pelo Niemeyer

Desde que o Centro Cultural Oscar Niemeyer foi inaugurado em Goiânia, a comunidade não pode usufruir do espaço em sua totalidade. É o que dirá uma manifestação artística organizada pela Fósforo e a Monstro Discos no próximo sábado (27). As produtoras exigem o funcionamento amplo do centro cultural, que segundo eles, ainda é restrito.

A manifestação começa as 15h e contará com a apresentação de 10 bandas da cidade, que tocarão em um trio elétrico, da Praça Cívica até o Oscar Niemeyer.

Segue a programação

15:00 – Johnny Suxxx and the Fuckin’ Boys
15:45 – Bang Bang Babies
16:30 – HellBenders
17:15 – Violins
18:00 – Mugo
18:45 – Black Drawing Chalks
19:30 – Mechanics
20:15 – Gloom
21:00 – MQN

Resenha: 2ª Noite Fora do Eixo

Segue a resenha e algumas fotos da 2ª Noite Fora do Eixo do Coletivo Esquina, que rolou sexta-feira passada (19). Em breve postaremos mais fotos e a entrevista (em audio) que fizemos com o pessoal!

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Texto por Eduardo Oliveira
Fotos por Gorfo

Na última sexta-feira o Velvet Pub recebeu a segunda Noite Fora do Eixo de Brasília, primeiro evento produzido pelo Coletivo Esquina depois do sucesso do Grito Rock.

A festa começou com a dupla de DJs Tweedledee & Tweedledum tocando uma seleção de músicas de bandas nacionais independentes, para em seguida a  Janeiro subir ao palco para apresentar o primeiro show da noite.

Janeiro (DF)

O quarteto, que já havia participado da seletiva para o Grito Rock, levou um bom público, que interagiu bem com a banda durante o show. Pena que boa parte desse público tenha ido embora logo depois do show.

A atração principal da noite foi a banda Acidogroove, representando o coletivo Megalozebu, de Uberaba. Os mineiros abriram seu setlist com Minha Menina, dos Mutantes, empolgando bastante o público.

A banda seguiu o show com suas canções autorais, além de mais um par de músicas dos Mutantes – o que levou ao delírio alguns jovens aprendizes de mod presentes­­ – e um cover de Take me Out, do Franz Ferdinand. Esse foi o momento em que a pista ficou mais lotada, cheia de gente que aproveitou para se aquecer para o show que os escoceses fariam em Brasília dois dias depois.

Acidogroove (MG)

Os uberabenses certamente voltariam para casa mais bem impressionados com Brasília se o público desse às músicas autorais a mesma atenção que deu às covers. Mas, como é recorrente na cena candanga, a pista enchia nos covers e esvaziava quando a banda mostrava seu trabalho.

Ainda assim um bom número de pessoas se ateve ao show até o fim, e aparentemente o Acidogroove conquistou alguns fãs em sua passagem pela capital.

Periférico e Coletivo – Rock Fora do Eixão

O Coletivo Cultcha (ponto Fora do Eixo em Taguatinga – DF) publicou, nesta terça (23), uma entrevista com Gil Macedo, cineasta e músico de Ceilândia. Gil é autor do documentário Rock Ceilândia, vídeo que registra o cenário independente da cidade.


Rock Ceilândia
será exibido na 1ª Noite Fora do Eixo do Coletivo Cultcha, em Taguatinga. O evento será no sábado (27) no Bar Água de Beber,  e também conta com apresentação dos grupos Vitalógica, Besouro do Rabo Branco, Terno Elétrico e DJ Fábio Alho.  À partir das 21h. Entrada é 5$.

Confira a entrevista aqui.

Brown-Há + Grito(s) Rock!

No começo deste ano, a banda Brown-Há participou do festival Grito Rock em três cidades da região Norte: Mazagão (AP), Macapá (AP) Belém (PA). Confira:

Grito Rock Amapá 2010

Grito Rock Belém 2010

A banda também postou matéria e fotos em seu blog particular aqui.

Lançamento do Coletivo Insônia

Recém-criado, o Coletivo Insônia (Samambaia – DF) terá seu lançamento nesse domingo (28)!

O evento terá shows das bandas Biônicos, Firmino e Desvio Temporário e será no Bar da Toinha (rua em frente ao Banco BRB de Samambaia Norte) à partir das 17h. A entrada é franca.

Mais informações
www.coletivoinsonia.blogspot.com
coletivoinsonia@gmail.com

(61) 9280-0966 Gilson
(61) 9279-2435 Sanderson

Cassino Supernova no Rock sem Fronteiras – 30/03

Segunda edição deste ano, dia 30 de março vai acontecer mais um Rock sem Fronteiras no SESC Garagem.


O evento começa as 19h em ponto. com apresentações de Velhos e Usados, Lafusa e Cassino Supernova. A entrada é franca e preferencial para quem doar 1 livro (que vai pra biblioteca do SESC).

Haverá um ônibus saindo de graça de São Sebastião (às 18h em ponto) em frente a loja Radicais Livres.

O Rock Sem Fronteiras acontece todas as últimas terças-feiras do mês. Quer tocar? Mande um e-mail para rocksemfronteiras@gmail.com

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