Noite Fora do Eixo…não deixe de ir!!

Noite com as bands Darshan (DF) e Enema Noise (DF)

Quinta-feira (30/09) teremos Noite Fora do Eixo no Velvet Pub (102 Norte) com as bandas convidadas Darshan (DF) e Enema Noise (DF). As duas bandas vem com muita energia, recém tocaram no Porão do Rock e vem mostrar porque são duas bandas que estão em destaque na cena do DF hoje. Não deixe de conferir…rock`n roll!!

Noite Fora do Eixo

Bandas: Darshan (DF) e Enema Noise (DF)

DJ Schwenck

Velvet Pub (102 Norte)

21h

R$10,00

Confira um video Teaser dessa Noite Fora do Eixo!!

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Música de qualidade invade o palco do 1º Festival Esquina Instrumental

Fotos por: Cadu Andrade

Texto: Rodrigo Serpa

O clima em Brasília no início da noite da última quinta-feira (16/09) era desértico, mas o solo era fértil para a música de boa qualidade. E mais: instrumental!  O Coletivo Esquina realizou no Teatro dos Bancários o 1º Festival Esquina Instrumental, evento voltado para esse gênero ainda pouco difundido, mas que vem numa crescente arrebatadora nos últimos anos, além de revelar muitas das boas bandas de rock brasileiras atuais, como Pata de Elefante e Macaco Bong. Os cuiabanos do Macaco Bong, aliás, eram uma das atrações do primeiro dia de festival, que será resumido nas poucas linhas subsequentes, sem a pretensão de tentar ser fiel à epopéia sonora vivida pelos presentes no local. Só quem compareceu ao evento entenderá o misto de sentimentos e magia que a música instrumental proporciona aos seus expectadores.

A banda Horta Project foi a primeira a ser apresentar no Festival

A primeira banda a subir no palco do Teatro dos Bancários foi o Horta Project. O trio brasiliense faz um som coeso e pesado, guiado pela guitarra distorcida de Rodrigo Drummond, vulgo Vegetal. A apresentação da banda já havia ganhado o público com seu hard core com pitadas de funk, mas eles ainda traziam na manga uma carta para arrebatar de vez os presentes.

A dançarina Bruna Vasconcelos surpreendeu o público no festival

A certa altura da apresentação foi chamada ao palco a dançarina Bruna Vasconcelos. Caracterizada com roupas de dança do ventre, a bela era puro charme e sensualidade enquanto realizava uma gama de movimentos de quadris, braços e pernas ao som pesado do Horta Project. Surpreso, ao público só restou admirar aquele momento inesperado e, sem dúvida, certeiro.

A dançarina levou charme e sensualidade ao palco do Festival Esquina Instrumental

O festival teve uma baixa de última hora. A banda Cultue, de Mato Grosso, teve problemas com as passagens e não conseguiu vir à Brasília a tempo do festival. Dessa forma, a segunda banda a subir no palco foi Maria Cotovelo, projeto paralelo dos integrantes da já consagrada banda de Brasília Lafusa. Que ia ser um show de altíssima qualidade eu não tinha dúvidas, até por já conhecer os integrantes da banda de outros carnavais e saber que se tratava de excelentes músicos. Mas mesmo com todos os prognósticos já traçados, consegui ser surpreendido no sentido mais positivo da palavra. “Massagem para os meus ouvidos” é como defino aqui o show do Maria Cotovelo.

Maria Cotovelo no Festival Esquina Instrumental

Uma mistura de blues, jazz e pscodelia setentista invadiu o Teatro. As stratocasters de som brilhante e perfeitamente timbradas, empunhadas por Aloízio Michael e Samyr Aiassami eram de uma singela absurda, amparadas por linhas de baixo muito bem elaboradas por Marcus Fanta. O plus da apresentação ficou por conta da gaita de Jamil Chequer. Mas o baterista Guilherme Guedes foi um dos grandes destaques da apresentação. Tanto nos solos quanto nas levadas, ele conseguia equilibrar a pegada virtuosa com a rítmica. Grande Show!

Maria Cotovelo é um projeto paralelo dos integrantes do Lafusa

Em determinado momento, Aloízio chama ao palco algum guitarrista da platéia para fazer uma Jam com a banda. “Nós nunca delimitamos quem seriam os integrantes do Maria Cotovelo”, disse. Tímido, o público não se manifestou, e Fernando Jatobá, guitarrista da banda Brown-há foi o sabatinado. Um grande momento do festival.

A banda fez uma grande apresentação no Festival Esquina Instrumental

Ainda faltava uma banda para subir no palco do Teatro dos Bancários aquela noite. E tratava-se nada mais nada menos que o Macaco Bong, premiadíssima banda nacional, expoente no rock instrumental da atualidade. A expectativa entre os presentes era enorme – e não poderia ser diferente.

Macaco Bong, direto de Cuiabá para o Festival Esquina Instrumental

A banda começa a apresentação já quebrando tudo com a música “Bananas for you all”. A guitarra de Kayapy é de uma sonoridade singular vinda de um pedal (ou algo parecido) o qual o guitarrista recorre poucas vezes para mexer durante as músicas. O timbre é altamente pesado, mas não deixa perder a leveza dos detalhes virtuosos que Kayapy coloca nas músicas. Na bateria, um “monstro”: Ynaiã é um show a aparte dentro do show que é ver uma apresentação do Macaco Bong. Já tinha visto a banda em outras ocasiões – no Circo Voador e em Uberlândia – mas ali, no Teatro, pude reparar melhor em Ynaiã. Extremamente agressivo na bateria (ao contrário do cara tranquilo que é fora do palco) ele tem uma pegada diferenciada. Não à toa é eleito melhor baterista em diversas premiações que participa.

Kayapy e sua guitarra de som singular

“Vamos tocar uma música chamada Shift, do nosso novo clipe disponível na internet”, anunciou o baixista Ney Hugo através de um microfone postado a seu lado, única forma de comunicação não-musical da banda com o público. Ao fim de cada música o entusiasmo dos presentes aumentava e no final da apresentação uma explosão sonora se deu no teatro. Enquanto Ynaiã e Ney Hugo seguravam a cozinha, Kayapy tirava os mais diversos sons de sua guitarra, toda deflorada, mas intacta sonoramente. Um a um, o trio se retirou do palco e o público, extasiado, só bateu em retirada após desligada a guitarra, que continuava a se manifestar mesmo sem a ingerência de seu dono.

Macaco Bong, uma das maiores bandas brasileiras da atualidade, no Festival Esquina Instrumental

Uma noite memorável. Um passo importante para a música instrumental em Brasília. O saldo do primeiro dia foi totalmente positivo.

Confira amanhã a resenha sobre o segundo dia do festival.

Confira mais fotos do evento aqui: http://www.flickr.com/photos/coletivoesquina

Conheça a Banda – Cryptatrio

Conheça um pouco sobre a banda Cryptatrio, de Belém, uma das atrações do Festival Esquina, que acontece nessa quinta e sexta-feira no Teatro dos Bancários.

Quando e como surgiu a Cryptatrio?

Você conhece aquele velha pergunta “Vamo fazer um som?”, Pois é, com as constantes visitas de Helder Batista ao Studio 32 do baterista Junhão foi descoberta uma grande afinidade musical. O trabalho foi tomando forma, mas ainda faltava uma peça para o power trio se consolidar. Então no início de 2009 com a entrada de Thomas se formou o Cryptatrio. Apesar do pouco tempo de banda o introsamento foi se tornando uma das características marcantes.
 
Em que eventos vocês passaram nesse tempo de estrada?

Nós participamos regularmente dos eventos do Coletivo Megafônica, em Belém. Um dos mais importantes para a banda foi o Pocket Show para o Festival, que aconteceu a pouco tempo e deu bastante visibilidade ao trabalho. Mas tudo começou com apresentações em festas particulares.
 
A banda já tem algumas demos disponível na internet. Já estão preparando o próximo trabalho?

É possivel baixar algumas trabalhos do Cryptatrio no site www.tramavirtual.com.br/cryptatrio, www.oinovosom.com.br/cryptatrio. Também é possível assistir a videos e conferir algumas fotos da banda. Todas são demos, mas estamos estruturando o nosso primeiro CD e brevemente entraremos em estúdio.

Como é a cena da música instrumental em Belém?

Belém tem uma tradição de música instrumental, possuimos eventos anuais como Baiacool Jazz  que sempre fez a ponte com a cena instrumental ao resto do páis. Existe um programa semanal na TV Cultura chamado “Timbres” que mostra as mais diversas vertentes da música instrumental na cidade. Então pode se dizer que é um estilo bem divulgado pela terra das mangueiras. 
O que vocês acham da situação da música instrumental no Circuito Fora do Eixo?

É bom saber que cada vez mais a música intrumental está ganhando seu espaço na cena cultural. Por sermos novos no Cirtuito Fora do Eixo (3 meses fazendo parte do Coletivo Megafônica) não conhecemos muito a respeito, mas sabemos da força das bandas como Macaco Bong e Clado de Piaba.
 
