Grito Rock Brasília 2011 – Um depoimento

Neste Grito Rock eu aprendi/confirmei muitas coisas.

A primeira delas é que quando você quer mesmo fazer uma coisa, você corre atrás e faz. E muitas vezes nem precisa fazer muito esforço. As situações vão se encaixando em favor daquilo; as pessoas vão te ajudando com aquilo que elas podem; e a coisa simplesmente acontece.

Um ponto que vale ressaltar é que tratar bem as pessoas não custa nada e sempre traz bons relacionamentos. Na verdade, não aprendi isso nesse Grito. Eu só reforcei mais uma vez algo que sempre acreditei e pratiquei. Não é porque você não tem verba ou porque uma coisa não é problema seu, ou simplesmente porque por algum motivo vocês está em uma posição de liderança que você vai sair soltando os cachorros nas pessoas ou vai deixá-las na mão. Quem mexe com produção logo aprende que, salvas raríssimas excessões, você tem sim que ou resolver ou achar alguém que resolva. Ponto. E nem sempre você vai receber um “obrigado” por isso. É foda, mas é verdade. E ainda tem aquela máxima que diz que um dia você pode precisar daquela pessoa que você não tratou bem. Portanto, pense muito bem no tratamento que você anda dando às pessoas.

Outra coisa que aprendi é que quantidade não necessariamente é qualidade e que é muito importante saber com quem contar e em quem confiar. Este Grito Rock foi todo concebido por apenas 4 pessoas. Uma equipe pequena, porém dedicada e esforçada, que substitui qualquer grupo enorme de pessoas que estão ali com má vontade, ou porque devem um favor, ou porque querem aparecer, ou simplesmente porque não tem nada pra fazer. E estas 4 pessoas conseguiram aglutinar outras que entraram no mesmo espírito de colaboração comprometida sem se esquecer que podemos nos divertir (e muito) trabalhando. E todos trabalharam com competência. Obrigada mesmo aos que fizeram parte deste Grito com a gente. Sem vocês não teria dado tão certo. Podem ter certeza.

Pra finalizar,  felizmente se enganaram aqueles que achavam que o Grito não ia dar certo ou que até mesmo torceram por isso. Porque o que ocorreu foi justamente o contrário! Fizemos um evento lindo, com um line-up de primeira qualidade, com uma organização exemplar e num lugar super legal. E essas não são palavras minhas. São reproduções daquilo que ouvimos e do que já foi registrado publicamente por quem participou e prestigiou. Se a gente colhe o que planta, acho que as nossas sementes foram as mais férteis que existem, pois tudo saiu às mil maravilhas e nós conquistamos ainda mais amigos e mais parcerias de sucesso.

E que venha ainda mais trabalho, porque, afinal, o rock nunca para!

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Sobre Nina Puglia
Produtora da banda Ape X And The Neanderthal Death Squad, cantora, geógrafa pesquisadora da área cultural e integrante do Coletivo Esquina

One Response to Grito Rock Brasília 2011 – Um depoimento

  1. Fernando Jatoba says:

    Isso aih Nina!!! foi um prazer enorme realizar esse Grito com o pessoal que toca esse coletivo pra frente e poder contar com tantas pessoas que entraram de cabeça na parada com a gente durante o festival…fica aqui o meu muito obrigado a todos que nos ajudaram tb, a casa que abriu as portas e nos recebeu muito bem, a todas as bandas que participaram e a todos que fora prestigiar esse evento…e que venha mais!!!!

    vamo que vamo esquina!!!

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