“Ballet da vida Irônica” primeiro videoclipe do Esquina… feito para o Nevilton!

Finalmente saiu…. nossa estréia em videoclipes!
curte…
gravamos em Brasília com a galera do NEVILTON….
muito rock com a participação de Móveis Coloniais de Acaju, Autoramas, Live Wire, Brown-HA, vários amigos, fãs do outro lado do mundo e os Neviltons!!!!!

FICHA TÉCNICA
VIDEOCLIPE – Ballet da vida Irônica
Duração: 3’37”

Banda: NEVILTON
Música: Ballet da Vida Irônica
Composição: Nevilton de Alencar
Álbum: De Verdade

Direção: Octávio Schwenck Amorelli;
Edição: Isabelle Araújo;
Assistência de Edição: Pedro Branco e Octávio Schwenck Amorelli;
Color: Pedro Branco;
Fotografia: Thaís Mallon, Emília Silberstein, Isabelle Araujo, Natália Pires, Pedro
Branco, Octávio Schwenck Amorelli;
Produção Executiva: Octávio Schwenck Amorelli;

Realização: Esquina Música & Cultura;

Apoio: Móveis Coloniais de Acaju Produções Artísticas, A Lojinha de Filmes;

Participação: Rafael Morais, Paola Moraes, Nevilton Alencar, Marcel Papa, Irís
Azul, Paula de Oliveira, João Paulo Campos, Gabriel Thomaz, Flávia Couri,
Wagner Bacalhau Ferreira, Thiago Lobão Inforzato, Flip Stipp, Fabrício Ofuji,
Esdras Nogueira, Gabriel Coaracy, Isabelle Araujo, Natália Pires, Octávio
Schwenck Amorelli, Pedro Branco, Thaís Mallon, Dudu Lopes, Fernando Jatobá,
Pepy Gonçalves.

Agradecimentos: Nina Puglia, Georgia Lorena, Rafael Morais, Paola Moraes,
Nevilton Alencar, Marcel Papa, Irís Azul, Paula de Oliveira, João Paulo Campos,
Thiago Lobão Inforzato, Everaldo Maximus, Matheus Ribeiro, Flip Stipp, Isabelle
Araujo, Natália Pires, Pedro Branco, Hugo Pachiella, Thaís Mallon, Dudu Lopes,
Fernando Jatobá, Pepy Gonçalves, Autoramas, Criolina, Naiane Comar Martins,
Scream & Yell, Vanessa Contiliani, Thays Petters, Nicole Patrício, Móveis
Coloniais de Acaju, Universidade de Brasília

http://www.esquinamusicacultura.com.br
contato@esquinamusicacultura.com.br

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contato@nevilton.com.br

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Mixtape Esquina – Edição Cinema

MIXTAPE Cinema – no Arena futebol Clube, 22 de Setembro com Montana, Penny Lane, Frango Kaos, Kameni, Johnny, Araque, Danny Boy & Lucas Billy e muitos filmes!

resenha: Dream Theater, Brasília, 1º de Setembro de 2012.

CHATO!

ô minino… arruma esse topete e venha tomar no rock, venha!

bap bap loola uh bap bap lulu rockabilly hillbilly vai tomar no rock e ajeita esse topete! 13/07, 21h, Velvet Pub - 102norte... É isso mesmo…. vamos tomar no rock!? confirme sua presença na comemoração do dia mundial do rock!!!!!!!!! https://www.facebook.com/events/256657167767178/ VAI TOMAR NO ROCK! Grande festa em comemoração ao Dia Mundial do Rock!!! Vá fantasiado de um ícone do rock e concorra a uma garrafa de Tequila!!!! Com A GIG DOS SONHOS: - Adriano Pasqua (Live Wire) - Kameni (Electrodomesticks) - Johnny (Brown-Há) - Marcelo Seabra (Ape X And The Neanderthal Death Squad) - Gustavo Halfeld (Cassino Supernova) - Iano Fazio (Etno) - Jack Coaracy (Watson) DISCOTECAGEM: - Gustavo Bill (Macaco Malvado) - Esquina DJ SET 13/07, sexta-feira, 21h R$10 Velvet Pub, 102 norte!

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  • Adriano Pasqua (Live Wire)
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  • Johnny (Brown-Há)
  • Marcelo Seabra (Ape X And The Neanderthal Death Squad)
  • Gustavo Halfeld (Cassino Supernova)
  • Iano Fazio (Etno)
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se acalme, chega junto agora e vá tomar no rock!

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CULT 22 ROCK SHOW | Ep.4 | ENTREVISTA COM FRANGO KAOS (GALINHA PRETA) @ DROPS ROLLA PEDRA #16: MOTORS (30-Jun-2012)

CULT 22 ROCK SHOW

| Ep.4 |

ENTREVISTA COM FRANGO KAOS (GALINHA PRETA) @ DROPS ROLLA PEDRA #16 MOTORS

Eli Moura e Octávio Schwenck entrevistam Frango Kaos,
vocalista e guitarrista do conjunto musical Brasiliense de Rock, do estilo Hardcore, Galinha Preta,
diretamente do Drops Rolla Pedra #16 MOTORS…

a equipe do Cult 22 Rock Show esteve presente nesta edição do festival e conversou com músicos, produtores e com a platéia….
mas a matéria na íntegra sobre o Drops Rolla Pedra você confere no programa completo.

Cult 22 Rock Show na UnBTV (Net canal 6):

  • Sexta-feira, 06/07, 21h
  • Sábado, 07/07, 1h
  • Domingo, 08/07, 16h e 22h
  • Segunda-feira, 09/07, 4h e 10h

o programa também estará disponível na íntegra aqui na Teve Esquina a partir de 09/07
pelo www.youtube.com/TeVeEsquina e pelo www.cult22.com

rock é descolado, rock é fashion, rock vanguardista indie remeleixo… vai tomar no rock, bicho!

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DISCOTECAGEM:

  • Gustavo Bill (Macaco Malvado)
  • Esquina DJ SET

13/07

sexta-feira

21h

R$10

Velvet Pub

102 norte!

AGENDA: Vai Tomar no Rock!

VAI TOMAR NO ROCK! 13 de Julho, no Velvet Pub a partir das 21h, apenas R$10

VAI TOMAR NO ROCK! 13 de Julho, no Velvet Pub a partir das 21h, apenas R$10

 

É isso mesmo…. vamos tomar no rock!?
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VAI TOMAR NO ROCK!

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– Marcelo Seabra (Ape X And The Neanderthal Death Squad)
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DISCOTECAGEM:

– Gustavo Bill (Macaco Malvado)

– Esquina DJ SET

13/07, sexta-feira, 21h
R$10
Velvet Pub, 102 norte!

Livro que retrata a cena musical independente é lançado em Brasília

O gestor cultural Pedro de Luna, do Rio de Janeiro, vem à capital para lançar seu livro “Niterói Rock Underground (1990-2010)” no dia 05 de maio na Livraria Cultura.

Durante a década de 90, a cena musical independente nacional (que já ganhou nomes como indie, alternativa, underground, entre outros) viveu uma grande movimentação, antes mesmo da popularização do computador pessoal, do surgimento da internet e de todas as facilidades que os meios digitais trouxeram. No começo daquela década, músicos iniciantes gravavam suas músicas em fitas cassete conhecidas como demos, divulgadores da cena editavam fanzines impressos em fotocópias e o público se comunicava com estes músicos e fanzineiros através de cartas.

Neste ano, o agitador cultural Pedro de Luna, que viveu intensamente aquele período, principalmente no Rio de Janeiro, lançou o livro “Niterói Rock Underground (1990-2010)”, com pontos de vista particulares sobre o underground no Brasil, relatando muitas histórias sobre os envolvidos neste cenário, em especial as bandas de rock, sejam as que permaneceram nos subterrâneos, sejam as que alcançaram o estrelato (como Planet Hemp, Raimundos, O Rappa, Los Hermanos e Pato Fu).

O autor estará em Brasília no dia 05 de maio para fazer o lançamento do livro no sábado, a partir das 19h, autografando a obra na Livraria Cultura do Shopping Casa Park, com entrada franca. Antes, às 18h, haverá show com as bandas Horta Project e Red Old Snake. Na ocasião a publicação estará sendo vendida quase de graça para tanta história distribuída em 224 páginas com acabamento luxuoso em capa dura e papel couché.

Publicação independente foi viabilizada por crowdfunding direto
Desde os oito anos, o jornalista e gestor cultural Pedro de Luna mora em Niterói, cidade que aprendeu não só a amar, mas defender. A partir dos 18 anos se envolveu com a cena independente local editando fanzines, empresariando bandas, produzindo eventos e viajando para os mais diversos festivais do país, sempre levantando a bandeira niteroiense. “Era como uma missão. Eu queria colocar ‘Nikiti’ no mapa nacional. Escrevia dezenas de cartas por semana, panfletava, ia pra shows sempre divulgando o município e seus artistas”, explica.

O livro teve um processo de pesquisa que durou dois anos, em que se debruçou sobre seu acervo pessoal de CDs, fitas demo, fotos, cartazes, fanzines e flyers. “Abri cada pasta no fundo do baú e a parti da li fui organizando tudo cronologicamente. Depois realizei entrevistas com pessoas essenciais e conferi algumas informações através da internet e trocando e-mails, principalmente valores e datas”, conta.

Fato curioso é que o livro foi aprovado duas vezes por uma editora, mas nunca foi lançado por ela. Diante desta situação, Pedro de Luna o editou por conta própria, arrecadando financiamento através da venda antecipada para os amigos (processo conhecido como crowdfunding direto) que, em troca, tiveram seus nomes impressos nos agradecimentos. Em três semanas, o livro vendeu a primeira edição de 120 exemplares. Hoje o título está na terceira edição, com mais de 600 exemplares vendidos.

Conexões candangas
Apesar de ter a cena independente do Rio de Janeiro como microcosmos para boa parte dos relatos, “Niterói Rock Underground (1990 – 2010)” também aborda artistas, eventos, e outras citações do Distrito Federal.

No livro, Pedro de Luna fala do festival Porão do Rock. Na primeira edição do evento, ele foi o único jornalista carioca que aceitou o convite para conhecer a iniciativa. “No avião do Rio para Brasília só tinha eu, a produtora Elza Cohen e o falecido músico e produtor Tom Capone”, lembra o autor, que naquela noite virou fã do Maskavo Roots e não vai ao festival desde 2006. “Foi a última vez, quando aconteceu o último show do guitarrista Rodrigo Netto com os Detonautas, antes de ser assassinado no Rio. Na ocasião eu escrevi um belo texto a respeito que foi publicado no site do Porão”.

Ainda sobre o Porão, ele também se recorda do show do Móveis Coloniais de Acaju, quando ganhou o CD demo do grupo. “Acho que foi em 98, e eles tocavam de terno, muitos anos antes de terem música em programa de TV e fazer sucesso”. Não a toa, quase dez anos depois, Pedro organizou um show da banda em Niterói, cujas fotos estão entre as mais de 300 do livro.

E também graças ao festival, estabeleceu uma relação de intercâmbio com a banda Bois de Gerião. “Adorava o ska deles e eu tinha tudo, das fitas cassete aos CDs que foram lançados depois. Coloquei no livro a capinha de uma coletânea deles em cassete”.

Outras recordações brasilienses que estão no livro são bandas como DFC, 10zero4, Low Dreaw, Os Cabeloduro, Little Quail and the Mad Birds, Rumbora, Sem Destino, Abhorrent e OZ – estas duas participaram da coletânea “Brasil Alternativo”, lançada em CD entre 93 e 94 pela gravadora independente Polvo Discos, onde Pedro era estagiário. O jornalista também dá bastante destaque aos fanzines, destacando o Brenda Washer, que na época era impresso em gráfica e um dos melhores da capital federal.

Para quem gosta dos Raimundos, há fotos raras da apresentação da banda em Niterói, no lançamento do primeiro álbum. “O Rodolfo ainda tinha aqueles dreadlocks enormes e tive a oportunidade de gravar uma entrevista em vídeo. Gostaria de incluí-la no documentário que pretendo lançar este ano por que as ideias são muitas”, conta Luna, que coordena um coletivo com 200 bandas autorais, o Arariboia Rock.

Serviço:
Lançamento do livro “Niterói Rock Underground (1990-2010)”, de Pedro de Luna
Data e horário: 05 de maio, sábado, a partir das 19h
Show com as bandas Horta Project e Red Old Snake.
Local: Livraria Cultura do Shopping Casa Park
Endereço: SGCV – Sul, Lote 22 – Loja 4-A, Zona Industrial, Guará – DF
Telefone: (61) 3410-4033
Censura 16 anos
Entrada franca

“Niterói Rock Underground (1990-2010)” na internet:
http://www.niteroirockunderground.blogspot.com/ 

saiba mais sobre “NITERÓI ROCK UNDERGROUND (1990-2010) de Pedro de Luna

“NITERÓI ROCK UNDERGROUND (1990-2010)”

(224 pgs, independente) R$ 40

Autor: Pedro de Luna


O que chamamos hoje de indie, alternativo, ou seja lá qual nome você quiser dar, começou no Brasil no início dos anos 1990 com o surgimento da tal cena independente. No ano em que a MTV se instalou no Brasil e o presidente Collor abriu o mercado para a entrada do instrumento e do equipamento de som importado, uma movimentação tomou conta de jovens por todo o Brasil, como certo adolescente morador de Niterói.


As bandas começaram a divulgar suas músicas em fitas demo em cassete ou vinil, e os fanzines tinham o papel de mídia especializada. Selos e gravadoras independentes surgiam, assim como os primeiros festivais – o primeiro foi o Juntatribo, em Campinas 1993, seguido pelo Super Demo, BHRIF, Abril Pro Rock e Humaitá Pra Peixe. O skate estava em alta. A troca de informações acontecia a todo favor através de cartas num sistema que se retroalimentava, quase que num mundo paralelo, o tal underground.


E este livro narra a versão do gestor cultural Pedro de Luna durante este início até os dias de hoje. Sem um distanciamento crítico, já que ele também foi parte importante de tudo isso, o jornalista, publicitário e quadrinista não teve a pretensão de contar A História definitiva de uma cena, mas sim Uma História de uma época do ponto de vista de quem vivenciou tudo aquilo da maneira mais presente possível.


Niterói Rock Underground (1990-2010) mostra a transição da música (e por que não da cultura) no país e seus reflexos em Niterói-RJ. A revolução aconteceu no campo sociológico, político, estético, econômico e, claro, tecnológico. Da fita cassete, LP, VHS, fotocópia, fotografia em papel e o fax para o mp3 e o telefone celular, foi um longo caminho. E no meio dele não tinha uma pedra, e sim o fax, a popularização do computador pessoal com impressora, o CD, o DVD e o vídeo laser. E o Pedro.


Vivendo em Niterói desde os nove anos de idade, Luna aprendeu a não só amar, mas também a defender sua nova cidade. Aos 18 anos estagiou na falecida Rádio Fluminense FM e caiu de cabeça na cena independente. Editou fanzine, foi empresário de bandas, produziu (e produz) dezenas de eventos e viajou para praticamente todos os festivais do país, sempre levantando a bandeira niteroiense. “Era como uma missão, eu queria colocar Nikiti no mapa nacional. Escrevia dezenas de cartas por semana, panfletava, ia para os shows sempre divulgando o município e os seus artistas”, explica.


O processo de pesquisa consumiu dois anos. Começou através do seu imenso acervo pessoal de CDs, fitas demo, fotos, cartazes, fanzines e flyers. “Abri cada pasta no fundo do baú e a partir dali fui organizando tudo cronologicamente”, conta. “Depois realizei entrevistas com pessoas essenciais e conferi algumas informações através da internet e trocando e-mails”. Seu livro vem para cobrir uma lacuna na bibliografia do gênero.


UTILIZANDO O CROWDFUNDING

Aprovado pela editora pública Niterói Livros em 2007 e novamente em 2009, nunca foi lançado. Cansado de ser enrolado, Pedro resolveu editar por conta própria utilizando o crowdfunding, fazendo a venda antecipada para os amigos. Em três semanas, vendeu 120 exemplares. “A ideia era lançar o livro com um CD duplo contendo músicas existentes apenas nas fitas demo em k7 das bandas niteroienses como trilha sonora. Seria também uma forma de preservar a memória”.


Vinte anos depois, Pedro diz que é muito mais fácil promover a circulação de qualquer conteúdo, porém continua sendo difícil destacá-lo em meio a tanta informação. “A audiência se tornou a coisa mais valiosa. Por isso a criação de um relacionamento sólido continua sendo importante. Sem internet, usávamos as cartas para fazer amizades com pessoas do país inteiro que nunca vimos ao vivo, e muitas vezes não conheceríamos mesmo pessoalmente”, conta o jornalista, que mantém sua caixa postal desde 1996.


A CENA NITEROIENSE DE HOJE
Em 2004, após uma viagem à Cuiabá, Luna criou o movimento Arariboia Rock para organizar as bandas e suas lutas, como a criação do Dia Municipal do Rock em Niterói, comemorado dia 04 de dezembro. Porém, passados seis anos, a situação atual da cena não é nada boa. “Existem muitas bandas, mas a maioria de qualidade mediana. Vários grupos bons decidiram parar por falta de perspectivas”, lamenta. Para se ter uma ideia, hoje, há apenas dois locais para shows de rock na cidade: a Box 35, antiga Vollupya, criada há mais de 20 anos, e o Espaço Convés, que resiste há 15 primaveras.

“Não há espaços novos, nem qualquer programa público de incentivo, linha de crédito ou modelos de financiamento para a cadeia produtiva da música e da cultura em geral. Precisamos reabrir a Cantareira, o Cine Icaraí e o Teatro Popular e, principalmente, ocupar as praças e pistas de skate – como fizemos em 2008 com o bem sucedido projeto Rock na Pista”, enumera o coordenador do Arariboia Rock, que também reivindica uma rádio e uma TV pública municipal.


“Enquanto a prefeitura não entender que seu papel não é inventar coisas novas e sim fomentar o que já existe e funciona, não sairemos da estagnação cultural”, afirma o gestor cultural, que em dezembro de 2010 recebeu do vereador Waldeck Carneiro uma placa em homenagem pela sua contribuição cultural à Niterói. No dia 13 de julho deste ano, outro vereador, Renatinho, conferiu a Pedro a medalha de escritor José Cândido de Carvalho, em reconhecimento ao livro Niterói Rock Underground (1990-2010) e sua importância para o município de Niterói e à cena roqueira do Brasil.


Fruto de um trabalho que começou em 2007, este livro é uma bíblia para quem quer trabalhar com jornalismo cultural ou se divertir com a realidade de quem vive o rock.


Blog do livro >> www.niteroirockunderground.blogspot.com


Contatos com o autor: Pedro@arariboiarock.com.br ou 21 8626-6690


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