Quais são expectativas de vocês para o Esquina Instrumental? É a primeira vez que tocarão em Brasília?

Sim , é a primeira vez que tocaremos na Capital Federal. A expectativa é muito grande por ser nosso primeiro show fora de Belém.  Ficamos muito felizes com o convite para o festival Esquina, pois desde o início a idéia era divulgar a nossa música para culturas diferentes.
 
Deixem um recado para o público brasiliense que irá curtir a Cryptatrio no Esquina Instrumental.

Esperamos que, acima de tudo, as pessoas se divirtam com nossa apresentação. Criar um momento especial para o público é o nosso principal objetivo.

Conheça as atrações do FESTIVAL ESQUINA INSTRUMENTAL

Horta Project (DF)

O ‘Horta Project” foi idealizado em 2008 pelo instrumentista Rodrigo Drummond (Vegetal) professor do maior instituto de guitarra do Centro Oeste (GTR) e endorser das cordas de guitarra Groove, na idéia de arranjar músicas para seu portifólio pessoal. Para gravá-las, Rodrigo convidou os músicos Tiago Palma (Baterista – Banda Etno) e Gabriel Preusse (Baixista – Professor e free lancer (graduando UNB)) músicos conhecidos e atuantes na cidade. Da experiência em ensaio surgiu a idéia de consolidar o Horta Project, um projeto autoral e disposto a trazer uma inovação ao cenário musical e instrumental. Horta Project é rico em elementos do funk e hardcore uma proposta única no meio artístico-musical.

Na internet: http://www.myspace.com/hortaproject

Cultue (MT)

A banda CultuE nasceu em Lucas do Rio Verde, Mato Grosso, na metade de 2009.  Trata-se de um experimentalismo sem rótulos, e com ressonâncias minimalistas. Formada por musicos que há tempos buscam a musica não apenas como estética mas sim como libertação de conceitos e regras.

Na internet: http://twitter.com/cultue e http://www.myspace.com/cultue 

Maria Cotovelo (DF)

Maria Cotovelo é formada por Aloízio Michael (guitarra e voz), Guilherme Guedes (bateria),Jamil Chequer (gaita), Marcus Fanta (baixo)  e Samyr Aissami (guitarra). Nascida em 2009, como uma brincadeira despretensiosa, a mistura de blues, funk e rock da banda tem dado o que falar. Com repertório calcado em composições instrumentais próprias e covers de reis da guitarra como Jimi Hendrix, Stevie Ray Vaughan e John Mayer, a banda se destaca pela presença de palco nos shows e pelo virtuosismo sem exageros.

O projeto surgiu a partir de jams e improvisos realizados após os ensaios da outra banda da qual os integrantes fazem parte: Lafusa, uma das maiores revelações do cenário independente nacional. A brincadeira tomou forma, e as jams tornaram-se canções bem estruturadas e vibrantes.

Macaco Bong (MT)

Macaco Bong é um power trio de Cuiabá (MT), nascido em 2004. A banda é um dos programas do Instituto Cultural Espaço Cubo, e baseia-se na desconstrução dos arranjos da música popular em seus formatos convencionais e aliada à linguagem das harmonias tradicionais da música brasileira com jazz/fusion/pop e etc. Já circulou nos principais festivais de música do Brasil (além de Argentina e Canadá), e teve seu cd Artista Igual Pedreiro eleito o melhor de 2008 pela revista Rolling Stone Brasil e lançado na Argentina pelo selo Scatter Records.

Na internet: http://www.myspace.com/macacobong   http://twitter.com/macacobong  http://macacobong.blogspot.com

 SEXTA:

Rockband GM (DF)

A Proposta da Rockband GM™ tem como obejtivo construir seus proprios arranjos, buscando novas sonoridades, alternando com interpretações de canções originais pertencentes a trilhas sonoras de games.

Na internet: http://www.rockbandgm.com http://www.youtube.com/user/rockbandgamemusic 

Choro de Varando (DF)

No clima das comemorações dos 50 anos de Brasília – considerada a capital do Choro – o Grupo Choro de Varanda trás em apresentação os grandes clássicos desse gênero tão brasileiro.  Músicas de grandes chorões como Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Ernesto Nazareth, entre outros, serão executados em uma roda de choro, com arranjos autorais ao melhor estilo brasiliense – porém sempre respeitando a tradição carioca. O Grupo Choro de Varanda é formado por André Gomes (clarineta), João Peçanha (violão de 6 cordas), Valério Martins (violão 7 cordas) e Cleandro (cavaquinho).

