agenda: ROCK NA RUA

ROCK NA RUA - Paralelo X

ROCK NA RUA - Paralelo X

Anúncios

agenda: VELVET PUB

agenda: Noite Ruído Rosa com Lucy & the Popsonics e Electro Domesticks

Lucy & The Popsonics e ElectroDomestiks no Cult22 Rock Bar - sábado 2 de Abril

Lucy & The Popsonics e ElectroDomestiks no Cult22 Rock Bar - sábado 2 de Abril

Noite Ruído Rosa 2 – com Lucy and the Popsonics e Electro Domesticks
Sábado, dia 2 de abril, a partir das 22h, no Cult 22 Rock Bar (Centro de Atividades 7, Lago Norte)
Show com as bandas brasilienses de electro rock
Som mecânico com a DJ Penny Lane
Entrada franca até 21h
Após: R$ 10,00 (até 0h) e R$ 15,00 (após)
Bar aberto a partir das 17h
Mais informações: (61) 9972-9826, 8151-9631 ou www.cult22.com 

Classificação: 18 anos

Club Silencio lança terceiro disco hoje… ouça “Amor e Terror”

Amor e Terror: streaming e release oficial

Por: d.spot

publicado em 19/03/2011 no http://www.clubsilencio.com.br

Amor e Terror - 300 x 300

No próximo sábado, às 19h do dia 26/3 ocorre o show de lançamento de Amor e Terror no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura do Shopping Iguatemi Brasília. Abaixo você encontra as músicas, o release oficial por Cláudio Silvano e, por fim, o link para download, para aqueles dispostos a nos conceder um tweet no Twitter ou uma postagem no Facebook, meramente recomendando a página que você lê nesse momento. Basta clicar em “Pay With a Tweet or Facebook

Download for free if you pay with a Tweet!

Depois de dois discos lançados, o Club Silêncio apresenta em seu terceiro álbum o seu trabalho mais maduro, e provavalmente o mais acessível. Gravado entre abril e julho de 2010 no estúdio Sgt. Pepper’s e no estúdio Macaco Malvado (DF) por Gustavo Bill, Amor e Terror dá continuidade ao caminho traçado pela banda desde o primeiro album em 2007. 

São oito músicas que se propõem como pequenos contos urbanos, crônicas de um cotidiano narradas com certo distanciamento. Mesmo quando não usam letras para isso, o Club Silêncio utiliza-se de samples certeiros para compor o clima analítico que permeia todo o disco.

Mas talvez o fato mais notável do Amor e Terror é como a relação entre a banda e Brasília fica evidente em cada timbre e linha melódica. Está tudo ali: a arquitetura da cidade, o clima, os bares, as pessoas. A simples dicotomia contida no título do disco expressa muito bem os extremos dessa relação.

Do começo ao fim fica claro que o Club Silêncio tem uma visão – uma visão diferente, de quem acredita que a música não necessita de constrições de gênero para contar uma história. O resultado final soa como uma mistura do ritmo madchester com o experimentalismo seco do krautrock. E nunca pareceu tão certo que a proposta deveria ser exatamente essa. Mesmo não sendo.

– Cláudio Silvano é designer, ilustrador, músico, fotógrafo e responsável pelo site anorak.com.br

ouça o VolumeCast sobre a Cena Independente de Brasília

VolumeCast 14 – Cena do Rock Independente de Brasília

o programa está neste link

No programa de hoje, Brunão se junta a um time diferente para um papo profundo sobre uma das cenas mais ricas e efervescentes do rock independente brasileiro: Brasília. Marcos Pinheiro, do Cult 22 e Cult 22 Rock Bar e Octávio Schwenck do Coletivo Esquina debatem sobre as dificuldades encontradas a cada dia pelos músicos que desejam seu lugar ao sol, falam sobre quais são as bandas que possuem mais potencial de sucesso e discutem sobre o futuro da música independente brasileira.

PROMOÇÃO CLUB SILÊNCIO!

Para participar da promoção do Volumecast e concorrer ao CD Amor e Terror da banda independente Club Silêncio, basta ter uma conta no twitter, seguir o twitter da Revista Volume (@revistavolume) e dar retuíte na mensagem abaixo:

RT @revistavolume eu quero ganhar o CD Amor e Terror do Club Silêncio http://kingo.to/wrm

Daí é só torcer! O sorteio do primeiro CD acontece no dia 28/03, segunda-feira que vem, pelo site sorteie.me e o vencedor será divulgado pelo tuíter e por uma atualização em nosso site. No mesmo dia divulgaremos como será o sorteio do segundo CD! Podem participar pessoas de todo o Brasil. Lembrando que a pessoa deve seguir o perfil @revistavolume para ser contemplado.

