AGENDA: Scania e Billy The Kid

Neste sábado teremos dois parceiros do Esquina nos palcos do DF e Entorno: a banda Scania, que tocará II Rock na Periferia, e o Coletivo Escape, que traz a Brasília a banda costa-riquenha Billy The Kid.

O II Rock na Periferia acontece neste sábado, 11/06, no Lava-Jato em frente à Igreja mórmon do Jardim Ingá (GO).

 

 

Já a Billy The Kid virá direto da Costa Rica para quebrar tudo no Cult22 Rock Bar, com abertura das bandas Shotgun Killa e xLost In Hatex.

 

Anúncios

agenda: Noite Metal Attack 3 – com Dynahead e Deadly Curse

Noite Metal Attack 3 - com Dynahead e Deadly Curse - http://cult22.com

Noite Metal Attack 3 - com Dynahead e Deadly Curse - http://cult22.com

 Noite Metal Attack 3 – com Dynahead e Deadly Curse
Sexta-feira, dia 6 de maio, às 22h
Show com a banda brasiliense de heavy metal Dynahead lançando o CD 
Youniverse
Abertura: Deadly Curse (GO)
Discotecagem antes e após os shows
Entrada franca até 21h. Após: R$ 10,00 ou R$ 15,00 (com CD)

agenda: Bunga Bunga Tour

Bunga Bunga Tour - Firstations (DF), Lomba Raivosa (SP) & Beer and Mess (DF) - CULT 22 ROCK BAR

Bunga Bunga Tour - Firstations (DF), Lomba Raivosa (SP) & Beer and Mess (DF) - CULT 22 ROCK BAR

agenda: Projeto Macaco e Horta Project

Projeto Macaco e Horta Project no Cult 22 rock Bar

Projeto Macaco e Horta Project no Cult 22 rock Bar

Projeto Macaco e Horta Project
Quinta-feira, dia 28 de abril, a partir das 21h, no Cult 22 Rock Bar (Centro de Atividades 7, Lago Norte)
Show com as bandas brasilienses de funk rock
Entrada: franca (até 21h) e R$ 7,00 (após)
Mais informações: (61) 9972-9826, 8151-9631 ou http://www.cult22.com

Classificação: 18 anos 

agenda: Noite Ruído Rosa com Lucy & the Popsonics e Electro Domesticks

Lucy & The Popsonics e ElectroDomestiks no Cult22 Rock Bar - sábado 2 de Abril

Lucy & The Popsonics e ElectroDomestiks no Cult22 Rock Bar - sábado 2 de Abril

Noite Ruído Rosa 2 – com Lucy and the Popsonics e Electro Domesticks
Sábado, dia 2 de abril, a partir das 22h, no Cult 22 Rock Bar (Centro de Atividades 7, Lago Norte)
Show com as bandas brasilienses de electro rock
Som mecânico com a DJ Penny Lane
Entrada franca até 21h
Após: R$ 10,00 (até 0h) e R$ 15,00 (após)
Bar aberto a partir das 17h
Mais informações: (61) 9972-9826, 8151-9631 ou www.cult22.com 

Classificação: 18 anos

Vontade de Potência, uma resenha sobre o Grito Rock Brasília 2011.

Vontade de Potência

Por Antônio de Luna Nogueira
Passagem de Som.
Cheguei na passagem de som. O convite para resenhar um dia de Grito Rock havia sido feito por Fernando Jatobá na quinta feira, logo após o show do Turrón. “Resenha a gente amanhã?” ele perguntou. E eu topei, marquei e furei. Foi assim que começou.

No dia seguinte, sábado, liguei e expliquei porque não havia ido. “Tranqüilo…” ele disse, “toma seu tempo.” “Beleza,” respondi, “mas hoje vou lá!” E furei de novo.

Agora, cá estou: sentado no Cult22 Rock Bar para assistir o último dia de Grito Rock Brasília 2011. É uma questão de honra! Não ia perder minha chance de dar vida à minha verve Lester Bangs (ídolo!)… E fora isso, eu tinha sido convidado, né? Convenhamos que um pouco de compromisso faz bem.

Retomando: cheguei ainda na passagem de som da primeira banda. Encontrei-me com o Octavio e a primeira coisa que ele me disse é que a noite anterior tinha sido das trevas. Lamentei não ter ido e, conhecendo o lineup daquela noite, não duvidei de suas palavras: afinal, o diabo ouve metal e seu filho é o Ozzy – ou assim dizem…

Enfim, enquanto esperava do lado de fora, sentado e rabiscando um par de idéias – esboços desta resenha – ouvi coisas interessantes na passagem de som da banda cujo nome, até então, desconhecia (mais tarde reconheci a banda: tinha escutado uma canção deles numa coletânea da “Sete Produções”). O batera estava levando uma pegada Bonhamesca. “Isso promete” pensei com cautela. Daí, acabei meu refrigerante cítrico e fui atrás de outra limonada um tanto mais alcoólica.