Mandrágora (DF)

O Mandrágora, formado por Daniel Sarkis e Jorge Brasil, surgiu em Brasília há 10 anos, com a proposta de difundir a música instrumental de qualidade. Trabalho que os músicos desenvolvem se revezando nos violões de nylon, violões de aço, guitarras e sítar. O estilo instrumental do Mandrágora percorre inúmeras sonoridades sem se prender ao formalismo tradicional. Os dois violonistas traduzem nos acordes e na expressão dos sons que experimentam no instrumento os próprios anseios e a inquietação dos que sempre buscam inovar ou mesmo recriar e reinventar conceitos e caminhos já percorridos. O resultado se multiplica na diversidade melódica que a música intimista do Mandrágora reflete. Na mistura exata de suavidade e força, o Mandrágora têm como marca registrada as composições próprias. Eles passeiam pelas obras de vários instrumentistas, mas estão sempre perseguindo as melodias e os ritmos próprios. Os dois integram os sons aveludados das cordas de nylon com a presença marcante dos timbres que saltam do violão de cordas de aço; trabalham afinações diferentes para ampliar as possibilidades do violão e personalizar ainda mais a música instrumental contemporânea.

Na internet: http://www.myspace.com/mandragorabrasil  http://www.mandragora.mus.br

Cryptatrio (PA)

Uma experiência de laboratório, resultado de árdua pesquisa melódica. O canto tocado, a linguagem sonora, condutores da música. Três viventes das ondas e vibrações. Misturam todos os elementos culturais da vida de cada integrante e os expressam musicalmente. Linguagem sonora. Sentimento. CRYPTATRIO.

Na internet: http://twitter.com/cryptatrio  http://www.oinovosom.com.br/cryptatrio  http://foradoeixo.org.br/profile/cryptatrio  http://www.myspace.com/cryptatrio

Tá chegando a hora! Festival Esquina Instrumental

O Coletivo Esquina realiza nos dias 16 e 17 de setembro, no Teatro dos Bancários (314/315 sul) o 1º Festival Esquina Instrumental.

A música instrumental é uma vertente em ascensão. Outrora com público restrito, o gênero sempre teve seu nincho no Jazz, Choro e na Surf Music, por exemplo. Mas atualmente é possível notar claramente o interesse popular pela música sem linhas vocais, sobretudo no rock’n roll. Diversas bandas de rock instrumental estão se destacando Brasil à fora e conquistando um público fiel, além de prêmios e aparições na grande mídia, fato impensável há até pouco tempo atrás.

Uma das atrações do festival será a banda Macaco Bong, de Cuiabá. O Power Trio formado por Bruno Kayapy, Ney Hugo e Ynaiã é o maior destaque nacional no que diz respeito a rock’n roll instrumental. O álbum de estréia da banda “Artista igual pedreiro” foi eleito pela revista Rolling Stone como o melhor disco do ano de 2008. A banda é destaque em grandes festivais, inclusive na Argentina e Canadá, onde esteve em turnê recentemente.

O Festival Esquina Instrumental preza pela diversidade, e terá atrações como o grupo de choro brasiliense Choro de Varanda e a banda Rockband GM, que faz versões de musicas de video-game, além de atrações de outros estados como a banda Cultue, de Mato Grosso e Cryptatrio do Pará.

A banda Macaco Bong é uma das atrações do Festival Esquina Instrumental

Confira a programação completa:

Quinta-feira (16/09) – A partir das 19h

Horta Project (DF)

Cultue (MT)

Maria Cotovelo (DF)

Macaco Bong (MT)

Sexta-Feira (17/09) – A partir das 19h

Rockband GM (Game Music)

Choro de Varanda (DF)

Mandrágora (DF)

Cryptatrio (PA)

Serviço:

Festival Esquina Instrumental

Dias 16 e 17 de setembro

Teatro dos Bancários – 314/315 Sul

R$ 10 (meia-entrada)

CENSURA: LIVRE

Mais informações: https://coletivoesquina.wordpress.com

1º Festival Esquina Instrumental – Confira a Programação

O Coletivo Esquina realiza nos dias 16 e 17 de setembro, no Teatro dos Bancários (314/315 sul) o Festival Esquina Instrumental. Voltado para esse gênero em franca ascendência no cenário nacional, o evento promete. O Festival trará atrações diversificadas, entre elas a banda cuiabana Macaco Bong, grande destaque nos últimos anos com o disco “Artista igual pedreiro”, com músicas que misturam jazz, fusion, pop e outros gêneros musicais.

Não fique fora desse grande evento!

Festival Esquina Instrumental

Dias 16 e 17 de setembro

Teatro dos Bancários – 314/315 Sul

R$ 10 (meia-entrada)

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