Martelada no Correio Braziliense de quinta (20)

Festival Martelada recebe 13 bandas no palco do Gate’s Pub

Pedro Brandt

A banda Sex on the Beach (PB) é uma das atrações de hoje do Martelada - (Arquivo Pessoal)
A banda Sex on the Beach (PB) é uma das atrações de hoje do Martelada

Foi-se o tempo em que os festivais goianos de rock geravam um evento paralelo em Brasília. O que se viu nos últimos anos foram duas ou três bandas escaladas para tocar em Goiânia passando também pela capital federal – mas para se apresentar em pequenos eventos espalhados pela cidade e não em um festival. Eis que, por iniciativa da banda brasiliense Velhos e Usados e do Coletivo Esquina, o que já foi uma tradição, está de volta. De hoje a sábado, o Martelada receberá 13 bandas no palco do Gate’s Pub.

O evento paralelo ao festival Bananada, de Goiânia, trará para Brasília seis bandas que também passarão por lá, as paraibanas Sex on the Beach e Nublado, que tocam hoje, a gaúcha Rinoceronte e a mineira Dom Capaz, amanhã, a pernambucana Gandharva e o paranaense Nevilton, no sábado. As brasilienses Gilbertos Come Bacon, Korina, Velásquez (hoje), Trampa, Velhos e Usados (sexta), Enema Noise e Brown-Há (sábado) completam a programação. “Essa interação entre os circuitos, de poder aproveitar uma viagem para poder tocar em vários lugares, é a melhor coisa para uma banda que está na estrada”, elogia Paulo Noronha, guitarrista do Rinoceronte.

“Como espectador, eu já tinha percebido que os paralelos não rolavam mais como no passado. Já organizávamos os nossos shows, então decidimos fazer um evento maior, com mais bandas. E o Bananada nos dá uma série de opções para trazer para cá”, comenta Marco Pessoa, baterista do Velhos e Usados. Quando descobriram que o pessoal do Esquina também queria fazer um evento como esse, as partes uniram seus esforços. A seleção de bandas locais, explica Marco, priorizou grupos que não participaram de eventos recentes do coletivo. “A proposta era sair do mais do mesmo quanto às bandas de Brasília. Quanto as de fora, convidamos pela qualidade, claro, e quem já está rodando o circuito alternativo e tinha vontade de tocar aqui”, continua o baterista.

Com exceção de Nevilton, todas as outras atrações do Martelada são inéditas em palcos brasilienses. As sonoridades das convidadas são as mais diversas, da surf music ao hard rock, do power pop ao grunge. Em comum, elas têm o fato de serem bandas relativamente novas, pouco conhecidas do público local. Marco admite que a escalação pode até ser arriscada, mas a produção conta com o interesse do público: “Estamos contando com a curiosidade das pessoas e com a mobilização de quem acompanha as bandas de Brasília que vão tocar.”

Para Leonardo Razuk, diretor de marketing da Monstro Discos, produtora dos festivais Goiania Noise (este, no segundo semestre) e Bananada, a escalação com bandas novas não é mais um risco. “Tivemos receio de o pessoal não se interessar em ver bandas menos conhecidas, mas isso não aconteceu. Não sei se isso continuará nos próximos anos, mas não tivemos perda de público, estimado em 4 mil por festival. As pessoas já sabem que podem conhecer pelo menos uma banda de que gostem”, afirma.

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Sobre Coletivo Esquina
O Coletivo Esquina surgiu voltado para atender o cenário musical indepentente de Brasília e também responder por um dos pontos da cidade vinculados ao Circuito Fora do Eixo.

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