Muito fácil, não é? Então o que você está esperando? Corra!

E não perca o show de lançamento de Amor e Terror, novo disco do Club Silêncio, neste sábado, dia 26, às 19h, na Livraria Cultura do Iguatemi Shopping.

BANDAS CITADAS NESSE PROGRAMA:

LafusaLucy & The PopsonicsMóveis Coloniais de AcajúSuíte Super LuxoThe Pro, Vitrine, Watson.

Se sua banda não foi citada aqui, não fique chateado! Acompanhe nossa atração de vídeo que estreia na próxima segunda-feira e mande seu material para o e-mail redacao@revistavolume.com.br. Quem sabe não fazemos um próximo programa com vocês?

Boa diversão!

E-MAILS PARA O VOLUMECAST: volumecast@revistavolume.com.br

 

#festivalcasarao – O silêncio é cúmplice!

Por: Eduardo Mesquita, o Inimigo do Rei

Fonte: http://www.ogritodoinimigo.com/

Dizem que o esporte nacional é o futebol. Mentira. Digo isso até mesmo em treinamentos, o esporte nacional é a “terceirização de fracassos”. Nunca ouviu falar? O sujeito quebra a cara, as coisas não dão certo e logo ele encontra alguém para carregar a cruz:

.

– Com um governo desses não há quem aguente!

– Meu gerente, aquele mala, me enche o saco o dia todo!

– Minha mulher, é um peso na minha vida, não consigo sair do lugar!

– Meu vizinho põe meu nome na macumba toda semana!!

.

E a quantidade de sapos vai diminuindo sistematicamente a depender do seu vizinho, então. O fato é que se a vida do sujeito vai bem, mérito dele. Ninguém dá sucesso de presente. Mas se vai mal, culpa dele, ninguém fica arrumando problema para os outros. O diabo é quando você faz sua parte, trabalha de forma organizada, sistemática, profissional, cuidadosa e aí surgem em seu caminho pessoas incompetentes, burras, mal-caráter e safadas. Aí não se trata nem de terceirizar as culpas, mas de sofrer em silêncio por pecados que não são seus.

.

Peralá, eu falei sofrer “em silêncio”? Fica em silêncio quem quer, porque quem não quer solta a goela, mete a boca no mundo e faz um regaço no juízo de pilantra. Amigos e comadres que me leem, o propósito desse texto é justamente arregaçar o verbo por causa de uma safadeza gigante que está acontecendo.

.

E nem estou falando dos filhadaputa que roubaram a loja do Compadre Porkão lá em Palmas, porque nesse caso entendemos ser bandidos realmente e o caso é de Polícia. Cabe comentar que todos aqueles que estiverem na esfera gravitacional de Palmas nos próximos tempos podem ajudar muito ao Grande Porco frequentando o espaço, indo aos shows (vai ter o Zoe Festival Cultural nos dias 18 e 19 de março, vai ter Matanza no dia 09 de abril, vai ter o Rock pela Boca no dia 23 de abril e o 8 Tendencies Rock Festival nos dias 5, 6, 7, 13 e 14 de maio), tomando sua cerveja e prestigiando a arte e a cultura da terra, ou de outros planetas, não importa. O fato é que o Porco foi roubado, estouraram a loja dele, levaram um monte de coisas vendíveis e coisas de trabalho e o único apoio que o cara quer é que o deixem trabalhar para recuperar o que foi levado. Nesse caso teu apoio é presença, é sacar quem está vendendo material barato pela região e mais presença.

.

Agora quando a filhadaputagem vem de órgãos públicos, aí o cidadão que existe dentro de você poderia criar um pouquinho de vergonha e se mexer na poltrona macia da sua vida. Quando a canalhice vem de instituições sustentadas pelo nosso dinheiro (em impostos, multas e tarifas) que deveriam ter o único cuidado de prestar um serviço que presta, aí ficar calado é concordar com a safadeza. Por mínimo que seja, por mais tímido que possa parecer, seu grito não pode ficar preso. Nessa hora vale Orkut, vale twitter, vale Facebook, vale tudo, porque de um jeito ou de outro as vozes se unem e fazem coro.

.

Ainda não sabe do que eu estou falando? Então leia primeiro a matéria do Diário da Amazônia –http://www.diariodaamazonia.com.br/diariodaamazonia/index2.php?sec=Cultural&id=9411 – e entenda o que está acontecendo.

.

O Festival Casarão, com mais de uma década de bons serviços prestados ao rock e à cultura em geral corre o risco de não acontecer por culpa da inadimplência da prefeitura de Porto Velho. Sim, é isso mesmo que você leu. Inadimplência, falta de pagamento, cano. Não vou me ater aos detalhes do fato ocorrido, até porque a matéria do Diário da Amazônia é perfeitamente detalhada e deixa claro os pingos e os Is de toda a questão, não quero repisar o que já aconteceu, mas pensar no que pode acontecer.

.

Um festival com mais de uma década gerando renda, trabalho, entretenimento e diversão para uma região foi negligenciado e tratado de qualquer jeito pelo poder público, o que acontece então é que a próxima edição do festival corre o severo risco de não acontecer por causa dos não-pagamentos do evento anterior. E aí olhem em volta: quanto dinheiro é gasto em situações ou grupos que não possuem a mesma relevância?

.

Pensem no montante gasto em atividades que não geram tanto resultado, mas que possuem grupos organizados por trás. Pensem ainda no montante gasto com compadrios e comadrios, amigos e amigas do rei, gente que se beneficia da aproximação com quem guarda o cofre para se dar bem. E se alguém pensar em Maria Bethânia e seu blog milionário, começou a acompanhar a linha do raciocínio. Se alguém pensou na postura do ministério da cultura com relação ao Creative Commons também vê algo se desenhando. Se alguém pensa nos vereadores que derramam verba em grupelhos mambembes e descompensados pelo simples motivo da quantidade de votos comprados na iniciativa, então falamos a mesma língua.

.

Isso acontece com um festival de rock por causa de gente como eu e você. Gente que não tem a vergonha de arrotar em mesas de bar que “não gosta de política” e que “político é tudo ladrão” maculando a ideologia e o idioma também. Gente que prefere criticar os que usam recursos públicos ao invés de participar e também produzir se valendo da contrapartida de nossos impostos. Gente que acha bonito ser doidão, mas que ignora o suor que mantém as engrenagens lubrificadas.

.

Isso acontece com um festival de rock porque o povo do rock é tonto. Porque não existe a necessária união e participação coletiva que tanto falamos em nossas letras e em nossos hinos. Aposto qualquer um dos meus rins que na hora que essa notícia da possível não realização do Casarão foi publicada muita gente pequena achou bom, se vingando com o pau dos outros pela competência de alguns. A desunião e a fogueira de vaidades que é o rock já deu sinais de autofagia muito tempo atrás, não é novidade, mas agora ocorre um fato novo que pode mostrar que “eles” entenderam que “nós” somos desunidos e por isso, fracos.

.

O que a prefeitura de Porto Velho fez foi meter uma bolacha na cara dos tais “roqueiros” do país inteiro. O que a prefeitura de Porto Velho fez foi passar a mão – com gosto e força – na bunda dos tais “roqueiros” do país todo.  Curtiu com a cara dos camisas-pretas, indies e alternativos, mostrou que não dá a mínima sequer para nossos votos. Olhem a que ponto chegamos, pessoas, nem nossos votos interessam aos donos do poder. Viramos estatística, viramos traço no radar, viramos nada.

.

 

O que acontece hoje com o Festival Casarão pode acontecer com qualquer festival do país. Mesmo que não seja uma prefeitura, mesmo que não seja dinheiro público, mesmo que não seja recursos de leis de incentivo, o que a prefeitura de Porto Velho fez abre o perigoso precedente de “enfia o pé, eles não reclamam”. Pode chutar, é tudo cachorro morto!

.

Seria irônico, se não fosse triste demais, mas nesse aspecto a patética “Família Restart” é mais perigosa, porque os vídeos de reclamação se tornam virais, a web fervilha quando algo acontece com essa tribo colorida e sem jeito. Nós, os roqueiros altaneiros e sabidos, donos da experiência e do direito de fazer barulho, nós somos umas bestas completas quando se fala em organização e união. Nosso discurso não sobrevive à terceira cerveja.

.

Estou em Goiânia, milhares de km de distância, mas alguma coisa precisa ser feita. E posso estar arvorando participação maior do que a real, mas ao menos esse texto solto no vento pretende enfiar o dedo nas costelas de algumas pessoas. Gente que pode se incomodar e falar “Peralá, também não é assim, Inimigo”, gente que acha que é uma “puta falta de sacanagem” um festival tomar um rodo desses e tudo ficar numa boa. Se tem gente assim eu não estou sozinho e o grito solto aqui não fica mudo.

.

Lembrem-se, o silêncio é cúmplice!! Hoje foi no Casarão em Porto Velho com a prefeitura. Amanhã pode ser em Brasília com alguma lei, depois pode ser em Cuiabá com algum empresário, outra vez será em São Paulo com algum dono de casa noturna. Aqueles que permanecerem calados correm o risco severo de ser os próximos. O silêncio é cúmplice!! Ele concorda, ele aceita, ele acata.

.

Você está no twitter? Use a hashtag #festivalcasarao para fazer algum barulho. Comenta aqui no site alguma coisa. Muda seu status no Facebook falando disso. Faz algum barulho, grita, porque o silêncio é canalha e é cúmplice! Solta a voz e mostra que isso não está certo. Por menor que seja nosso movimento ainda assim pode ser maior do que o que historicamente aconteceu em outros momentos, quando não fizemos nada. Quando tiraram nossos espaços, quando minaram nossos festivais, quando nos expulsaram de nossas mesas, quando riram da nossa cara. Dessa vez não podemos terceirizar nosso fracasso e achar que a culpa é dos outros, a culpa é nossa.

.

O silêncio é cúmplice! E você, o que você é??

.

.

.

Há braços!

.

Eduardo Mesquita, O Inimigo do rei

eduardoinimigo@gmail.com

twitter – @eduardoinimigo

 

venha para a Vegetal’s Party II na sexta 25/03

Vegetal's Party 2, sexta 25-03-2011, a partir das 21h no Testro SESC Silvio Barbatto

Vegetal's Party 2, sexta 25-03-2011, a partir das 21h no Testro SESC Silvio Barbatto

Fala Galera!

É com imenso prazer que lhes convido para o Vegetal’s Party 2, segunda edição do show comemorativo ao meu aniversário.

Na última edição, diversas bandas marcaram o palco do UK Brasil com um show repleto de hardcore, trilhas de jogos de videogame, instrumentais virtuosos e muito rock.

Este ano atrações únicas da capital dividem o palco do Teatro Sílvio Barbato prometendo um show memorável a cada espectador:

Gran Senzala
http://www.myspace.com/casagransenzala

Ítalo Bruno Live
http://www.myspace.com/italobruno

Horta Project
http://www.myspace.com/hortaproject

Ciclone na Muringa
http://www.myspace.com/ciclonenamuringa

Garanta o seu ingresso antecipado!

Hora
Nesta sexta! 25 de março · 21:00

Localização
Teatro Sílvio Barbato 

SCS, quadra 2, edifício Presidente Dutra
(Faixas próximas a W3 indicarão o local)

agenda: Velvet Pub, de 23 a 27 de Março… confira!

Grito Rock Brasília 2011 – Um depoimento

Neste Grito Rock eu aprendi/confirmei muitas coisas.

A primeira delas é que quando você quer mesmo fazer uma coisa, você corre atrás e faz. E muitas vezes nem precisa fazer muito esforço. As situações vão se encaixando em favor daquilo; as pessoas vão te ajudando com aquilo que elas podem; e a coisa simplesmente acontece.

Um ponto que vale ressaltar é que tratar bem as pessoas não custa nada e sempre traz bons relacionamentos. Na verdade, não aprendi isso nesse Grito. Eu só reforcei mais uma vez algo que sempre acreditei e pratiquei. Não é porque você não tem verba ou porque uma coisa não é problema seu, ou simplesmente porque por algum motivo vocês está em uma posição de liderança que você vai sair soltando os cachorros nas pessoas ou vai deixá-las na mão. Quem mexe com produção logo aprende que, salvas raríssimas excessões, você tem sim que ou resolver ou achar alguém que resolva. Ponto. E nem sempre você vai receber um “obrigado” por isso. É foda, mas é verdade. E ainda tem aquela máxima que diz que um dia você pode precisar daquela pessoa que você não tratou bem. Portanto, pense muito bem no tratamento que você anda dando às pessoas.

Outra coisa que aprendi é que quantidade não necessariamente é qualidade e que é muito importante saber com quem contar e em quem confiar. Este Grito Rock foi todo concebido por apenas 4 pessoas. Uma equipe pequena, porém dedicada e esforçada, que substitui qualquer grupo enorme de pessoas que estão ali com má vontade, ou porque devem um favor, ou porque querem aparecer, ou simplesmente porque não tem nada pra fazer. E estas 4 pessoas conseguiram aglutinar outras que entraram no mesmo espírito de colaboração comprometida sem se esquecer que podemos nos divertir (e muito) trabalhando. E todos trabalharam com competência. Obrigada mesmo aos que fizeram parte deste Grito com a gente. Sem vocês não teria dado tão certo. Podem ter certeza.

Pra finalizar,  felizmente se enganaram aqueles que achavam que o Grito não ia dar certo ou que até mesmo torceram por isso. Porque o que ocorreu foi justamente o contrário! Fizemos um evento lindo, com um line-up de primeira qualidade, com uma organização exemplar e num lugar super legal. E essas não são palavras minhas. São reproduções daquilo que ouvimos e do que já foi registrado publicamente por quem participou e prestigiou. Se a gente colhe o que planta, acho que as nossas sementes foram as mais férteis que existem, pois tudo saiu às mil maravilhas e nós conquistamos ainda mais amigos e mais parcerias de sucesso.

E que venha ainda mais trabalho, porque, afinal, o rock nunca para!

Vontade de Potência, uma resenha sobre o Grito Rock Brasília 2011.

Vontade de Potência

Por Antônio de Luna Nogueira
Passagem de Som.
Cheguei na passagem de som. O convite para resenhar um dia de Grito Rock havia sido feito por Fernando Jatobá na quinta feira, logo após o show do Turrón. “Resenha a gente amanhã?” ele perguntou. E eu topei, marquei e furei. Foi assim que começou.

No dia seguinte, sábado, liguei e expliquei porque não havia ido. “Tranqüilo…” ele disse, “toma seu tempo.” “Beleza,” respondi, “mas hoje vou lá!” E furei de novo.

Agora, cá estou: sentado no Cult22 Rock Bar para assistir o último dia de Grito Rock Brasília 2011. É uma questão de honra! Não ia perder minha chance de dar vida à minha verve Lester Bangs (ídolo!)… E fora isso, eu tinha sido convidado, né? Convenhamos que um pouco de compromisso faz bem.

Retomando: cheguei ainda na passagem de som da primeira banda. Encontrei-me com o Octavio e a primeira coisa que ele me disse é que a noite anterior tinha sido das trevas. Lamentei não ter ido e, conhecendo o lineup daquela noite, não duvidei de suas palavras: afinal, o diabo ouve metal e seu filho é o Ozzy – ou assim dizem…

Enfim, enquanto esperava do lado de fora, sentado e rabiscando um par de idéias – esboços desta resenha – ouvi coisas interessantes na passagem de som da banda cujo nome, até então, desconhecia (mais tarde reconheci a banda: tinha escutado uma canção deles numa coletânea da “Sete Produções”). O batera estava levando uma pegada Bonhamesca. “Isso promete” pensei com cautela. Daí, acabei meu refrigerante cítrico e fui atrás de outra limonada um tanto mais alcoólica.

A partir de 21 horas.
A casa está bem mais cheia do que antes. Conversas à mesa, palavras saem enquanto entram cervejas. As pessoas vão chegando e reconheço rostos familiares que desfilam pelo local. O Tuzão está lá, o Marcelo, Igor Kawka, Rudá, os caras da 14 (dois Brunos, um Sud e um enorme Kapassa, sentado ao lado do palco), Aloízio Michael e Jamil Chequer… E nisso tudo, passa o Fernando Jatobá, de vez em quando, de um lado pro outro, fala “oi” discreto e vai nessa, continuar a produção. Converso um pouco com Marcelo, que me revela enfim o nome da primeira banda (sendo que a lista com o lineup esteve logo ao meu lado o tempo todo… Mas assim perderia a graça, não?)

Besouro do Rabo Branco
A sala estava um pouco vazia quando o Besouro subiu ao palco. Esse é o carma inevitável de primeira banda… Mas quem leva a pior mesmo é a platéia desatenta, que acaba por perder parte do espetáculo, do “Espetáculo de Pornografia” anunciado pelo vocalista.

Um rock bem trabalhado, com temperos progressivos, mudanças de andamento e pausas expressivas, tendo como base instrumental um eficiente e preciso power trio somados a um teatral cantor de saia e óculos escuros. Com uma fórmula assim, o resultado só podia ser, no mínimo, intrigante! Enquanto a sala ia enchendo de curiosos, uma guitarra com firmes raízes bluseiras deslizava no slide, enquanto letras escorregadias sobre a gênese trevosa da política insinuavam-se em meus ouvidos feito uma liturgia demoníaca:

Será que o político inventou o Diabo?

Leia mais deste post

%d blogueiros gostam disto: