Festival Martelada: o gosto de quero mais fica no ar

Texto por Marcus Vinicius Leite
Fotor por Igor Kawka

Com um atraso proposital, o último dia do Festival foi bastante agitado. Desde o público até as bandas, cada um à seu modo estavam ansiosos por subir no palco. Talvez, uma das causas era justamento o ciclo final desse Festival que mostrou o que a nova cena brasiliense é capaz de produzir. Graças a parceria proposta pelo Velhos e Usados e o Coletivo Esquina, o Gate´s Pub pôde presenciar apresentações memoraveis nesses três dias de shows.

A banda que integra o Coletivo Esquina, Enema Noise foi a 1º da noite a se mostrar seu som industrial. As performances de Lamin e sua trupe foram de sobremodo brutas. Tambem marca uma nova etapa na carreira musical do grupo, já que se tratava do show de despedida do baixista, Chico Raupp.

A música da gurizada  tem influências que vão do shoegaze ao industrial, passando pelo stoner, post-punk e post-rock. O grupo já lançou um EP virtual com a banda carioca The Fraktal e planeja o lançamento de um disco completo  nos próximos meses.  Sem contar que esse que vos escreve ganhou uma dedicatória da banda na música “27”, idade crucial daqueles que morreram na história do Rock Mundial.

Temos uma boa surpresa vindo de Pernambuco. Desde os primeiros dias alguns integrantes do Gandharva já peregrinavam entre os candangos. Isso fez com que a expectativa da galera só aumentasse para a apresentação deles. Iuri Brainer, guitarrista chegou até a comentar ” Nossa! Depois de tanta banda boa… nem sei o que dizer”. Fez lembrar muito o Queens of The Stone Age e um tanto quanto Foo Fighters. Os trinta minutos concedidos foram uma verdadeira martelada em nossas cabeças. E também serviu para tirar aquele estigma de “manguebeat” que o resto do Brasil tinha à respeito dos pernambucanos.

Para ouvir: http://www.myspace.com/gandharvaofficial

Foi aí que subiu o Brown-Há, que também integra o Coletivo Esquina. Recém chegados do Rio, onde foram muito bem recebidos e tratados como “o grupo que disseminou o rock pesado, bem tocado (embora sujão) e que faz jus às tradições de Brasília. O quinteto reúne referências de várias épocas do rock, facilmente identificáveis ao longo da apresentação. Parece rock pós 00, mas não é. Flerta com o funk rock dos anos 90, mas não namora. Remete ao rock nacional dos anos 80 sem medo de ser feliz.”, de acordo com um jornalista carioca que ficou encantado com a banda.  Creio que todos na casa, concordaram com ele! O Gate´s pub literalmente parou ao vê-los ao vivo.

Para ouvir: http://www.myspace.com/brownha

Pra fechar com chave de ouro, o Nevilton veio do Paraná com uma missão: Deixar um gosto de “quero-mais” no público que ficou até às três da manha para escuta-los;o power trio de Umuarama não decepcionou os curiosos que foram conferir se o grupo era tudo aquilo que se tem falado Brasil virtual afora.

Um rock simples e direto, recheado de melodias assoviaveis, letras certeiras e muita vitalidade, esse é o espírito dos guris, que se traduz nos vôos de Lobão e Nevilton. A comparação ao então moleque Supergrass de I Should Coco é praticamente inevitável, assim como não se deixar levar pelos sons fáceis de “Pressuposto”, “Bolo Espacial” e “Me Espere Menino Lobo”. Resultado: grandiosa apresentação da promessa que merece atenção redobrada em 2010.

Para ouvir: http://www.nevilton.com.br/

Anúncios

Sobre Coletivo Esquina
O Coletivo Esquina surgiu voltado para atender o cenário musical indepentente de Brasília e também responder por um dos pontos da cidade vinculados ao Circuito Fora do Eixo.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: