Coletânea Esquina & Melhores de 2010 – parte 1

por Nina Puglia, Octávio Schwenck e Fernando Jatobá

Se você quer ouvir as músicas, ter as músicas, curitr as músicas sem ouvir as vozes do coletivo esquina como publicado no nosso podcast (hahahah)
basta baixar nossa coletânea com os melhores de 2010
a primeira parte é de Metal, Harcore e Hard Rock
baixe aqui o set completo

você também pode baixar faixa-a-faixa
clicando no nome das músicas:

red old snake – mississipi in flames
http://www.myspace.com/redoldsnake

cabruera – doce de côco
http://www.myspace.com/cabrueramusic

desalma – corpo seco
http://www.myspace.com/desalma

alarde – amarelo chá
http://www.myspace.com/alarde

velhos e usados – indivíduo
http://www.velhoseusados.com/

deceivers – paralytic
http://www.myspace.com/deceivers

galinha preta – ninguém nesse mundo é porra nenhuma
galinha preta – a carta da barata
http://www.myspace.com/galinhapreta

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Podcast Esquina & Os Melhores do Independente de 2010 – parte 1

PODCAST COLETIVO ESQUINA
COM OS MELHORES DE 2010
por Nina Puglia, Octávio Schwenck e Fernando Jatobá

1º BLOCO Metal, Hardcore e Hard Rock

para fechar o ano de 2010 o Coletivo Esquina se reuniu para discutir quais foram os melhores lançamentos independentes do ano
o que Era para ser um programa de 1 hora se tornou um pocuo maior dividido em 3 partes

Nesse primeiro bloco
nós tratamos de algumas bandas de peso

red old snake – mississipi in flames
http://www.myspace.com/redoldsnake

cabruera – doce de côco
http://www.myspace.com/cabrueramusic

desalma – corpo seco
http://www.myspace.com/desalma

alarde – amarelo chá
http://www.myspace.com/alarde

velhos e usados – indivíduo
http://www.velhoseusados.com/

deceivers – paralytic
http://www.myspace.com/deceivers

galinha preta – ninguém nesse mundo é porra nenhuma
galinha preta – a carta da barata
http://www.myspace.com/galinhapreta

BAIXE OU ESCUTE O PODCAST NO LINK ABAIXO

Pod Melhores PESADOS 2010 320Kbps.mp3
http://www.mediafire.com/file/j8n6y735toonlbw/Pod%20Melhores%20PESADOS%202010%20320Kbps.mp3

aonde estão os melhores de 2010?

peço desculpas pela demora…. sai ainda hoje a primeira parte do podcast sobre os melhores do independente de 2010
tem Velhos e Usados, Galinha Preta, Cabruêra e muito mais!

Impressões da última Noite Fora do Eixo do ano!

Texto: Nina Puglia

Fotos: Caio Meira

A última Noite Fora do Eixo de 2010 do Coletivo Esquina foi marcada pela excelente qualidade das duas bandas que se apresentaram.

A primeira, O Anagrama (www.myspace.com/oanagrama), além de músicas autorais, apresentou ao púlbico excelentes versões de músicas do Raul Seixas, Os Miutantes e Falcão.
( O Anagrama)
Os arranjos brincavam o tempo todo de mudança de ritmo e botaram todo mundo pra dançar.
As músicas próprias também divertiram a plateia com letras irônicas e melodias criativas. A que mais me chamou a atenção foi uma que fala de pessoas efusivas que acham tudo e todos muito legais. Quem me conhece imagino que sabe porque, hehehe.

Eis que a Virine (www.myspace.com/vitrine) sobe no palco. E impondo respeito.
É, sem dúvida, uma grande banda. Bons riffs, letras interessantes e uma incomparável presença de palco do guitarrista Davi.
Apresentaram muito bem o recém lançado CD e arrancaram elogios daqueles que ainda não conheciam o som da banda.
(Vitrine)

Pra quem foi, tenho certeza que foi uma noite divertida e surpreendente.
Duas bandas taguatinguenses que deram seu recado nos palcos do Plano Piloto. Ainda vamos ouvir falar muito delas, hein!

Para acessar mais fotos entrem em: http://www.flickr.com/photos/caiocmeira

Acord … diretamente de Salvador!

ô terra linda…
cheia de coisa boa é essa Bahia….
Bahia do Samba
Bahia do Axé
Bahia dos novos baianos
do caetano
do gil

Bahia do rock
pitty, orgânica, cascadura…

Acord

accord (BA)

acord (BA)

rock com pegada
olha o single deles
TEMPO E LUGAR

http://www.myspace.com/music/song-embed?songid=71557672&getSwf=trueEncontre mais artistas como Acord em Myspace Music 

espero que em breve nas suas playlists e casas de show!

Da arte do videoclipe

por Pedro Branco

Enquanto estava trabalhando neste blog (Branco sobre Branco), um amigo me apresentou esse clipe do Kiwi Dilemma. Não é o tipo de música que eu nem ele escutamos, mas o interessante da proposta é que, além do clipe, eles produziram um making of.

Eu achei o clipe bem executado, e essa de ter produzido um making of é genial: por um lado, o mistério do “como” é descartado, mas há uma conexão legal com o público, porque dá pra aprender com os caras. A estrutura de que eles dispuseram é bastante profissional, e as soluções a que recorreram para fazer funcionar suas idéias são inspiradoras para quem mais desejar se aventurar no terreno.

Um esquema basicamente entre amigos, que junta a banda (http://www.myspace.com/kiwidilemma) e a produtora (http://www.yodeley.com.br/), além de uma penca de figurantes.

Assistam ao clipe e ao making of:

Mãos à obra no esquema audiovisual de guerrilha. Eu e mais uns tantos aprendemos isso, então vamos deixando de vaidadezinha. Colocar qualquer câmera pra funcionar e sair metralhando por aí.

O lema? FAZER!

Números do Rolla Pedra

por Pedro Branco

Não sou adepto da idéia de avaliar o sucesso de uma empreitada com números. Ainda menos de uma empreitada que, para muitos (ou para todos), vale simplesmente pela realização de um sonho. Nesses casos, a matemática é tão exata quanto a história, e, como Salvador Dalí já diria, “a inteligência nos faz desembocar apenas nas névoas do ceticismo, que ela tem por efeito principal reduzir-nos a coeficientesde uma incerteza gastronômica e supergelatinosa, proustiana e malsã” (DALÍ, 1956).

Total de edições do Rolla Pedra: 10

Nº de bandas que já se apresentaram no festival: >400

Nº de bandas que se apresentaram nesta edição: 50

Nº de bandas de Brasília que se apresentaram nesta edição: 43

Público médio do festival: ~4.000 cabeças

Público estimado na Σ dos 3 dias desta edição: ~10.000 cabeças

Total de alimento arrecadado: ~12 toneladas

Total arrecadado em vendas na banquinha do Coletivo Esquina: R$ 1.858,00

Nº máximo de visualizações simultâneas no livestream (http://www.livestream.com/tvesquina): 46 (2º dia)

Parabéns para nós!

vocês conhecem The Neves?!

banda nova chegando em Brasília…
importados de Goiânia
http://www.theneves.com.br/

rock dançante!
borbulhante!
em breve nos seus iPods, winamps, carros e myspace….

Quase lá…

A The Neves deixou de ser um projeto solo de Don e agora é uma banda, formada por Don, John e Deidão. Durante seis longos meses o CD da banda foi idealizado, projetado e realizado. Os produtores Rogério Pafa e Arnosan, do Studio Loop, em Goiânia, trabalharam duro conosco para alcançarmos o resultado excelente que agora temos em mãos. Aqui você pode ouvir duas canções do CD que será lançado em breve.
Estamos quase lá…

Festival Rolla Pedra, em Brasília (Scream & Yell)

texto publicado no Scream & Yell

por Tiago Agostini

Nos anos 80 e 90, Brasília se acostumou a ser berço das maiores bandas de rock do Brasil. Primeiro foi a Turma da Colina, de onde, entre Capital Inicial e Plebe Rude, surgiu a indiscutível maior banda de todos os tempos: Legião Urbana. Já nos 90 a cidade teve bons momentos com o Natiruts e, vá lá, o Maskavo, mas quem deu as cartas mesmo foram os Raimundos, dando voz a toda malícia adolescente em forma de punk/hardcore do bom. Para comemorar os 50 anos da cidade, festejando e relembrando esta história, o festival Rolla Pedra, entre os dias 10 e 12 de dezembro, apresentou uma programação majoritariamente de bandas de Brasília, com 50 shows em três dias, de graça e na Esplanada dos Ministérios.

