Turrón Presidencial. Sonzera. Balaio Café. por Thaís Mallon

Vontade de Potência, uma resenha sobre o Grito Rock Brasília 2011.

Vontade de Potência

Por Antônio de Luna Nogueira
Passagem de Som.
Cheguei na passagem de som. O convite para resenhar um dia de Grito Rock havia sido feito por Fernando Jatobá na quinta feira, logo após o show do Turrón. “Resenha a gente amanhã?” ele perguntou. E eu topei, marquei e furei. Foi assim que começou.

No dia seguinte, sábado, liguei e expliquei porque não havia ido. “Tranqüilo…” ele disse, “toma seu tempo.” “Beleza,” respondi, “mas hoje vou lá!” E furei de novo.

Agora, cá estou: sentado no Cult22 Rock Bar para assistir o último dia de Grito Rock Brasília 2011. É uma questão de honra! Não ia perder minha chance de dar vida à minha verve Lester Bangs (ídolo!)… E fora isso, eu tinha sido convidado, né? Convenhamos que um pouco de compromisso faz bem.

Retomando: cheguei ainda na passagem de som da primeira banda. Encontrei-me com o Octavio e a primeira coisa que ele me disse é que a noite anterior tinha sido das trevas. Lamentei não ter ido e, conhecendo o lineup daquela noite, não duvidei de suas palavras: afinal, o diabo ouve metal e seu filho é o Ozzy – ou assim dizem…

Enfim, enquanto esperava do lado de fora, sentado e rabiscando um par de idéias – esboços desta resenha – ouvi coisas interessantes na passagem de som da banda cujo nome, até então, desconhecia (mais tarde reconheci a banda: tinha escutado uma canção deles numa coletânea da “Sete Produções”). O batera estava levando uma pegada Bonhamesca. “Isso promete” pensei com cautela. Daí, acabei meu refrigerante cítrico e fui atrás de outra limonada um tanto mais alcoólica.

A partir de 21 horas.
A casa está bem mais cheia do que antes. Conversas à mesa, palavras saem enquanto entram cervejas. As pessoas vão chegando e reconheço rostos familiares que desfilam pelo local. O Tuzão está lá, o Marcelo, Igor Kawka, Rudá, os caras da 14 (dois Brunos, um Sud e um enorme Kapassa, sentado ao lado do palco), Aloízio Michael e Jamil Chequer… E nisso tudo, passa o Fernando Jatobá, de vez em quando, de um lado pro outro, fala “oi” discreto e vai nessa, continuar a produção. Converso um pouco com Marcelo, que me revela enfim o nome da primeira banda (sendo que a lista com o lineup esteve logo ao meu lado o tempo todo… Mas assim perderia a graça, não?)

Besouro do Rabo Branco
A sala estava um pouco vazia quando o Besouro subiu ao palco. Esse é o carma inevitável de primeira banda… Mas quem leva a pior mesmo é a platéia desatenta, que acaba por perder parte do espetáculo, do “Espetáculo de Pornografia” anunciado pelo vocalista.

Um rock bem trabalhado, com temperos progressivos, mudanças de andamento e pausas expressivas, tendo como base instrumental um eficiente e preciso power trio somados a um teatral cantor de saia e óculos escuros. Com uma fórmula assim, o resultado só podia ser, no mínimo, intrigante! Enquanto a sala ia enchendo de curiosos, uma guitarra com firmes raízes bluseiras deslizava no slide, enquanto letras escorregadias sobre a gênese trevosa da política insinuavam-se em meus ouvidos feito uma liturgia demoníaca:

Será que o político inventou o Diabo?

Leia mais deste post

Primeiro dia de Grito Rock Brasília 2011

Grito rock brasília 2011

Pra quem não sabe…  SIM, JÁ COMEÇOU!

COMEÇOU ONTÉM, 10-03-2011, ÀS 20H NO CULT 22 ROCK BAR…

E começou passando das expectativas do primeiro dia, nas expectativas de uma quinta feira, de algumas bandas tão desconhecidas para o público brasiliense.

THE NEVES - grito rock brasília 2011 - @rafazart

THE NEVES - grito rock brasília 2011 - @rafazart

Foi uma noite indie, pop, de garagem. Mesmo as canções mais agitadas da noite ainda davam aquela sensação de que pode ser muito gostoso ouvir aquele som abraçado no seu broto no meio do salão.

