Livro que retrata a cena musical independente é lançado em Brasília

O gestor cultural Pedro de Luna, do Rio de Janeiro, vem à capital para lançar seu livro “Niterói Rock Underground (1990-2010)” no dia 05 de maio na Livraria Cultura.

Durante a década de 90, a cena musical independente nacional (que já ganhou nomes como indie, alternativa, underground, entre outros) viveu uma grande movimentação, antes mesmo da popularização do computador pessoal, do surgimento da internet e de todas as facilidades que os meios digitais trouxeram. No começo daquela década, músicos iniciantes gravavam suas músicas em fitas cassete conhecidas como demos, divulgadores da cena editavam fanzines impressos em fotocópias e o público se comunicava com estes músicos e fanzineiros através de cartas.

Neste ano, o agitador cultural Pedro de Luna, que viveu intensamente aquele período, principalmente no Rio de Janeiro, lançou o livro “Niterói Rock Underground (1990-2010)”, com pontos de vista particulares sobre o underground no Brasil, relatando muitas histórias sobre os envolvidos neste cenário, em especial as bandas de rock, sejam as que permaneceram nos subterrâneos, sejam as que alcançaram o estrelato (como Planet Hemp, Raimundos, O Rappa, Los Hermanos e Pato Fu).

O autor estará em Brasília no dia 05 de maio para fazer o lançamento do livro no sábado, a partir das 19h, autografando a obra na Livraria Cultura do Shopping Casa Park, com entrada franca. Antes, às 18h, haverá show com as bandas Horta Project e Red Old Snake. Na ocasião a publicação estará sendo vendida quase de graça para tanta história distribuída em 224 páginas com acabamento luxuoso em capa dura e papel couché.

Publicação independente foi viabilizada por crowdfunding direto
Desde os oito anos, o jornalista e gestor cultural Pedro de Luna mora em Niterói, cidade que aprendeu não só a amar, mas defender. A partir dos 18 anos se envolveu com a cena independente local editando fanzines, empresariando bandas, produzindo eventos e viajando para os mais diversos festivais do país, sempre levantando a bandeira niteroiense. “Era como uma missão. Eu queria colocar ‘Nikiti’ no mapa nacional. Escrevia dezenas de cartas por semana, panfletava, ia pra shows sempre divulgando o município e seus artistas”, explica.

O livro teve um processo de pesquisa que durou dois anos, em que se debruçou sobre seu acervo pessoal de CDs, fitas demo, fotos, cartazes, fanzines e flyers. “Abri cada pasta no fundo do baú e a parti da li fui organizando tudo cronologicamente. Depois realizei entrevistas com pessoas essenciais e conferi algumas informações através da internet e trocando e-mails, principalmente valores e datas”, conta.

Fato curioso é que o livro foi aprovado duas vezes por uma editora, mas nunca foi lançado por ela. Diante desta situação, Pedro de Luna o editou por conta própria, arrecadando financiamento através da venda antecipada para os amigos (processo conhecido como crowdfunding direto) que, em troca, tiveram seus nomes impressos nos agradecimentos. Em três semanas, o livro vendeu a primeira edição de 120 exemplares. Hoje o título está na terceira edição, com mais de 600 exemplares vendidos.

Conexões candangas
Apesar de ter a cena independente do Rio de Janeiro como microcosmos para boa parte dos relatos, “Niterói Rock Underground (1990 – 2010)” também aborda artistas, eventos, e outras citações do Distrito Federal.

No livro, Pedro de Luna fala do festival Porão do Rock. Na primeira edição do evento, ele foi o único jornalista carioca que aceitou o convite para conhecer a iniciativa. “No avião do Rio para Brasília só tinha eu, a produtora Elza Cohen e o falecido músico e produtor Tom Capone”, lembra o autor, que naquela noite virou fã do Maskavo Roots e não vai ao festival desde 2006. “Foi a última vez, quando aconteceu o último show do guitarrista Rodrigo Netto com os Detonautas, antes de ser assassinado no Rio. Na ocasião eu escrevi um belo texto a respeito que foi publicado no site do Porão”.

Ainda sobre o Porão, ele também se recorda do show do Móveis Coloniais de Acaju, quando ganhou o CD demo do grupo. “Acho que foi em 98, e eles tocavam de terno, muitos anos antes de terem música em programa de TV e fazer sucesso”. Não a toa, quase dez anos depois, Pedro organizou um show da banda em Niterói, cujas fotos estão entre as mais de 300 do livro.

E também graças ao festival, estabeleceu uma relação de intercâmbio com a banda Bois de Gerião. “Adorava o ska deles e eu tinha tudo, das fitas cassete aos CDs que foram lançados depois. Coloquei no livro a capinha de uma coletânea deles em cassete”.

Outras recordações brasilienses que estão no livro são bandas como DFC, 10zero4, Low Dreaw, Os Cabeloduro, Little Quail and the Mad Birds, Rumbora, Sem Destino, Abhorrent e OZ – estas duas participaram da coletânea “Brasil Alternativo”, lançada em CD entre 93 e 94 pela gravadora independente Polvo Discos, onde Pedro era estagiário. O jornalista também dá bastante destaque aos fanzines, destacando o Brenda Washer, que na época era impresso em gráfica e um dos melhores da capital federal.

Para quem gosta dos Raimundos, há fotos raras da apresentação da banda em Niterói, no lançamento do primeiro álbum. “O Rodolfo ainda tinha aqueles dreadlocks enormes e tive a oportunidade de gravar uma entrevista em vídeo. Gostaria de incluí-la no documentário que pretendo lançar este ano por que as ideias são muitas”, conta Luna, que coordena um coletivo com 200 bandas autorais, o Arariboia Rock.

Serviço:
Lançamento do livro “Niterói Rock Underground (1990-2010)”, de Pedro de Luna
Data e horário: 05 de maio, sábado, a partir das 19h
Show com as bandas Horta Project e Red Old Snake.
Local: Livraria Cultura do Shopping Casa Park
Endereço: SGCV – Sul, Lote 22 – Loja 4-A, Zona Industrial, Guará – DF
Telefone: (61) 3410-4033
Censura 16 anos
Entrada franca

“Niterói Rock Underground (1990-2010)” na internet:
http://www.niteroirockunderground.blogspot.com/ 

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Vem aí o Marreco’s Fest 2012!

Vem aí a 11ª edição do maior festival de metal do Centro-Oeste e já tradicional Marreco’s Fest.

A notícia ruim é que será a última edição. Isso mesmo que você leu. Este ano é o último ano do festival.

E para marcar esse 2012 do fim do mundo, ninguém melhor do que SAMAEL para compor a programação, né?

O festival vai ocorrer nos dias 15 e 16 de junho no Cine Drive-In (ali perto do autódromo Nelson Piquet, perto do Colégio Militar, etc.). A novidade deste ano é a junção, no dia 16, do festival com o projeto “Classic Albums”, também produzido por Fabio Marreco, no qual uma banda convidada tocava um disco clássico do metal na íntegra.

Além de Samael, vai rolar Grave e Raven para completar o time gringo do lineup.

Das brasucas, a escalação é True (PR), Skrok (PI) e Armum (GO).

Para representar a nossa querida Brasília, teremos Denied Redemption, Device, Omfalos, Ape X And The Neanderthal Death Squad, Fierce Fire, Bruto, Totem, Krow, Dynahead e Khallice, além das bandas cover Big Balls (AC/DC) e Iron Maythem (Iron Maiden).

Os ingressos custam entre R$60 e R$80 e o sagrado kit com camiseta, ingresso e outros brindes custa R$80.

Pontos de venda de ingressos e/ou kits:

– BERLIN DISCOS (CONIC) fone: 61 3226-3106
– FILIAL DO ROCK (CNB 12 Galeria VASP – Taguatinga Norte) fone: 61 3046-1549
– ABRIU PRO ROCK (Gama Shopping) fone: 61 3484-0132
– UNDER METAL (Goiânia) www.undermetal.com.br
– TICKET BRASIL: (Internet) www.ticketbrasil.com.br/marrecos-fest

Quem já foi ou acompanha o festival praticamente desde a primeira edição como eu, sabe que é um baita de um festival e que vale MUITO  a pena ir.

Para mais informações e contato com a produção no site  ou  facebook do Marreco’s Fest.

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