O primeiro dia ficou restrito ao metal e hardcore. Muito barulho, poucas ideias. O grande destaque foi o Galinha Preta, uma das bandas mais divertidas do País. Com um som rápido e urgente, letras simples e engraçadas e a performance genial do vocalista Frango, tivesse um pouco mais de ambição e a banda seria grande. Após o Galinha, a programação anunciava uma ópera metal. Logo, o show intimista do paulistano Thiago Pethit em um bar próximo parecia mais atraente.

Talvez tenham sido as seis horas de distorção e barulho anteriores, mas acompanhado apenas de teclado e um eventual acordeom, o som meio cabaré do paulistano soou bem, principalmente nas letras em português de versos curtos como “Não Se Vá” e “Fuga Nº1″. Pethit, no entanto, há de cuidar da produção de seus discos. Sentado sozinho ao piano, cantando uma versão de “Bad Romance”, de Lady Gaga, a comparação com a diva pop foi inevitável: os dois possuem boas canções que se perdem entre os efeitos de estúdio.

O segundo dia foi o mais esquizofrênico da programação. Bandas como Watson e Suíte Super Luxo mereciam mais sorte: fizeram bons shows para um público diminuto e disperso, que só foi se aglomerar em frente ao palco quando as guitarras distorcidas do Trampa e do Etno soaram. Não que as duas, com seu pastiche de Rage Against The Machine, merececem a ovação. Antes da atração principal, o Móveis Coloniais de Acaju, o Camarones Orquestra Guitarrística mostrou seu surf-rock competente e contagiante e a cantora local Ellen Oléria impressionou com uma potência e afinação difíceis de achar por aí.

E aí o Móveis entrou no palco para lançar seu primeiro DVD, gravado ao vivo no Auditório Ibirapuera. Se a Legião foi a cara da Brasília dos anos 80 e o Raimundos dos 90, o Móveis personificou a primeira década dos anos 2000 na cidade. Com seu show sempre enérgico e envolvente, a banda comandou uma plateia que não deixou o clima esfriar nenhum minuto. É difícil não esbarrar nos clichês para falar de um show do Móveis: o carisma e a entrega da banda no palco não tem pares no rock brasileiro, a constante movimentação dos músicos contagia, a participação do público em todo o show impressiona. Adjetivos como apoteótico não são deslocados ou superlativos. O Móveis tem o melhor show do Brasil, e isso não é novidade há anos.

Para encerrar o festival, a programação de domingo foi a mais equilibrada, reunindo bandas mais pop e revivendo heróis do rock local. Os destaques ficaram por conta de Pedrinho Grana e Os Trocados, com uma sonoridade que resvala no rock gaúcho, e Os Gramofocas, com um punk honesto. Pequenas decepções para o Sapatos Bicolores: eles até tem um bom show, mas a performance vocal do guitarrista André atrapalha; e com o Lucy And The Popsonics, que não consegue transpor para o palco seu rock eletrônico.

O relógio marcava quase 21h30 quando o Little Quail And The Mad Birds subiu ao palco escudado por umas 20 pessoas no coro de abertura com “1, 2, 3, 4″. Em pouco mais de uma hora, Gabriel Thomaz, Zé Ovo e Bacalhau relembraram os divertidos anos 90 e deixaram a dúvida de por que, mesmo com disco lançado pelo Banguela, a banda não vingou no cenário nacional. O público, extasiado com hits-punk-indies como “Família Que Briga Unida Permanece Unida”, “Aquela” e “Galera do Fundão”, não deu bola se aquilo era pura nostalgia e pediu um bis acalorado.

Teria sido melhor acabar o festival por ali. Como última apresentação, um desfigurado Plebe Rude fez um show modorrento e arrastado. Nem mesmo o bis, com “Até Quando Esperar”, elevou a qualidade da performance – embora o público não tenha arredado pé do local. O Rolla Pedra terminava com uma até bonita homenagem à história, mas o festival mostrou que Brasília não precisa reverenciar apenas os heróis do passado, já que a cena atual é prolífica.

Propondo-se a traçar um panorama do atual cenário de Brasília, com localização central e privilegiada, ao lado da rodoviária e do Teatro Nacional, em uma cidade onde um carro é quase item obrigatório de sobrevivência, o festival pecou principalmente pelo grande número de bandas. Tudo bem que cada uma das 50 bandas representava um ano da cidade, mas aguentar 18 shows em um só dia, como no sábado, é tarefa hercúlea. E perde-se o foco. Fato curioso: nos bastidores circulava a história de que Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá chegaram a ser cogitados como atração de encerramento do festival. O Rolla Pedra teria ficado pequeno para tanto choro.

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– Tiago Agostini é jornalista e assina o blog A Balada do Louco. Fotos de Naiane Martins (flickr)

10 músicas de 2010, de Renato Nunes

As 10 músicas que mais curti em 2010 sem ordem de preferência. Para ouvir, clique no nome da música. Lá vai:

Vice – Enema Noise
O Enema Noise é uma das melhores bandas derock pesado do Brasil. Guitarras arrasadoras, vocais saturados de efeitos, bateria porrada. Esse é o lado B do single Barbwire. Pauleira, mas que roda com desenvoltura tanto no player de casa, quanto no palco de um show ou na pista de uma balada. Ponto para Lamim e seus comparsas de maldade.

Good old Johnny – Turrón Presidencial
Banda que descobri no apagar das luzes de 2010. Rock eletroacústico sessentista com pé no folk. Sonoridade agradável, instrumental redondinho, ótimos arranjos e vocais muito bem trabalhados. Ótima surpresa que incluo sem medo entre as minhas músicas preferidas de 2010.

Virtual Vinil – Casa de areia
É legal quando uma banda resolve seguir um caminho totalmente distinto da regra mainstream e da regrinha indie. Nessa música a banda faz um sopão de referências que vão de Jesus and Mary Chain, passa pelo pré-grunge do Sonic Youth. Bom BG para tuítadas insones.

Indivíduo – Velhos e Usados
O Velhos e Usados tinha um diferencial interessante. Gostavam de experimentalismos de estúdio, aquela coisa de laboratório mesmo. O resultado foi um hard rock com elementos eletrônicos, de guitarras poderosas, cozinha arrasadora e vocais muito bons. A banda acabou no fim do ano, mas a obra fica.

Tereza – Todo começo tem um fim
Quem acha que não existe banda com potencial pop no meio independente, está redondamente enganado. A niteroiense Tereza é um dos exemplos mais claros disso. Rock despretensioso, dançante e de refrões que pegam.

Superguidis – Não fosse o bom humor
Instrumental poderoso valorizado pela excelente produção de Philippe Seabra e, à frente, um vocalista excelente. A letra pode não ser daquelas que se sai cantando de primeira, mas tem simpatia pop e honestidade rocker.

Sociedade Bico de Luz – Eu tenho uma banda que quer ser Strokes
A maior fábrica de hits do rock independente brasileiro. A música é sensacional. A interpretação do Igor Almeida e a brincadeira com os arranjos são geniais, na falta de outra palavra.

Lucy and the Popsonics – Multitarefa
Nervosismo, ansiedade, tensão, urgência urbana. A banda retrata esse cotidiano terrível fazendo piada consigo mesma nessa música. Guitarras distorcidas, letra angustiada e refrão cuidadosamente açucarado. Sem perder o vigor.

Cassino Supernova – Deustch Küshen
Outro single lançado no finzinho do ano. Rockão, com pé nos 1970, com bom refrão, instrumental afiadíssimo e vocal diferenciado. Banda promissora.

Cabeza de Panda – Café e pasta de dente
A música é quase uma “A day in the life” versão tropical. As referências à psicodelia sessentista, de Beatles e Brian Wilson, no entanto, não deixam que esse lamento urbano pós-ressaca caia na vala comum das cópias.

 

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