Com o singelo atraso de 10 minutos a primeira noite do festival começou com o The Neves, uma banda que mora em Brasília… mas também mora em Goiânia, com pouco mais de um ano de existência… foi o primeiro show dos caras em Brasília… e muito bem recebido. Rock levado no violão com uma clareza sessentista… com direito uma versão inusitada de Muse.

Diretamente de Belém do Pará o publico do Cult 22 rock Bar os Sinais Invertidos de um Mágico puderam provar para alguns céticos que em terra de calypso e brega quem faz rock, faz magia… da boa. Está selado que o show dos caras foi bom.

Folk, rock, blues, poético, teatral, satisfatório… Essas foram às palavras que eu ouvi sobre o show do Turrón Presidencial. A banda com violão, guitarra, baixo e bateria tinha momentos que pareciam uma orquestra inteira. Antonio de Luna, vocal e violão, deu ao público a satisfação de vê-lo também na guitarra acompanhando Marcos Rangel, com dedos rápidos, esticados, melódicos. Belo show, turrón, belo show.

TURRÓN PRESIDENCIAL - grito rock brasília 2011 - @rafazart

TURRÓN PRESIDENCIAL - grito rock brasília 2011 - @rafazart

Aí foi a vez de o Coletivo Esquina receber pela segunda vez uma das bandas mais legais do cenário mineiro. Dom Capaz num show empolgado, porém com a quietude mineira, estrearam algumas canções novas e puderam ver pessoas na platéia cantando junto.

Do Coletivo Voltz para o Cult 22 Rock Bar. Do Gama para o Lago Norte vieram os Desdobradores do Tempo no Horizonte Vertical. Rock suíngado, ensolarado e apaixonado. Em alguns momentos  guris pareciam tímidos com a platéia mas de forma alguma com seus instrumentos. Brincaram com Tiro Williams, Portishead e embalaram em 30 minutos a atenção de todos presentes na casa.

Vinis. Estão de volta os vinis. Estão na moda os vinis. E esses Novos vinis transformaram o Cult 22 rock Bar numa grande garagem. Alguns comentários hilários tanto da banda quanto do público: “esses Novos Vinis aí parecem uma mistura de Restart com Black Drawing Chalks”. Bem… Há de se convir que musicalmente eles não tem nada da bandinha adolescente. O importante é que os caras encaram o rock com bom humor e as comparações também! Show enérgico, dançante e roqueiro!

Esse foi só o primeiro dia… hoje ainda temos Etno, Brown-HÁ, Butlerfly, Gandharva, Darshan e The Dust Road.

Agradeçemos aos nossos apoioadores site Rock Brasília, Cult 22 Rock Bar, Pizzaria Dom Bosco.

o Grito Rock Brasília recebe TURRÓN PRESIDENCIAL no primeiro dia!!!!!!!

Turrón Presidencial
veja o que eles já fizeram

A semana no Cult 22 Rock Bar (21 a 26-02)

Cult 22 Rock Bar (Centro de Atividades 7, Lago Norte) encerra o mês de fevereiro com a última edição da primeira temporada do projeto Quarta Unculted (23 de fevereiro), que reunirá os músicos Mãozão e Rubinho Gabba prestando tributo acústico à banda irlandesa U2.

Na sexta-feira (25) um grande encontro de duas ótimas bandas do rock brasiliense: Etno eBrown-Há.

No sábado (26) a já tradicional Bizarre Love Triangle, sempre pilotada pelos DJs Raí eRonaldo Mode, estreia no Cult 22 Rock Bar numa edição especial batizada Girls Just Wanna Have Fun: afinal, a musa pop Cyndi Lauper se apresentará em Brasília (Centro de Convenções) no próximo domingo e a festa celebrará a vinda da moça, com direito a sorteio de ingressos para o show e um repertório recheado de hits do pop e do rock da década de 1980.

E enquanto muitos cairão nas folias de Momo, outros querem fugir do Carnaval tradicional. E o Cult 22 Rock Bar prepara uma programação diferente, com cinco dias de muito rock em shows e festas. De 4 a 8 de março (sexta a terça-feira) rolará o Carnaval do Cult 22, com as presenças confirmadas das bandas The Squintz, Os Maltrapilhos, Suíte Super LuxoQuebraqueixo + DJs. Nos próximos dias divulgaremos a programação completa.

No fim de semana seguinte, de 10 a 13 de março, o bar estará sediando a edição 2011 do Grito Rock Brasília: serão 24 bandas em quatro noites. Mais informações no serviço (abaixo) ou pelo site www.coletivoesquina.com

Lembrando que nas terças e nas quintas-feiras, a entrada é franca e o som mecânico fica sob os cuidados dos DJs residentes Marcos Pinheiro e Penny Lane. Independente dos eventos, o bar está sempre aberto de terça-feira a sábado, a partir das 17h.


Confira a programação desta semana:


» Quarta Unculted
Todas as quartas-feiras de fevereiro, às 21h, no Cult 22 Rock Bar (Centro de Atividades 7, Lago Norte)
Shows acústicos na parte externa do bar com feras da música brasiliense tocando clássicos do rock
Couvert (por pessoa): R$ 10,00
Programação:
Dia 23/2 – Mãozão e Rubinho Gabba (tributo a U2)
Bar aberto a partir das 17h
Mais informações: (61) 9972-9826, 8151-9631 ou
www.cult22.com
Classificação: 18 anos


» Etno e Brown-Há
Sexta-feira, dia 25 de fevereiro, a partir das 22h, no Cult 22 Rock Bar (Centro de Atividades 7 do Lago Norte)
Show com as bandas brasilienses de rock
Discotecagem antes e após os shows
Entrada franca até 21h
Entrada (após 21h): R$ 10,00 (preço único)
Bar aberto a partir das 17h
Mais informações: (61) 9972-9826, 8151-9631 ou
www.cult22.com
Classificação: 18 anos

» Bizarre Love Triangle – edição Girls Just Wanna Have Fun
Sábado, dia 26 de fevereiro, a partir das 22h, no Cult 22 Rock Bar (Centro de Atividades 7, Lago Norte)
Festa com os DJs Raí e Ronaldo Mode numa noite temática em homenagem à presença de Cyndi Lauper em Brasília
Sorteio de ingressos para o show da cantora no Centro de Convenções
Entrada franca até 21h
Entrada (após 21h): R$ 10,00 (até 0h) e R$ 15,00 (após)
Bar aberto a partir das 17h
Mais informações: (61) 9972-9826, 8151-9631 ou
www.cult22.com
Classificação: 18 anos

E vem aí:

» Carnaval do Cult 22
De sexta a terça-feira, dias 4 a 8 de março, a partir das 22h, no Cult 22 Rock Bar (Centro de Atividades 7, Lago Norte)
Série de festas e shows de rock em pleno Carnaval com diversas bandas e DJs
Presenças confirmadas de The Squintz e Os Maltrapilhos (dia 4), Suíte Super Luxo (dia 6) e Quebraqueixo (dia 7).
Entrada franca até 21h
Entrada (após 21h): R$ 10,00 (por noite)
Bar aberto a partir das 17h
Mais informações: (61) 9972-9826, 8151-9631 ou
www.cult22.com
Classificação: 18 anos

» Grito Rock Brasília 2011
De quinta-feira a domingo, dias 10 a 13 de março, no Cult 22 Rock Bar (Centro de Atividades 7, Lago Norte)
Festival com 24 bandas (12 de Brasília e 12 de fora)
Dia 10/3 – Turrón Presidencial (DF), Desdobradores do Tempo no Horizonte Vertical (DF), The Neves (DF), Dom Capaz (MG), Sinais Invertidos de um Mágico (PA) e Novos Vinis (GO)
Dia 11/3 – Etno (DF), Darshan (DF), Brown-Há (DF), Gandharva (PE), The Dust Road (AM) e Butterflies (CE)
Dia 12/3 – xLost in Hatex (DF), Violator (DF), Moretools (DF), Uganga (MG), Mugo (GO) e Sangue Seco (GO)
Dia 13/3 – Trampa (DF), Valdez (DF), Besouro do Rabo Branco (DF), Black Drawing Chalks (GO), Evening (GO) e Hellbenders (GO)
Bar aberto a partir das 17h
Mais informações: www.coletivoesquina.com ou www.cult22.com
Classificação: 18 anos


Centro de Atividades 7, Bloco F1, loja 33 (Lago Norte)
www.cult22.com
rockbar@cult22.com
Reservas e informações: (61) 3468-4678

TURRÓN PRESIDENCIAL

Turrón Presidencial
A princípio, não parece fazer muito sentido. Um nome estranho, absurdo: “O que é isso? O que ele quer, esse Turrón? Aliás… Turrón?!” 

Turrón Presidencial no Grito Rock Brasília 2011

Turrón Presidencial no Grito Rock Brasília 2011

E do chiado de um antigo álbum de blues, ouve-se a resposta: Música. É isso que o Turrón quer. Não podia ser mais claro.

Turrón Presidencial no Grito Rock Brasília 2011

Turrón Presidencial no Grito Rock Brasília 2011

“Mas que música?”
Só Música.

O Turrón Presidencial já teve algumas formações. Criado em 2007 por Antonio de Luna,Marcos Rangel e Pedro Oswald, a banda se apresentou oficialmente pela primeira vez comoum trio, no FINCA 2007, chegando à final do festival.
O formato funcionou por algum tempo e por alguns shows. Porém, os músicos sentiama necessidade de complementar sua produção musical. Assim, entraram dois novosinstrumentistas: o baixista Dido Mariano e o baterista João Paulo Gravina. Por outro lado, ocantor Pedro Oswald saiu do grupo. Tornaram-se um quarteto no final de 2008.
Este formato bem aventurado, no entanto, não durou muito por conta de necessidadespessoais do baterista e do baixista. Dessa forma, após alguns shows, o Turrón estava reduzidoa um duo de violões. Isto, contudo, não impediu que a banda prosseguisse procurandooportunidades para continuar divulgando seu material. De tal modo que o segundo semestrede 2009 foi generoso com a banda: apresentaram-se no Jogo de Cena, gravaram um clipe paraa canção “Azul Baião” e participaram novamente do FINCA (Ed. 2009), desta vez vencendo oprimeiro lugar do Juri Oficial.Motivados pela vitoria e encorajados financeiramente pela premiação, o duo reformou oquarteto em 2010 com Dido Mariano, no baixo, e Victor Gualda, na bateria, e gravaramseu primeiro EP (“Um Breve Conceito”) no estúdio REFINARIA.
Pense numa colcha de retalhos, uma lúdica alquimia de sons, letras e idéias. Essa é a proposta do quarteto, formado por Antonio Luna, no Violão e vocal; Marcos Rangel, na guitarra; Victor Gualda, na bateria; e Danilo Medrado, no contrabaixo. Na receita sonora, as influências correm livres: um dente de rock, um punhado de blues e uma dose de MPB; adicione o baião fatiado, uma colher de erudito e uma pitada de pop clássico; frite no funk; misture tudo com harmonias vocais, tempere com poesia e… Voilá! Eis um Sonoro Torrone. Mas é qualquer torrone? Não! É Turrón Presidencial, fresquinho, pronto para ser mastigado pelos ouvidos e saboreado pelos sentidos!

Agora, acomode-se,
Está na mesa e o Turrón já está saindo. 

SAIBA mais em:

http://turronpresidencial.wordpress.com/
http://www.myspace.com/turronpresidencial
twitter.com/el_turron

Suas influências são diversas – entre elas, o rock, a música clássica, o folk, a bossa nova, oblues, além de ritmos e estilos regionais, como o baião – visíveis em um repertório autoral,diversificado e abrangente.
Sem rótulos, o Turrón Presidencial se considera simplesmente como uma banda de música.Música e ponto.

Local de origem da banda: Distrito Federal – Brasília

Integrantes da banda:

Antônio de Luna – violão e voz
Marcos Rangel – guitarra e backing vocal
Victor Gualda – bateria e backing vocal
Danilo Medrado – contrabaixo

Link: http://www.myspace.com/turronpresidencial

ae o podcast Esquina & Melhores de 2010 – Parte 3 – A Salada Independente

olá…
como  estão vocês, seus lindos?
então depois de muito muito tempo de embolação
finalmente saiu aqui pra vocês o podcast mais sensacional e sensual e roqueiro de brasília, sabará, joanesburgo e quiçá de todo o planeta e também do mundo inteiro…
com vocês a terceira, e deveras emocionante,  parte do

PODCAST ESQUINA & OS MELHORES DE 2010… A GRANDE SALADA INDEPENDENTE!!!!!!

rock, grunge, punk, alternativo, pop, indie, metal frufru, hard rock-stoner-satanista-com pagode….
nesse bloco nós discutimos sobre venda de cds, concursos de beleza

e curiosidades, estórias e as trajetórias dessas seguintes bandas… e suas belas composições…:

14 com “DON’T YOU KNOW”

http://www.myspace.com/bandacatorze

Turrón Presidencial com “HOJE NÃO É ONTÉM”

http://www.myspace.com/turronpresidencial

Ecos Falsos com “GUARANÁ”

http://ecosfalsos.com.br/

Rinoceronte com “E EU QUE NÃO QUERIA”

http://www.myspace.com/rinoceronterock

Johnny Suxxx & The Fucking Boys com “FANCY BOY”

http://www.myspace.com/johnnysuxxx

Electrodomesticks com “SAY WHAT YOU WANT”

http://www.myspace.com/electrodomesticks

Valdez com “ANTIHERÓI”

http://www.myspace.com/valdezrock

Pearl Jam com “The Fixxer”

http://pearljam.com/

E SE VOCÊ QUER QUE ALGUMA DESSAS BANDAS TOQUE NO GRITO ROCK BRASÍLIA 2011

PEÇA PARA QUE ELAS SE INSCREVAM NO PORTAL TOQUE NO BRASIL!!!!

para saber mais sobre o coletivo esquina e as pessoas que o produzem acompanhe os twitters
@Mixolidio @Papoulos @Brown_HA @Banda14 @Banda_ED @bpveloso @brunofreex @psudbrack @kapassa

PARA OU VIR OS OUTROS PODCASTS
ACESSE A ABA DA RÁDIO ESQUINA

QUERO TOCAR NO GRITO ROCK BRASÍLIA!

se é isso que você sente…
se você quer tocar no GRITO ROCK BRASÍLIA
basta inscrever sua banda no portal TOQUE NO BRASIL
www.ToqueNoBrasil.com.br

O grito rock brasília acontece de 24 a 27 de Fevereiro! com um total de 27 bandas! 13 de Brasília e outras 14 de fora!

inscreva sua banda no portal TOQUE NO BRASILhttp://www.toquenobrasil.com.br

SEJA TAMBÉM UM VOLUNTÁRIO NO GRITO!!!!

OU FAÇA A COBERTURA DO GRITO!!!!!

PARA INFORMAÇÕES SOBRE AS OUTRAS 130 CIDADDES QUE RECEBEM O GRITO ROCK ENTRE EM http://www.GRITOROCK.com.br

Números do Rolla Pedra

por Pedro Branco

Não sou adepto da idéia de avaliar o sucesso de uma empreitada com números. Ainda menos de uma empreitada que, para muitos (ou para todos), vale simplesmente pela realização de um sonho. Nesses casos, a matemática é tão exata quanto a história, e, como Salvador Dalí já diria, “a inteligência nos faz desembocar apenas nas névoas do ceticismo, que ela tem por efeito principal reduzir-nos a coeficientesde uma incerteza gastronômica e supergelatinosa, proustiana e malsã” (DALÍ, 1956).

Total de edições do Rolla Pedra: 10

Nº de bandas que já se apresentaram no festival: >400

Nº de bandas que se apresentaram nesta edição: 50

Nº de bandas de Brasília que se apresentaram nesta edição: 43

Público médio do festival: ~4.000 cabeças

Público estimado na Σ dos 3 dias desta edição: ~10.000 cabeças

Total de alimento arrecadado: ~12 toneladas

Total arrecadado em vendas na banquinha do Coletivo Esquina: R$ 1.858,00

Nº máximo de visualizações simultâneas no livestream (http://www.livestream.com/tvesquina): 46 (2º dia)

Parabéns para nós!

Festival Rolla Pedra, em Brasília (Scream & Yell)

texto publicado no Scream & Yell

por Tiago Agostini

Nos anos 80 e 90, Brasília se acostumou a ser berço das maiores bandas de rock do Brasil. Primeiro foi a Turma da Colina, de onde, entre Capital Inicial e Plebe Rude, surgiu a indiscutível maior banda de todos os tempos: Legião Urbana. Já nos 90 a cidade teve bons momentos com o Natiruts e, vá lá, o Maskavo, mas quem deu as cartas mesmo foram os Raimundos, dando voz a toda malícia adolescente em forma de punk/hardcore do bom. Para comemorar os 50 anos da cidade, festejando e relembrando esta história, o festival Rolla Pedra, entre os dias 10 e 12 de dezembro, apresentou uma programação majoritariamente de bandas de Brasília, com 50 shows em três dias, de graça e na Esplanada dos Ministérios.

O primeiro dia ficou restrito ao metal e hardcore. Muito barulho, poucas ideias. O grande destaque foi o Galinha Preta, uma das bandas mais divertidas do País. Com um som rápido e urgente, letras simples e engraçadas e a performance genial do vocalista Frango, tivesse um pouco mais de ambição e a banda seria grande. Após o Galinha, a programação anunciava uma ópera metal. Logo, o show intimista do paulistano Thiago Pethit em um bar próximo parecia mais atraente.

Talvez tenham sido as seis horas de distorção e barulho anteriores, mas acompanhado apenas de teclado e um eventual acordeom, o som meio cabaré do paulistano soou bem, principalmente nas letras em português de versos curtos como “Não Se Vá” e “Fuga Nº1″. Pethit, no entanto, há de cuidar da produção de seus discos. Sentado sozinho ao piano, cantando uma versão de “Bad Romance”, de Lady Gaga, a comparação com a diva pop foi inevitável: os dois possuem boas canções que se perdem entre os efeitos de estúdio.

O segundo dia foi o mais esquizofrênico da programação. Bandas como Watson e Suíte Super Luxo mereciam mais sorte: fizeram bons shows para um público diminuto e disperso, que só foi se aglomerar em frente ao palco quando as guitarras distorcidas do Trampa e do Etno soaram. Não que as duas, com seu pastiche de Rage Against The Machine, merececem a ovação. Antes da atração principal, o Móveis Coloniais de Acaju, o Camarones Orquestra Guitarrística mostrou seu surf-rock competente e contagiante e a cantora local Ellen Oléria impressionou com uma potência e afinação difíceis de achar por aí.

E aí o Móveis entrou no palco para lançar seu primeiro DVD, gravado ao vivo no Auditório Ibirapuera. Se a Legião foi a cara da Brasília dos anos 80 e o Raimundos dos 90, o Móveis personificou a primeira década dos anos 2000 na cidade. Com seu show sempre enérgico e envolvente, a banda comandou uma plateia que não deixou o clima esfriar nenhum minuto. É difícil não esbarrar nos clichês para falar de um show do Móveis: o carisma e a entrega da banda no palco não tem pares no rock brasileiro, a constante movimentação dos músicos contagia, a participação do público em todo o show impressiona. Adjetivos como apoteótico não são deslocados ou superlativos. O Móveis tem o melhor show do Brasil, e isso não é novidade há anos.

Para encerrar o festival, a programação de domingo foi a mais equilibrada, reunindo bandas mais pop e revivendo heróis do rock local. Os destaques ficaram por conta de Pedrinho Grana e Os Trocados, com uma sonoridade que resvala no rock gaúcho, e Os Gramofocas, com um punk honesto. Pequenas decepções para o Sapatos Bicolores: eles até tem um bom show, mas a performance vocal do guitarrista André atrapalha; e com o Lucy And The Popsonics, que não consegue transpor para o palco seu rock eletrônico.

O relógio marcava quase 21h30 quando o Little Quail And The Mad Birds subiu ao palco escudado por umas 20 pessoas no coro de abertura com “1, 2, 3, 4″. Em pouco mais de uma hora, Gabriel Thomaz, Zé Ovo e Bacalhau relembraram os divertidos anos 90 e deixaram a dúvida de por que, mesmo com disco lançado pelo Banguela, a banda não vingou no cenário nacional. O público, extasiado com hits-punk-indies como “Família Que Briga Unida Permanece Unida”, “Aquela” e “Galera do Fundão”, não deu bola se aquilo era pura nostalgia e pediu um bis acalorado.

Teria sido melhor acabar o festival por ali. Como última apresentação, um desfigurado Plebe Rude fez um show modorrento e arrastado. Nem mesmo o bis, com “Até Quando Esperar”, elevou a qualidade da performance – embora o público não tenha arredado pé do local. O Rolla Pedra terminava com uma até bonita homenagem à história, mas o festival mostrou que Brasília não precisa reverenciar apenas os heróis do passado, já que a cena atual é prolífica.

Propondo-se a traçar um panorama do atual cenário de Brasília, com localização central e privilegiada, ao lado da rodoviária e do Teatro Nacional, em uma cidade onde um carro é quase item obrigatório de sobrevivência, o festival pecou principalmente pelo grande número de bandas. Tudo bem que cada uma das 50 bandas representava um ano da cidade, mas aguentar 18 shows em um só dia, como no sábado, é tarefa hercúlea. E perde-se o foco. Fato curioso: nos bastidores circulava a história de que Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá chegaram a ser cogitados como atração de encerramento do festival. O Rolla Pedra teria ficado pequeno para tanto choro.

*******

– Tiago Agostini é jornalista e assina o blog A Balada do Louco. Fotos de Naiane Martins (flickr)

%d blogueiros gostam disto: