Conheça as bandas do Martelada: entrevista com Gandharva (PE)

Nessa sexta, entrevistamos a banda Gandharva, mais uma atração do Festival Martelada!
Os caras são de Pernambuco, tem 3 anos de estrada e já possuem um histórico de shows que incluem apresentações no Festival de Música Independente (Natal – RN) e no Pré-Amp (Belém – PA e Natal – RN).  De material, o grupo tem 2 EPs lançados e planejam um disco para 2010.

O Gandharva toca no festival Martelada durante o sábado (22), ao lado do Enema Noise (DF), Brown-Há (DF) e Nevilton (PR). O Festival Martelada é organizado pelo Coletivo Esquina e pela banda Velhos & Usados, com apoio da Pizzaria Bacco e do Estúdio KGB.

Nine, 2º EP do Gandharva

Quais as expectativas da banda ao tocar pela primeira vez em Brasília?

Estamos curiosos para ver a reação do público frente ao nosso som. Sempre fazemos shows cheios de energia e esperamos que todos possam curtir e o Gandharva possa voltar mais vezes.

O que o público pode esperar do show do Gandharva?

Muita vibração, energia e rock’n’roll. Isso nunca falta. Sempre nos preocupamos em nos divertir muito em cima do palco, em curtir cada momento. É muito bom estar em cima do palco, vivendo essa realidade. Tentamos passar para o público todo esse bem estar, essa vontade de acabar com o mundo na base do rock’n’roll, pelo menos por uma noite.

Quais os planos para o futuro do Gandharva?

Nós estamos nos preparando para gravar o próximo ep. Essa é, sem dúvidas, a maior novidade do ano para nós. Vamos gravar um EP com músicas que nos deixam muito empolgados e estamos muito motivados para entrar logo em estúdio. A outra novidade é que estamos promovendo um evento no dia 11/06, em Recife, pela primeira vez. Abertura da copa do mundo, com certeza vai ser bem legal. Chamamos os parceiros da Brown-Há, banda daí de Brasília, e eles toparam descer o pau lá conosco. Vai ser sensacional, pode ter certeza. No mais, queremos continuar tocando por aí, divulgando a música que fazemos, sempre que for possível.

Gandharva (PE)

É a primeira vez que vocês do eixo Norte/Nordeste? Já existem planos pra tocar em outras regiões do país?

Cara, primeira vez que vamos tocar no Centro-Oeste do país. Temos muitos planos para descer ainda mais pelo país, excursionar por aí. O que nos impede é mais a questão da grana, mas nós sempre damos um jeitinho. A vontade de tocar é maior do que tudo, até maior que a pindaíba. Entende? O fato é que queremos, ainda neste ano, tocar no Sudeste e no Sul do país.

Como vocês enxergam a atual articulação do Circuito Independente?

Achamos que o Circuito Independente ainda está no seu panorama inicial. Futuramente, muita coisa vai ser modificada de modo a REALMENTE tornar a parada sustentável. Acreditamos que é fundamental que o circuito continue se consolidando, como tem feito ao longo dos últimos anos. O que precisamos é ter uma participação de mercado mais relevante. Esse passo está logo ali, na esquina, e tudo caminha para que isso se torne realidade algum dia.

Qual a importância de festivais como o Martelada, de coletivos como o Esquina e de circuitos como o Fora do Eixo, que trabalham com atrações independentes?

Todos esses elementos são peças da realidade em que vivemos. Hoje em dia, não adianta sonhar muito, com gravadora, sucesso no Faustão, essas coisas. É independência ou morte mesmo! Tudo o que é de coletivo, festival independente e banda independente, de qualidade, tem sua relevância. Hoje, temos oportunidades. Oportunidades serão, um dia, mais do que apenas isso. Serão uma forma de solidificar relações, parcerias, investimentos, não apenas no campo teórico, mas na prática. Festivais como o Martelada promovem o encontro da galera que está envolvida com isso, que sabe muito bem qual é a realidade em que trabalhamos. Nós nos comunicamos, estabelecemos uma parceria e pronto, amanhã estamos tocando para frente um projeto interessante. Isso é muito bom. Fomenta muita coisa, muita vontade de fazer as coisas, de fazer as coisas darem certo. Ninguém consegue nada fechado no seu casulo. As coisas tem que acontecer com conversa e uma certa dose de persistência. O surgimento dos coletivos foi algo muito positivo que aconteceu nos últimos tempos. Ainda em fase de aprendizado e tudo mais, mas sem dúvida, algo que deu uma mudada nos acontecimentos dentro da cena independente.

www.myspace.com/gandharvaofficial

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Sobre Coletivo Esquina
O Coletivo Esquina surgiu voltado para atender o cenário musical indepentente de Brasília e também responder por um dos pontos da cidade vinculados ao Circuito Fora do Eixo.

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