agenda: ROCK NA RUA

ROCK NA RUA - Paralelo X

ROCK NA RUA - Paralelo X

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o segundo dia de grito. Dos Filhos de um Sonho a Born to Destroy

11 de março

por Pedro Branco – Branco sobre Branco

 

Onze de março de dois mil e onze. Vinte e duas horas. Meu avião tocou o solo exatamente dezenove e quarenta, e agora eu estou aqui, depois de uma temporada de Rio de Janeiro, oficialmente resenhando o Grito Rock Brasília.

Nada mal pra quem não escreve nada há vinte e dois dias. Nem um bilhete de porta de geladeira.

Aqueles que escrevem profissionalmente talvez não sintam o que eu sinto toda vez que escrevo: quanto mais há pra se falar, mais faltam palavras. Eu não escrevo profissionalmente. Eu escrevo por paixão, e não podia ser diferente pra mim. Por isso, agradeço a oportunidade de apaixonar-me por esta noite.

O show do Etno abriu as portas do segundo dia. As fontes comentam: o público dobrou de ontem pra hoje e isso é impressionante, de acordo com o horário. Realmente estava cheio. E não só cheio: o público respondeu com muita energia aos coros, cantando as músicas novas, que só vão estar no ar daqui a mais vinte dias.

Eu senti o Etno um pouquinho acanhado com o tamanho do palco. Parecia pouco pra pilha que eles trouxeram, a pilha de quem pula e preenche completamente dezenas de metros quadrados de palcos maiores, como o do Rolla Pedra 2010. Mas não que estivessem perdidos. Estavam em casa. Na sala. Num lounge, numa fogueira, entre amigos.

Quem chegou aqui esperando um festival de pequeno porte se surpreendeu (como eu) com a limpeza e definição do som que saía dos falantes. Os detalhes também impressionaram: não contentes com uma puta dinamica de instrumentos, pequenos detalhes enriqueceram a performance ao vivo, com coloridos específicos que só se encontram em discos e grandes shows.

Durante seus quarenta minutos de música, o Etno revelou influências (para o novo disco?), com uma versão de Jeremy, do Pearl Jam, e um pout-pourri cravado na saideira, que foi de Cássia Eller a Red Hot, com coro autoral e… Porra, foi foda!

Logo depois veio o Butlerfly. Fiquei triste com uma parada: o público não ficou pra conferir o que os caras tinham a oferecer. Eu digo da minha experiência pessoal, e talvez eu esteja sendo idiota agora, mas só existem três lugares onde eu estaria agora: no Rio, na frente do palco e montado na minha moto. E eu fiz os três hoje. Então me dêem motivos pra entender como essa galera chega pra ver uma banda e cai fora na segunda, ainda mais quando se trata de uma convidada, que desceu meio Brasil do Ceará até o planalto central de Brasília, este nosso velho oeste da música, apenas pra espalhar a radiação desse rock.

Mas apesar disso, foi um show muito foda. E não conhecia, mas os caras me deram uma grande razão pra procurar o som deles na internet: a pegada. O show deles foi bem simples, som puro e concentrado, um rock nervoso, como os Hives, e a postura daquela galera que, no palco, parece estar na garagem, o grande estúdio universal, onde o rock nasce, cresce, se reproduz e nunca morre.

Quem ficou pra ver teve a oportunidade de se reencontrar com o Sr. Dylan em uma curta, porém poderosa passagem de Blowin’ in the Wind.

Às 23h30, atingimos a lotação máxima da casa.

Esquece, vou tentar menos jornalístico.

Antes do que qualquer um de nós esperávamos, não cabia mais gente. A casa estava lotada, a calçada estava lotada, o ar estava lotado, e meus tímpanos ainda vão ter que agüentar mais dois dias.

Eu acho irado.

Acho irado que o show do Brown-Há tenha feito sair gente pelas janelas que nem existem aqui no Cult 22, porque mais uma vez, eles destruíram. E eles são assim mesmo, pra melhor ou pra pior, eles não aprenderam a decepcionar. Um show bonito de se ver, com cinco caras pirando no que estão fazendo, um som redondinho e cerveja pra molhar o verbo.

Qual verbo, alguém pergunta?

GRITAR!

Gritar pra abrir os pulmões, pra chamar, pra assustar, pra ferver o sangue, pra gente não esquecer que quem está vivo está em algum lugar, perto ou longe, e quem grita se faz escutar, se faz lembrar, faz viver tudo aquilo que vive na palavra, no ar que vibra, nos olhos que se fecham e cantam junto. Eu, você e todos nós, juntos, construindo a gritos o nosso palácio.

Ou nossas estradas.

Os caras do The Dust Road seguiram o caminho feito de terra, asfalto e suor que separa o Amazonas da capital federal pra derrubar sobre nossas cabeças seu blues-rock setentista, um som tão arrebatador quanto misterioso, um som feito de fumaça, drinks e sangue nos olhos. E eles não perdem no palco, como bons blueszeiros, com toda aquela postura forte, de quem não tá nem aí, porque a música basta, e basta aquela confiança nos instrumentos e voz e pausas, com sarcasmo, humor e brutalidade. Uma bigorna na cabeça.

Eu só fico pensando nas pessoas que eu queria que estivessem aqui e não estão. São todos loucos, tão loucos quanto apaixonados. E é assim que o blues entra na gente: pelo ar, pelo sangue, pelo contato da pele com a pele, mesmo apesar deste palco fantástico que nos separa e nos une.

Só mais um detalhe: TECLAS! Me dê teclas, mais teclas, e este blues fode comigo. Mas quanto mais teclas, mais tudo, e o som não pode ficar mais alto do que já tá, senão eu juro que já era minha raça, minha reputação (?) e minhas roupas.

Meio tarde pra jurar.

Se nada do que eu falei se foi, eu garanto que se foi a minha voz com o Darshan. Tenho certeza que eu saí meio biruta. E não é por menos. Quando os caras sobem no palco, é como se um raio atingisse a sua cabeça em cheio e ao contrário. O som viaja na velocidade da luz e a claridade só chega depois do desmaio. E desta vez não teve descanso, foi um set só com as mais pesadas. O público pedia as mais novas, pedia Substâncias, pedia pra continuar, mas, como as nossas diversões de criança, cada minuto conduz diretamente para um fim, que ninguém esperava chegar de verdade.

Alisson, este não é o fim.

Seu “último“ show com esta banda foda é só um novo começo. Afinal de contas, eu acho que posso te entender. Só de ouvir, meu corpo deu sinais desesperados de ainda estar vivo: meu coração quis se abrir ao máximo, engolir todo o sangue das minhas veias, o ar faltou ou sobrou na cabeça, eu não sei; tudo o que sei é que, se te falta ar, se teu coração não tá conseguindo lidar com a velocidade do sangue que tem que circular, saiba que somos dois, e isso provavelmente pode se transformar em uma epidemia.

Só que você vai fazer mais falta que eu. Por isso, quando você atravessar esta rua, não se despeça, porque a calçada do outro lado te leva pro mesmo caminho.

E como diria Renton em Trainspotting, existe a última e existem as últimas. Terminar esta noite com Gandharva foi foda. Os caras mandam um som simples, mas muito trabalhado. E forte. Depois de caminhar por vários ramos do rock, um finale com o trio pernambucano resume o espírito do rock como em um hino:

Vocês vão dormir com a cabeça doendo!

 

e tem Brown-HÁ no Grito Rock Brasília 2011

conhecem a Brown-Há?

BROWN-HÁ TOCA NO GRITO ROCK BRASÍLIA, SEXTA, 11-03... fotos por Natália Balbé

BROWN-HÁ TOCA NO GRITO ROCK BRASÍLIA, SEXTA, 11-03... fotos por Natália Balbé

http://www.myspace.com/brownha
Banda de Rock’n roll energético e empolgante que vem chamando atenção e pedindo passagem, apresenta um trabalho autoral com letras bem sacadas, arranjos característicos e eficientes, capazes de agradar os mais diversos tipos de ouvidos. Um EP de 6 faixas na bagagem, coleciona apresentações em grandes festivais e não se limita às fronteiras brasilienses. Já passou por cidades pelo país inteiro, sempre se destacando pela energia e competência, trazendo de volta à capital federal diversos elogios. Influenciados pelo rock britânico atual e o rock 70’s que marcou época, a banda tem mostrado porque é uma das grandes promessas da cena brasiliense atual.

Formada por Fernando Jatobá (Guitarra/Vocal), João Paulo (Vocal), João Henrique (Guitarra), Murilo Fabrino (Baixo) e Pedro Paulo Gonçalves – Pepy – (Bateria) e caracterizada por uma sonoridade singular, a banda preza pela qualidade musical. Destaque para participações relevantes em grandes festivais como: – Festival Fora do Eixo (RJ) – Prévias Festival Calango (MT) – Festival Grito Rock (PA e AP) – Festival Bananada (GO) -Festival Quebramar (AP) – Festival Fogo no Cerrado (MS) – Festival Megafônica (PA) – Festival Big Bands (BA)

A semana no Cult 22 Rock Bar (21 a 26-02)

Cult 22 Rock Bar (Centro de Atividades 7, Lago Norte) encerra o mês de fevereiro com a última edição da primeira temporada do projeto Quarta Unculted (23 de fevereiro), que reunirá os músicos Mãozão e Rubinho Gabba prestando tributo acústico à banda irlandesa U2.

Na sexta-feira (25) um grande encontro de duas ótimas bandas do rock brasiliense: Etno eBrown-Há.

No sábado (26) a já tradicional Bizarre Love Triangle, sempre pilotada pelos DJs Raí eRonaldo Mode, estreia no Cult 22 Rock Bar numa edição especial batizada Girls Just Wanna Have Fun: afinal, a musa pop Cyndi Lauper se apresentará em Brasília (Centro de Convenções) no próximo domingo e a festa celebrará a vinda da moça, com direito a sorteio de ingressos para o show e um repertório recheado de hits do pop e do rock da década de 1980.

E enquanto muitos cairão nas folias de Momo, outros querem fugir do Carnaval tradicional. E o Cult 22 Rock Bar prepara uma programação diferente, com cinco dias de muito rock em shows e festas. De 4 a 8 de março (sexta a terça-feira) rolará o Carnaval do Cult 22, com as presenças confirmadas das bandas The Squintz, Os Maltrapilhos, Suíte Super LuxoQuebraqueixo + DJs. Nos próximos dias divulgaremos a programação completa.

No fim de semana seguinte, de 10 a 13 de março, o bar estará sediando a edição 2011 do Grito Rock Brasília: serão 24 bandas em quatro noites. Mais informações no serviço (abaixo) ou pelo site www.coletivoesquina.com

Lembrando que nas terças e nas quintas-feiras, a entrada é franca e o som mecânico fica sob os cuidados dos DJs residentes Marcos Pinheiro e Penny Lane. Independente dos eventos, o bar está sempre aberto de terça-feira a sábado, a partir das 17h.


Confira a programação desta semana:


» Quarta Unculted
Todas as quartas-feiras de fevereiro, às 21h, no Cult 22 Rock Bar (Centro de Atividades 7, Lago Norte)
Shows acústicos na parte externa do bar com feras da música brasiliense tocando clássicos do rock
Couvert (por pessoa): R$ 10,00
Programação:
Dia 23/2 – Mãozão e Rubinho Gabba (tributo a U2)
Bar aberto a partir das 17h
Mais informações: (61) 9972-9826, 8151-9631 ou
www.cult22.com
Classificação: 18 anos


» Etno e Brown-Há
Sexta-feira, dia 25 de fevereiro, a partir das 22h, no Cult 22 Rock Bar (Centro de Atividades 7 do Lago Norte)
Show com as bandas brasilienses de rock
Discotecagem antes e após os shows
Entrada franca até 21h
Entrada (após 21h): R$ 10,00 (preço único)
Bar aberto a partir das 17h
Mais informações: (61) 9972-9826, 8151-9631 ou
www.cult22.com
Classificação: 18 anos

» Bizarre Love Triangle – edição Girls Just Wanna Have Fun
Sábado, dia 26 de fevereiro, a partir das 22h, no Cult 22 Rock Bar (Centro de Atividades 7, Lago Norte)
Festa com os DJs Raí e Ronaldo Mode numa noite temática em homenagem à presença de Cyndi Lauper em Brasília
Sorteio de ingressos para o show da cantora no Centro de Convenções
Entrada franca até 21h
Entrada (após 21h): R$ 10,00 (até 0h) e R$ 15,00 (após)
Bar aberto a partir das 17h
Mais informações: (61) 9972-9826, 8151-9631 ou
www.cult22.com
Classificação: 18 anos

E vem aí:

» Carnaval do Cult 22
De sexta a terça-feira, dias 4 a 8 de março, a partir das 22h, no Cult 22 Rock Bar (Centro de Atividades 7, Lago Norte)
Série de festas e shows de rock em pleno Carnaval com diversas bandas e DJs
Presenças confirmadas de The Squintz e Os Maltrapilhos (dia 4), Suíte Super Luxo (dia 6) e Quebraqueixo (dia 7).
Entrada franca até 21h
Entrada (após 21h): R$ 10,00 (por noite)
Bar aberto a partir das 17h
Mais informações: (61) 9972-9826, 8151-9631 ou
www.cult22.com
Classificação: 18 anos

» Grito Rock Brasília 2011
De quinta-feira a domingo, dias 10 a 13 de março, no Cult 22 Rock Bar (Centro de Atividades 7, Lago Norte)
Festival com 24 bandas (12 de Brasília e 12 de fora)
Dia 10/3 – Turrón Presidencial (DF), Desdobradores do Tempo no Horizonte Vertical (DF), The Neves (DF), Dom Capaz (MG), Sinais Invertidos de um Mágico (PA) e Novos Vinis (GO)
Dia 11/3 – Etno (DF), Darshan (DF), Brown-Há (DF), Gandharva (PE), The Dust Road (AM) e Butterflies (CE)
Dia 12/3 – xLost in Hatex (DF), Violator (DF), Moretools (DF), Uganga (MG), Mugo (GO) e Sangue Seco (GO)
Dia 13/3 – Trampa (DF), Valdez (DF), Besouro do Rabo Branco (DF), Black Drawing Chalks (GO), Evening (GO) e Hellbenders (GO)
Bar aberto a partir das 17h
Mais informações: www.coletivoesquina.com ou www.cult22.com
Classificação: 18 anos


Centro de Atividades 7, Bloco F1, loja 33 (Lago Norte)
www.cult22.com
rockbar@cult22.com
Reservas e informações: (61) 3468-4678

QUERO TOCAR NO GRITO ROCK BRASÍLIA!

se é isso que você sente…
se você quer tocar no GRITO ROCK BRASÍLIA
basta inscrever sua banda no portal TOQUE NO BRASIL
www.ToqueNoBrasil.com.br

O grito rock brasília acontece de 24 a 27 de Fevereiro! com um total de 27 bandas! 13 de Brasília e outras 14 de fora!

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Tá chegando a Noite Fora do Eixo

Números do Rolla Pedra

por Pedro Branco

Não sou adepto da idéia de avaliar o sucesso de uma empreitada com números. Ainda menos de uma empreitada que, para muitos (ou para todos), vale simplesmente pela realização de um sonho. Nesses casos, a matemática é tão exata quanto a história, e, como Salvador Dalí já diria, “a inteligência nos faz desembocar apenas nas névoas do ceticismo, que ela tem por efeito principal reduzir-nos a coeficientesde uma incerteza gastronômica e supergelatinosa, proustiana e malsã” (DALÍ, 1956).

Total de edições do Rolla Pedra: 10

Nº de bandas que já se apresentaram no festival: >400

Nº de bandas que se apresentaram nesta edição: 50

Nº de bandas de Brasília que se apresentaram nesta edição: 43

Público médio do festival: ~4.000 cabeças

Público estimado na Σ dos 3 dias desta edição: ~10.000 cabeças

Total de alimento arrecadado: ~12 toneladas

Total arrecadado em vendas na banquinha do Coletivo Esquina: R$ 1.858,00

Nº máximo de visualizações simultâneas no livestream (http://www.livestream.com/tvesquina): 46 (2º dia)

Parabéns para nós!

Festival Rolla Pedra, em Brasília (Scream & Yell)

texto publicado no Scream & Yell

por Tiago Agostini

Nos anos 80 e 90, Brasília se acostumou a ser berço das maiores bandas de rock do Brasil. Primeiro foi a Turma da Colina, de onde, entre Capital Inicial e Plebe Rude, surgiu a indiscutível maior banda de todos os tempos: Legião Urbana. Já nos 90 a cidade teve bons momentos com o Natiruts e, vá lá, o Maskavo, mas quem deu as cartas mesmo foram os Raimundos, dando voz a toda malícia adolescente em forma de punk/hardcore do bom. Para comemorar os 50 anos da cidade, festejando e relembrando esta história, o festival Rolla Pedra, entre os dias 10 e 12 de dezembro, apresentou uma programação majoritariamente de bandas de Brasília, com 50 shows em três dias, de graça e na Esplanada dos Ministérios.

O primeiro dia ficou restrito ao metal e hardcore. Muito barulho, poucas ideias. O grande destaque foi o Galinha Preta, uma das bandas mais divertidas do País. Com um som rápido e urgente, letras simples e engraçadas e a performance genial do vocalista Frango, tivesse um pouco mais de ambição e a banda seria grande. Após o Galinha, a programação anunciava uma ópera metal. Logo, o show intimista do paulistano Thiago Pethit em um bar próximo parecia mais atraente.

Talvez tenham sido as seis horas de distorção e barulho anteriores, mas acompanhado apenas de teclado e um eventual acordeom, o som meio cabaré do paulistano soou bem, principalmente nas letras em português de versos curtos como “Não Se Vá” e “Fuga Nº1″. Pethit, no entanto, há de cuidar da produção de seus discos. Sentado sozinho ao piano, cantando uma versão de “Bad Romance”, de Lady Gaga, a comparação com a diva pop foi inevitável: os dois possuem boas canções que se perdem entre os efeitos de estúdio.

O segundo dia foi o mais esquizofrênico da programação. Bandas como Watson e Suíte Super Luxo mereciam mais sorte: fizeram bons shows para um público diminuto e disperso, que só foi se aglomerar em frente ao palco quando as guitarras distorcidas do Trampa e do Etno soaram. Não que as duas, com seu pastiche de Rage Against The Machine, merececem a ovação. Antes da atração principal, o Móveis Coloniais de Acaju, o Camarones Orquestra Guitarrística mostrou seu surf-rock competente e contagiante e a cantora local Ellen Oléria impressionou com uma potência e afinação difíceis de achar por aí.

E aí o Móveis entrou no palco para lançar seu primeiro DVD, gravado ao vivo no Auditório Ibirapuera. Se a Legião foi a cara da Brasília dos anos 80 e o Raimundos dos 90, o Móveis personificou a primeira década dos anos 2000 na cidade. Com seu show sempre enérgico e envolvente, a banda comandou uma plateia que não deixou o clima esfriar nenhum minuto. É difícil não esbarrar nos clichês para falar de um show do Móveis: o carisma e a entrega da banda no palco não tem pares no rock brasileiro, a constante movimentação dos músicos contagia, a participação do público em todo o show impressiona. Adjetivos como apoteótico não são deslocados ou superlativos. O Móveis tem o melhor show do Brasil, e isso não é novidade há anos.

Para encerrar o festival, a programação de domingo foi a mais equilibrada, reunindo bandas mais pop e revivendo heróis do rock local. Os destaques ficaram por conta de Pedrinho Grana e Os Trocados, com uma sonoridade que resvala no rock gaúcho, e Os Gramofocas, com um punk honesto. Pequenas decepções para o Sapatos Bicolores: eles até tem um bom show, mas a performance vocal do guitarrista André atrapalha; e com o Lucy And The Popsonics, que não consegue transpor para o palco seu rock eletrônico.

O relógio marcava quase 21h30 quando o Little Quail And The Mad Birds subiu ao palco escudado por umas 20 pessoas no coro de abertura com “1, 2, 3, 4″. Em pouco mais de uma hora, Gabriel Thomaz, Zé Ovo e Bacalhau relembraram os divertidos anos 90 e deixaram a dúvida de por que, mesmo com disco lançado pelo Banguela, a banda não vingou no cenário nacional. O público, extasiado com hits-punk-indies como “Família Que Briga Unida Permanece Unida”, “Aquela” e “Galera do Fundão”, não deu bola se aquilo era pura nostalgia e pediu um bis acalorado.

Teria sido melhor acabar o festival por ali. Como última apresentação, um desfigurado Plebe Rude fez um show modorrento e arrastado. Nem mesmo o bis, com “Até Quando Esperar”, elevou a qualidade da performance – embora o público não tenha arredado pé do local. O Rolla Pedra terminava com uma até bonita homenagem à história, mas o festival mostrou que Brasília não precisa reverenciar apenas os heróis do passado, já que a cena atual é prolífica.

Propondo-se a traçar um panorama do atual cenário de Brasília, com localização central e privilegiada, ao lado da rodoviária e do Teatro Nacional, em uma cidade onde um carro é quase item obrigatório de sobrevivência, o festival pecou principalmente pelo grande número de bandas. Tudo bem que cada uma das 50 bandas representava um ano da cidade, mas aguentar 18 shows em um só dia, como no sábado, é tarefa hercúlea. E perde-se o foco. Fato curioso: nos bastidores circulava a história de que Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá chegaram a ser cogitados como atração de encerramento do festival. O Rolla Pedra teria ficado pequeno para tanto choro.

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– Tiago Agostini é jornalista e assina o blog A Balada do Louco. Fotos de Naiane Martins (flickr)

olha o @moveis aí! EVERYBODY


ao vivo no 3º Rolla Pedra, 18-12-2010…
pirata ao vivo direto de um celular esquineiro….
e quem mais tiver imagens desse show
ou de qualquer outro show vamos compartilhar e montar videos mais elegantes dessas ocorrências….

e já que eu falei em pirataria em breve lançaremos alguns bootlegs
dos nossos parceiros e amigos
vide
Brown-Há…
Electrodomesticks…
Tiro Willians…
Darshan…
Watson…
Turrón Presidencial e etc….

Brown-Há é roooooock

Brown-Há é rooooock!
quase 6 anos de estrada….
rodados pelo brasil…. e muito bem Rodados…
Brown-Há é Rock
e em breve teremos lançamento deles!
se ligue não….
http://www.myspace.com/brownha
http://www.brown-harock.blogspot.com/
http://www.purevolume.com/brownha

http://www.rockbrasilia.com.br/bandas/banda.php?codigo=172

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