VIOLATOR

Depois de muita expectativa do público e das bandas inscritas, finalmente chegou o momento de você conhecer as bandas brasilienses selecionadas para o Grito Rock 2011.

Aumentem o som, porque o VIOLATOR ta chegando!

É isso mesmo: pra fechar a noite do som pesado com chave de ouro, vamos ter essa que, na minha humilde opinião, é uma das melhores bandas de metal do Brasil. O grupo surgiu no início dos anos 2000 sedento por resgatar o espírito do thrash metal oldschool, porém dando uma pegada própria ao estilo imortalizado pelas bandas da década de 1980.

Surgidos em 2002, antes mesmo do renascimento da cena thrash metal mundial, o Violator se formou com o propósito de resgatar a espontaneidade e a raiva que pareciam estar esquecidas na cena metal. Oriundos do meio do Brasil, da cidade de Brasília, não levou mais que uma demo e duas coletâneas para que a banda fosse considerada uma das boas promessas do estilo no Brasil. Mas não se engane, o Violator não é mais uma banda thrash revival. Os únicos zumbis ao redor de seus integrantes são o bando de copiadores natimortos, e a única névoa tóxica apocalíptica que os ameaça não é outra senão a de críticos velhos ou rancorosos demais para compreender a banda.

Se o metal fosse uma ciência exata, poderíamos dizer que esses quatro moleques maníacos elevaram a agressividade extrema do Kreator à potência Paul Baloff, multiplicando a inventividade e precisão de Sacrifice e Vio-Lence sobre uma base que soma Anthrax e Whiplash em doses iguais. O objetivo de Poney Ret (b/v), Caçapa (g), Cambito (g) e Batera (d) é buscar a excelência ríffica, nunca abrindo concessões à violência thrasheira de suas composições. Tanta proficiência acabou chamando a atenção de Rolldão, do selo local Kill Again Recs, que em 2004 decidiu lançar o que seria a segunda demo da banda em EP: “Violent Mosh”. Não poderia haver nome mais apropriado. O material foi lançado em tape na Bolívia e em vinil na Alemanha.

Em suporte ao lançamento do EP, os quatro violadores deram início a uma turnê nacional, a Moshing with Violence Tour 2005, que cruzou o nordeste brasileiro e os levou até o meio da floresta amazônica (!!!). Presenciar o Violator no palco é, certamente, receber uma lição de violência que você não esquece tão cedo. Mas o extremismo do quarteto está justamente na capacidade de misturar sentimentos díspares como fúria e diversão, num turbilhão de stage dives, moshs e genuíno sentimento old school: sem barreiras entre banda e público, todos unidos pelo e para o thrash. E foi justamente esse o mote do primeiro full lenght da banda, “Chemical Assault”, de 2006, licenciado pela Earache Records na Europa.

Logo após o lançamento do seu LP, o Violator se lançou em mais uma turnê. Mas dessa vez, algo sem precedentes no metal nacional. Foram cinco meses ininterruptos em que o quarteto apresentou seu som em cada pedaço esquecido da América do Sul. Combinando a paixão pelo underground, o ímpeto de derrubar fronteiras e a ética do-it-yourself , a banda tomou de assalto todo o continente de forma impiedosa. E a estrada parece ser mesmo a razão dos candangos, a essa turnê, seguiram-se diversas outras apresentações que levaram o Violator a pontos da Europa e até mesmo o Japão. Apresentações que geraram a gravação de um DVD e um split 7” com a lenda do thrash metal Hirax.

Depois de terem dividido o palco com grandes nomes do metal mundial e serem aclamados como a nova sensação terceiro-mundista do estilo, o grupo agora lança seu trabalho mais visceral: “Annihilation Process”, o ansiado sucessor de “Chemical Assault”. Um disco ainda mais agressivo e anti-social, com uma temática que aprofunda o lado político da banda em letras sobre as relações entre consumismo desenfreado e degradação do planeta promovida pelo capitalismo.

A essa altura, você certamente esperaria ler que o Violator está pronto para conquistar o mundo, certo? Errado. O que esses quatro thrasheiros querem mesmo é aniquilar qualquer tipo de trono ou altar. Como foi dito, eles não são sua típica banda thrash metal.”

O Violator se apresenta no Grito Rock dia 12/03.

Links:

www.violatorthrash.com

www.twitter.com/violatorthrash

www.youtube.com/user/violatormaniax

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Sobre Nina Puglia
Produtora da banda Ape X And The Neanderthal Death Squad, cantora, geógrafa pesquisadora da área cultural e integrante do Coletivo Esquina

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