A partir de 21 horas.
A casa está bem mais cheia do que antes. Conversas à mesa, palavras saem enquanto entram cervejas. As pessoas vão chegando e reconheço rostos familiares que desfilam pelo local. O Tuzão está lá, o Marcelo, Igor Kawka, Rudá, os caras da 14 (dois Brunos, um Sud e um enorme Kapassa, sentado ao lado do palco), Aloízio Michael e Jamil Chequer… E nisso tudo, passa o Fernando Jatobá, de vez em quando, de um lado pro outro, fala “oi” discreto e vai nessa, continuar a produção. Converso um pouco com Marcelo, que me revela enfim o nome da primeira banda (sendo que a lista com o lineup esteve logo ao meu lado o tempo todo… Mas assim perderia a graça, não?)

Besouro do Rabo Branco
A sala estava um pouco vazia quando o Besouro subiu ao palco. Esse é o carma inevitável de primeira banda… Mas quem leva a pior mesmo é a platéia desatenta, que acaba por perder parte do espetáculo, do “Espetáculo de Pornografia” anunciado pelo vocalista.

Um rock bem trabalhado, com temperos progressivos, mudanças de andamento e pausas expressivas, tendo como base instrumental um eficiente e preciso power trio somados a um teatral cantor de saia e óculos escuros. Com uma fórmula assim, o resultado só podia ser, no mínimo, intrigante! Enquanto a sala ia enchendo de curiosos, uma guitarra com firmes raízes bluseiras deslizava no slide, enquanto letras escorregadias sobre a gênese trevosa da política insinuavam-se em meus ouvidos feito uma liturgia demoníaca:

Será que o político inventou o Diabo?

Leia mais deste post

Na capital do inferno

Na capital do inferno, dez pras dez. Disseram que hoje, a noite ficaria mais quente, com um certo ar seco e abafado de cerrado misturado com as golfadas de enxofre que sairia do portal para o inferno que se abriu no Cult 22 Rock Bar. Nos travesseiros dos que vieram ontem, o sangue ainda estava úmido, e talvez houvesse um toque de ressaca, um gosto amarelado na boca seca, de quem gritou e gritou, através de nuvens de cerveja e sonho. Os que retornaram foram corajosos, e isso prova que hoje só vai dar maluco. Porque só de olhar a programação já rola medo.

Para atender as autoridades, enviamos um sinal de emergência para os principais hospitais de Brasília, e avisamos: hoje, quem não cair duro vai precisar de cuidados intensos.

E na capital do inferno, o Sangue Seco invade o palco e o transforma em um show com cara de SESC Garagem, moendo o ar que ora respiramos, ora faz tremer nosso corpo inteiro. A performance deles é muito divertida, energética, com o Sr. Eduardo Inimigo do Rei sempre atacando o público com um confronto cara-a-cara, não importando se são oito ou 48 cabeças. Perguntas, histórias, piadas. São quatro amigos, que, juntos, cantam sobre a morte do prefeito, a breve morte (?) do vocalista, uma certa Villa Morena de Portugal…

Eu realmente queria encarar esses caras em uma mesa de bar.

Leia mais deste post

o segundo dia de grito. Dos Filhos de um Sonho a Born to Destroy

11 de março

por Pedro Branco – Branco sobre Branco

 

Onze de março de dois mil e onze. Vinte e duas horas. Meu avião tocou o solo exatamente dezenove e quarenta, e agora eu estou aqui, depois de uma temporada de Rio de Janeiro, oficialmente resenhando o Grito Rock Brasília.

Nada mal pra quem não escreve nada há vinte e dois dias. Nem um bilhete de porta de geladeira.

Aqueles que escrevem profissionalmente talvez não sintam o que eu sinto toda vez que escrevo: quanto mais há pra se falar, mais faltam palavras. Eu não escrevo profissionalmente. Eu escrevo por paixão, e não podia ser diferente pra mim. Por isso, agradeço a oportunidade de apaixonar-me por esta noite.

O show do Etno abriu as portas do segundo dia. As fontes comentam: o público dobrou de ontem pra hoje e isso é impressionante, de acordo com o horário. Realmente estava cheio. E não só cheio: o público respondeu com muita energia aos coros, cantando as músicas novas, que só vão estar no ar daqui a mais vinte dias.

Eu senti o Etno um pouquinho acanhado com o tamanho do palco. Parecia pouco pra pilha que eles trouxeram, a pilha de quem pula e preenche completamente dezenas de metros quadrados de palcos maiores, como o do Rolla Pedra 2010. Mas não que estivessem perdidos. Estavam em casa. Na sala. Num lounge, numa fogueira, entre amigos.

Quem chegou aqui esperando um festival de pequeno porte se surpreendeu (como eu) com a limpeza e definição do som que saía dos falantes. Os detalhes também impressionaram: não contentes com uma puta dinamica de instrumentos, pequenos detalhes enriqueceram a performance ao vivo, com coloridos específicos que só se encontram em discos e grandes shows.

Durante seus quarenta minutos de música, o Etno revelou influências (para o novo disco?), com uma versão de Jeremy, do Pearl Jam, e um pout-pourri cravado na saideira, que foi de Cássia Eller a Red Hot, com coro autoral e… Porra, foi foda!

Logo depois veio o Butlerfly. Fiquei triste com uma parada: o público não ficou pra conferir o que os caras tinham a oferecer. Eu digo da minha experiência pessoal, e talvez eu esteja sendo idiota agora, mas só existem três lugares onde eu estaria agora: no Rio, na frente do palco e montado na minha moto. E eu fiz os três hoje. Então me dêem motivos pra entender como essa galera chega pra ver uma banda e cai fora na segunda, ainda mais quando se trata de uma convidada, que desceu meio Brasil do Ceará até o planalto central de Brasília, este nosso velho oeste da música, apenas pra espalhar a radiação desse rock.

Mas apesar disso, foi um show muito foda. E não conhecia, mas os caras me deram uma grande razão pra procurar o som deles na internet: a pegada. O show deles foi bem simples, som puro e concentrado, um rock nervoso, como os Hives, e a postura daquela galera que, no palco, parece estar na garagem, o grande estúdio universal, onde o rock nasce, cresce, se reproduz e nunca morre.

Quem ficou pra ver teve a oportunidade de se reencontrar com o Sr. Dylan em uma curta, porém poderosa passagem de Blowin’ in the Wind.

Às 23h30, atingimos a lotação máxima da casa.

Esquece, vou tentar menos jornalístico.

Antes do que qualquer um de nós esperávamos, não cabia mais gente. A casa estava lotada, a calçada estava lotada, o ar estava lotado, e meus tímpanos ainda vão ter que agüentar mais dois dias.

Eu acho irado.

Acho irado que o show do Brown-Há tenha feito sair gente pelas janelas que nem existem aqui no Cult 22, porque mais uma vez, eles destruíram. E eles são assim mesmo, pra melhor ou pra pior, eles não aprenderam a decepcionar. Um show bonito de se ver, com cinco caras pirando no que estão fazendo, um som redondinho e cerveja pra molhar o verbo.

Qual verbo, alguém pergunta?

GRITAR!

Gritar pra abrir os pulmões, pra chamar, pra assustar, pra ferver o sangue, pra gente não esquecer que quem está vivo está em algum lugar, perto ou longe, e quem grita se faz escutar, se faz lembrar, faz viver tudo aquilo que vive na palavra, no ar que vibra, nos olhos que se fecham e cantam junto. Eu, você e todos nós, juntos, construindo a gritos o nosso palácio.

Ou nossas estradas.

Os caras do The Dust Road seguiram o caminho feito de terra, asfalto e suor que separa o Amazonas da capital federal pra derrubar sobre nossas cabeças seu blues-rock setentista, um som tão arrebatador quanto misterioso, um som feito de fumaça, drinks e sangue nos olhos. E eles não perdem no palco, como bons blueszeiros, com toda aquela postura forte, de quem não tá nem aí, porque a música basta, e basta aquela confiança nos instrumentos e voz e pausas, com sarcasmo, humor e brutalidade. Uma bigorna na cabeça.

Eu só fico pensando nas pessoas que eu queria que estivessem aqui e não estão. São todos loucos, tão loucos quanto apaixonados. E é assim que o blues entra na gente: pelo ar, pelo sangue, pelo contato da pele com a pele, mesmo apesar deste palco fantástico que nos separa e nos une.

Só mais um detalhe: TECLAS! Me dê teclas, mais teclas, e este blues fode comigo. Mas quanto mais teclas, mais tudo, e o som não pode ficar mais alto do que já tá, senão eu juro que já era minha raça, minha reputação (?) e minhas roupas.

Meio tarde pra jurar.

Se nada do que eu falei se foi, eu garanto que se foi a minha voz com o Darshan. Tenho certeza que eu saí meio biruta. E não é por menos. Quando os caras sobem no palco, é como se um raio atingisse a sua cabeça em cheio e ao contrário. O som viaja na velocidade da luz e a claridade só chega depois do desmaio. E desta vez não teve descanso, foi um set só com as mais pesadas. O público pedia as mais novas, pedia Substâncias, pedia pra continuar, mas, como as nossas diversões de criança, cada minuto conduz diretamente para um fim, que ninguém esperava chegar de verdade.

Alisson, este não é o fim.

Seu “último“ show com esta banda foda é só um novo começo. Afinal de contas, eu acho que posso te entender. Só de ouvir, meu corpo deu sinais desesperados de ainda estar vivo: meu coração quis se abrir ao máximo, engolir todo o sangue das minhas veias, o ar faltou ou sobrou na cabeça, eu não sei; tudo o que sei é que, se te falta ar, se teu coração não tá conseguindo lidar com a velocidade do sangue que tem que circular, saiba que somos dois, e isso provavelmente pode se transformar em uma epidemia.

Só que você vai fazer mais falta que eu. Por isso, quando você atravessar esta rua, não se despeça, porque a calçada do outro lado te leva pro mesmo caminho.

E como diria Renton em Trainspotting, existe a última e existem as últimas. Terminar esta noite com Gandharva foi foda. Os caras mandam um som simples, mas muito trabalhado. E forte. Depois de caminhar por vários ramos do rock, um finale com o trio pernambucano resume o espírito do rock como em um hino:

Vocês vão dormir com a cabeça doendo!

 

Primeiro dia de Grito Rock Brasília 2011

Grito rock brasília 2011

Pra quem não sabe…  SIM, JÁ COMEÇOU!

COMEÇOU ONTÉM, 10-03-2011, ÀS 20H NO CULT 22 ROCK BAR…

E começou passando das expectativas do primeiro dia, nas expectativas de uma quinta feira, de algumas bandas tão desconhecidas para o público brasiliense.

THE NEVES - grito rock brasília 2011 - @rafazart

THE NEVES - grito rock brasília 2011 - @rafazart

Foi uma noite indie, pop, de garagem. Mesmo as canções mais agitadas da noite ainda davam aquela sensação de que pode ser muito gostoso ouvir aquele som abraçado no seu broto no meio do salão.

Com o singelo atraso de 10 minutos a primeira noite do festival começou com o The Neves, uma banda que mora em Brasília… mas também mora em Goiânia, com pouco mais de um ano de existência… foi o primeiro show dos caras em Brasília… e muito bem recebido. Rock levado no violão com uma clareza sessentista… com direito uma versão inusitada de Muse.

Diretamente de Belém do Pará o publico do Cult 22 rock Bar os Sinais Invertidos de um Mágico puderam provar para alguns céticos que em terra de calypso e brega quem faz rock, faz magia… da boa. Está selado que o show dos caras foi bom.

Folk, rock, blues, poético, teatral, satisfatório… Essas foram às palavras que eu ouvi sobre o show do Turrón Presidencial. A banda com violão, guitarra, baixo e bateria tinha momentos que pareciam uma orquestra inteira. Antonio de Luna, vocal e violão, deu ao público a satisfação de vê-lo também na guitarra acompanhando Marcos Rangel, com dedos rápidos, esticados, melódicos. Belo show, turrón, belo show.

TURRÓN PRESIDENCIAL - grito rock brasília 2011 - @rafazart

TURRÓN PRESIDENCIAL - grito rock brasília 2011 - @rafazart

Aí foi a vez de o Coletivo Esquina receber pela segunda vez uma das bandas mais legais do cenário mineiro. Dom Capaz num show empolgado, porém com a quietude mineira, estrearam algumas canções novas e puderam ver pessoas na platéia cantando junto.

Do Coletivo Voltz para o Cult 22 Rock Bar. Do Gama para o Lago Norte vieram os Desdobradores do Tempo no Horizonte Vertical. Rock suíngado, ensolarado e apaixonado. Em alguns momentos  guris pareciam tímidos com a platéia mas de forma alguma com seus instrumentos. Brincaram com Tiro Williams, Portishead e embalaram em 30 minutos a atenção de todos presentes na casa.

Vinis. Estão de volta os vinis. Estão na moda os vinis. E esses Novos vinis transformaram o Cult 22 rock Bar numa grande garagem. Alguns comentários hilários tanto da banda quanto do público: “esses Novos Vinis aí parecem uma mistura de Restart com Black Drawing Chalks”. Bem… Há de se convir que musicalmente eles não tem nada da bandinha adolescente. O importante é que os caras encaram o rock com bom humor e as comparações também! Show enérgico, dançante e roqueiro!

Esse foi só o primeiro dia… hoje ainda temos Etno, Brown-HÁ, Butlerfly, Gandharva, Darshan e The Dust Road.

Agradeçemos aos nossos apoioadores site Rock Brasília, Cult 22 Rock Bar, Pizzaria Dom Bosco.

Making of xLOST in HATEx

(retirado do site do xLost In Hatex)
eles tocam no no GRITO ROCK BRASÍLIA 2011!!!!
sábado!
12-03-2011
no cult 22 rock bar a partir das 20h

Atualmente a banda está em estúdio na produção do CD Cultura da Autodestruição, que deve sair em meados de junho.

%d blogueiros gostam disto: